Nos bastidores de Brasília, cresce a percepção de que o ambiente político e institucional se tornou mais tenso em torno do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Críticas vindas de diferentes frentes — lideranças políticas, setores da sociedade civil, juristas e parte da imprensa — aumentaram o escrutínio sobre decisões recentes do magistrado. O debate público se intensificou, especialmente nas redes sociais, onde narrativas conflitantes disputam espaço e ampliam a polarização. Pressão de múltiplos lados Analistas apontam que Moraes passou a ocupar o epicentro de uma disputa que envolve: – Setores políticos que contestam decisões judiciais – Grupos da sociedade que questionam limites institucionais – Veículos de mídia com linhas editoriais divergentes – Debates sobre equilíbrio entre poderes e garantias democráticas Esse cenário criou um ambiente de forte tensão institucional, em que cada movimento ganha repercussão imediata. Citações e controvérsias O nome do banqueiro Daniel Vorcaro também apareceu em debates públicos recentes, especialmente em discussões políticas e comentários de bastidores. Até o momento, porém, alegações que circulam em redes sociais e ambientes digitais não foram confirmadas por decisões judiciais ou investigações concluídas. Especialistas lembram que, em ambientes de alta polarização, é comum que narrativas se misturem a especulações, exigindo cautela na análise dos fatos. Clima institucional O momento é descrito por observadores de Brasília como um período de pressão crescente sobre instituições, autoridades e lideranças públicas. O Judiciário, como peça central do equilíbrio democrático, naturalmente torna-se foco de atenção — e também de críticas. Resta saber como os próximos capítulos dessa tensão política irão se desenrolar e quais serão os desdobramentos institucionais. Veja o vídeo:
Ex-goleiro Bruno está foragido após Justiça revogar liberdade condicional
Condenado pelo homicídio de Eliza Samudio, o ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza passou a ser considerado foragido pela Justiça do Rio de Janeiro. A decisão ocorreu após a revogação de sua liberdade condicional na última quinta-feira (5), e até o momento ele não se apresentou às autoridades. A regressão da pena foi determinada depois que Bruno viajou ao Acre no início de fevereiro para assinar contrato com o Vasco do Acre, clube pelo qual atuaria como goleiro. De acordo com o juiz responsável pelo caso, o benefício do livramento condicional não chegou a ser efetivado, pois o atleta não foi localizado nem compareceu ao ato obrigatório necessário para formalizar a concessão, conforme determina a Lei de Execução Penal. Na decisão, o magistrado acolheu o parecer do Ministério Público e determinou a expedição de um mandado de prisão contra o ex-jogador. “Acolho o parecer ministerial e REVOGO o livramento condicional concedido ao apenado na forma da primeira parte do artigo 87 do Código Penal. Expeça-se mandado de prisão, no regime semiaberto, com validade de 16 (dezesseis) anos”, afirma o documento judicial. A defesa de Bruno informou que pretende recorrer da decisão. Segundo a advogada Mariana Migliorini, o cliente foi orientado a não se apresentar às autoridades enquanto o recurso não for analisado. “Se ele se apresentar agora, pode acabar ficando em regime fechado como se fosse semiaberto, o que entendemos ser uma medida irregular”, afirmou a defensora. Bruno Fernandes foi condenado a mais de 22 anos de prisão pelos crimes de homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra Eliza Samudio, caso que ganhou grande repercussão nacional.
Defesa de Bolsonaro pede autorização a Moraes para receber assessor de Trump na prisão
Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que ele receba a visita de Darren Beatie, assessor sênior responsável pela política em relação ao Brasil no Departamento de Estado do governo de Donald Trump. A defesa argumenta que o encontro com o integrante do governo norte-americano teria caráter excepcional, já que o visitante cumpre agenda oficial no Brasil e permanecerá na capital federal por um período limitado. No pedido encaminhado ao STF, os advogados afirmam que a visita depende de autorização especial, pois os dias regulares destinados a visitas no estabelecimento prisional costumam ocorrer às quartas e sextas-feiras. Diante da curta permanência do assessor no país, a defesa solicitou que a reunião seja autorizada fora das datas habituais. O requerimento propõe duas possibilidades de agenda: a tarde do dia 16 de março, uma segunda-feira, ou a manhã e início da tarde do dia 17 de março, terça-feira. “Diante dessa limitação objetiva de agenda – comum em compromissos de natureza diplomática –, requer-se autorização excepcional para que a visita possa ocorrer no dia 16 de março (segunda-feira), no período da tarde, ou no dia 17 (terça), no período da manhã ou início da tarde, observadas todas as demais regras de segurança e controle do estabelecimento custodiante”, afirma o documento enviado ao Supremo Tribunal Federal. A defesa também solicitou que Darren Beatie possa estar acompanhado por um intérprete durante o encontro. Segundo os advogados, a presença de um tradutor seria necessária para garantir a comunicação adequada entre os dois, considerando que Bolsonaro não possui plena fluência em língua inglesa.
Jornalista responsabiliza mídia por escalada de censura e abuso de poder no Brasil — Veja o vídeo!
O jornalista e analista político Diogo Forjaz não poupou críticas ao responsabilizar diretamente a grande imprensa pela escalada de censura, violência política e abuso de poder no Brasil. Em análise contundente, Forjaz foi direto ao ponto: “Vocês construíram isso” — afirmou, referindo-se à normalização de atos de ódio e desumanização contra Jair Bolsonaro e seus apoiadores, como brincadeiras com uma réplica de sua cabeça decepada, encenações de assassinato e validação da facada de 2018 como algo “normal”. Segundo o jornalista, a mídia também legitimou a censura contra o ex-deputado federal Daniel Silveira, ignorou a substituição do artigo 53 da Constituição por “rascunhos sujos” e permitiu a destruição de 1.500 famílias inocentes após o 8 de Janeiro, com prisões arbitrárias em um ginásio de triagem, sem provas individuais — uma das ações mais absurdas da história recente! Forjaz alertou: ao tratar autoridades como “intocáveis no Olimpo”, a imprensa instaurou uma sensação de impunidade que se espalhou entre os operadores do sistema. “Vocês construíram isso”, repetiu o analista político. Para Forjaz, o Brasil de hoje colhe os frutos amargos da conivência midiática com narrativas que enfraqueceram a liberdade e a soberania popular. Há informações que a velha mídia brasileira não teve coragem de noticiar. Escândalos como esse e detalhes das festas sexuais de Vorcaro para políticos e empresários poderosos estão no “documento” recém lançamento: o livro Banco Master – O Caso Blindando Pelo STF. Ainda não se sabe por quanto tempo essa obra vai estar em circulação. O “sistema”, certamente, já está de olho e, por esse motivo, a editora liberou o FRETE GRÁTIS para todo o país. Acredite, o livro é a “autópsia do poder brasileiro”. Não perca essa oportunidade. Clique no link abaixo: https://www.conteudoconservador.com.br/products/banco-master-o-caso-blindando-pelo-stf-pre-venda Veja a capa:
Moraes manda idosa doente condenada pelo 8/1 de volta para a prisão e investiga juiz que autorizou domiciliar
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou a prisão domiciliar concedida à aposentada Sônia Teresinha Possa, de 68 anos, condenada pelos atos de 8 de janeiro. Além de restabelecer o cumprimento da pena em regime fechado, o magistrado determinou que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apure a conduta do juiz responsável pela decisão que havia autorizado a medida. Sônia cumpre pena de 14 anos de prisão. A execução da condenação havia sido encaminhada à Vara de Execuções Penais de Curitiba, onde o juiz José Augusto Guterres autorizou, em setembro do ano passado, que ela cumprisse a pena em casa. A decisão foi baseada em laudos médicos que apontavam problemas de saúde, incluindo neoplasia maligna de pele, otite crônica, otorreia e otomastoidite. Após a autorização da domiciliar, a contadora aposentada passou a utilizar tornozeleira eletrônica e se mudou para a cidade de Guarapuava (PR), onde reside seu filho. No entanto, em janeiro deste ano, ao comparecer ao Departamento Penitenciário local para entregar a resenha de um livro — atividade que poderia contribuir para a remição da pena —, ela acabou novamente detida por ordem do ministro do STF. Segundo a advogada de defesa, Shanisys Massuqueto Butenes, durante os cerca de quatro meses em que permaneceu em prisão domiciliar, a idosa teria saído de casa apenas para realizar consultas médicas. Dificuldades para garantir tratamento médico O pedido de cumprimento da pena em casa foi apresentado após o surgimento de uma nova mancha na pele da aposentada, em abril, que médicos interpretaram como possível retorno do câncer. Naquele período, ela estava detida no Complexo Médico Penal de Pinhais, localizado na região metropolitana de Curitiba, distante do hospital onde realizava o acompanhamento médico. A defesa argumentou que o próprio presídio havia relatado dificuldades logísticas para assegurar o tratamento adequado, já que a unidade não dispõe de estrutura especializada para esse tipo de atendimento. Um médico que avaliou a situação concluiu que Sônia atendia aos requisitos para cumprir a pena em prisão domiciliar, o que levou o juiz da execução penal a autorizar a medida. Mesmo assim, em 16 de janeiro, Alexandre de Moraes negou a flexibilização da pena. A decisão se baseou em parecer da Procuradoria-Geral da República, segundo o qual o tratamento médico seria “eventual e programado”, não impedindo a permanência da detenta no sistema prisional, com encaminhamento para atendimento hospitalar quando necessário. A defesa afirma que o pedido de domiciliar já havia sido apresentado ao STF meses antes da decisão da Vara de Execuções Penais, mas ainda não havia sido analisado. Na avaliação dos advogados, o ministro teria tomado conhecimento da autorização concedida pelo juiz paranaense apenas posteriormente, ao examinar o caso. Determinação de nova prisão e investigação do juiz Em 22 de janeiro, Moraes determinou a nova prisão da aposentada e intimou o juiz responsável pela decisão para explicar, no prazo de 24 horas, os motivos da concessão da domiciliar sem autorização do Supremo. O caso também foi encaminhado ao Conselho Nacional de Justiça para eventual adoção de medidas disciplinares. Sônia foi novamente detida no Departamento Penitenciário Nacional de Guarapuava no final de janeiro e posteriormente transferida para o Complexo Médico Penal de Pinhais. De acordo com o filho da aposentada, Renan Possa, a mãe está emocionalmente abalada. Ele afirma que o tratamento contra o câncer de pele, que apresenta episódios recorrentes, teria sido interrompido diversas vezes em razão das mudanças em sua situação prisional. Renan relata que as visitas ocorrem aos sábados, mas que, por morar em Guarapuava, consegue encontrar a mãe apenas uma vez por mês. “Faço um bate-volta, dá em média 3h30 de viagem”, disse.
“A queda de Lula nas pesquisas é apenas o começo”, afirma vereadora (veja o vídeo)
A vereadora Fernanda Barth, de Curitiba, foi categórica ao avaliar o desempenho de Flávio Bolsonaro nas pesquisas eleitorais. “A rejeição a Flávio Bolsonaro continua caindo e vai cair mais a cada dia. Porque Flávio é um estadista. Ele sabe falar com todo mundo. Ele dialoga não só com o Centrão, mas também com aquele sujeito que acha que é de esquerda, mas na verdade não é. Ele está em situação de vulnerabilidade econômica, dependente de um governo desgraçado como o de Lula”, frisou a parlamentar. Para a vereadora, a queda livre de Lula nas pesquisas é apenas o começo. “A culpa não é da comunicação do governo, é culpa exclusiva dessa porcaria de governo”, declarou. “Deixo aqui um pedido: vamos começar uma campanha. Fala mais, Lula, fala sem parar, porque toda vez que Lula fala, Flávio cresce nas pesquisas. Lula é melhor marqueteiro que a direita poderia ter”, explicou Fernanda Barth. Veja o vídeo:
Argentina de Milei reconhece como refugiado condenado por participação no 8 de janeiro
O governo da Argentina, sob o comando de Javier Milei, concedeu status de refugiado ao caminhoneiro Joel Correa, que participou das manifestações de 8 de janeiro no Brasil. Natural de Tubarão, em Santa Catarina, Correa deixou o país após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 13 anos de prisão. A decisão da Corte brasileira o responsabilizou por crimes como abolição violenta do Estado de Direito e tentativa de golpe, entre outras acusações relacionadas aos atos ocorridos em 2023. A concessão do status de refugiado foi formalizada em 4 de março pela Comissão Nacional para os Refugiados (Conare), órgão vinculado à Jefatura de Gabinete de Ministros da Argentina. No parecer, a comissão concluiu que o solicitante se enquadra nos critérios previstos tanto na legislação argentina quanto na Convenção de Genebra de 1951, tratado internacional que estabelece normas para proteção de refugiados. De acordo com a análise do Conare, não foram encontradas evidências diretas que vinculem Correa à prática de atos de vandalismo durante as manifestações que resultaram na invasão das sedes dos Três Poderes em Brasília. O documento afirma que as provas disponíveis não seriam suficientes para afastar a presunção de inocência do solicitante. “No caso do solicitante, esta Secretaria-Executiva considera que não existem provas suficientes que possam afastar sua presunção de inocência nem justificar sua implicação nos crimes graves de direito comum que lhe são imputados e que poderiam levar à aplicação de uma cláusula de exclusão”, declarou o órgão em seu parecer oficial. Outro aspecto destacado pela comissão argentina é o argumento apresentado por Correa de que teria “temor fundado de perseguição” caso retornasse ao Brasil. Segundo o entendimento do Conare, a condenação aplicada pelo STF estaria relacionada à atribuição de uma posição política, decorrente da participação dele em uma manifestação contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O documento também menciona críticas ao procedimento judicial adotado no Brasil. Entre os pontos citados estão limitações ao exercício da defesa e o fato de o julgamento ter ocorrido diretamente no Supremo Tribunal Federal, sem tramitação inicial em instâncias inferiores. Para o órgão argentino, essas circunstâncias levantariam questionamentos sobre o pleno respeito às garantias do devido processo legal. Diante dessas considerações, a comissão decidiu conceder o refúgio, entendendo que não há provas suficientes que demonstrem participação direta do solicitante nos crimes atribuídos aos responsáveis pelos ataques às sedes dos Três Poderes. A decisão de Milei representa um enfrentamento direto ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pelos julgamentos relacionados aos eventos de 8 de janeiro.
Gilmar Mendes critica vazamento de conversas privadas e levanta suspeitas sobre seletividade do STF
O ministro Gilmar Mendes se manifestou publicamente sobre o caso Banco Master/Vorcaro, criticando a exposição de conversas privadas. A manifestação, divulgada em seu perfil pessoal no X, levanta questionamentos sobre a postura do Supremo Tribunal Federal em casos semelhantes. “A exposição pública de conversas de cunho estritamente privado, desvinculadas de qualquer ilicitude, constitui uma gravíssima violação ao direito à intimidade e uma demonstração de barbárie institucional que transgride todos os limites impostos pelas leis e pela Constituição”, afirmou o ministro. Mendes utilizou a proximidade com o Dia Internacional da Mulher para contextualizar sua crítica: “Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, parece ainda mais grave a divulgação de tais diálogos, denotando a urgência de refletir sobre como a intimidade feminina é, historicamente, o alvo preferencial de tentativas de desmoralização e controle”. O ministro ainda criticou a conduta do Estado: “Ao permitir a publicação de diálogos íntimos de um casal, o Estado e seus agentes não apenas falham em seu dever de guarda, mas desrespeitam a legislação, que impõe categoricamente a inutilização de trechos que não interessam à persecução penal”. Para Gilmar Mendes, o caso evidencia a necessidade de aprovação da LGPD Penal: “Esse cenário evidencia a necessidade inadiável da aprovação da LGPD Penal, garantindo que o tratamento de dados na esfera criminal não seja subvertido em ferramenta de opressão. Ao transformar o que deveria ser uma investigação técnica em um espetáculo e em um verdadeiro ato de linchamento moral, o sistema incorre em nítida afronta à dignidade humana e aos direitos fundamentais”. A manifestação do ministro chama atenção por quatro pontos específicos: Primeiro: o próprio meio utilizado, seu perfil pessoal no X, é o mesmo que manipulam politicamente para censurar a opinião pública. A manifestação foi feita fora dos autos, de forma extemporânea e errante. Segundo: o ministro reclama da exposição pública de conversas privadas desvinculadas de qualquer ilicitude, mas esse mesmo critério foi usado para condenar muitas pessoas. As conversas estritamente privadas, desvinculadas de qualquer ilicitude, de um grupo de empresários no WhatsApp, por exemplo, deram origem a condenações pelo mesmo tribunal. Terceiro: o uso político do Dia Internacional da Mulher, onde covardemente discorre de temas como intimidade feminina que nada tem a ver com a questão, para justificar seus argumentos. Quarto: a coincidência da publicação de Gilmar Mendes com o anúncio da defesa da ex-Vorcaro, Martha Graeff, que vai recorrer à justiça contra as divulgações que foram capturadas de um celular de um investigado, e com perícia técnica tabuladas por peritos da Polícia Federal. O texto conclui com crítica direta: Gilmar Mendes faz mal, muito mal, para o Brasil.
Senadores pedem proteção para jornalistas e influenciadores que expõem escândalo do Banco Master
Diante das repercussões do escândalo envolvendo o Banco Master, os senadores Magno Malta (PL-ES) e Eduardo Girão (Novo-CE) enviaram ofícios a diferentes governos estaduais solicitando que autoridades de segurança analisem a possibilidade de oferecer proteção a jornalistas, uma influenciadora digital e a um vereador que passaram a se posicionar publicamente sobre o episódio. Entre os profissionais da imprensa mencionados estão a jornalista Malu Gaspar e o colunista Lauro Jardim, ambos do jornal O Globo, que têm publicado reportagens e análises sobre as investigações relacionadas ao banco, além do vereador Rony Gabriel. A preocupação dos parlamentares se intensificou após surgirem informações de investigações indicando que o empresário Daniel Vorcaro, controlador da instituição financeira, teria discutido em mensagens a possibilidade de intimidar o jornalista Lauro Jardim por meio de um assalto forjado, com o intuito de silenciá-lo. Considerando a gravidade dessas revelações, Malta e Girão avaliam que outros profissionais envolvidos na apuração do caso também podem estar sujeitos a riscos. Nesse contexto, os senadores destacam que jornalistas que acompanham o tema com frequência, como Malu Gaspar, merecem atenção especial das autoridades responsáveis pela segurança pública. Em outro ofício, os parlamentares solicitaram ao governo de São Paulo que avalie medidas de proteção para a jornalista Juliana Moreira Leite. De acordo com relatos mencionados nos documentos enviados pelos senadores, ela teria sido procurada por pessoas ligadas ao entorno de Vorcaro com o objetivo de participar de ações de comunicação relacionadas ao debate público sobre o Banco Master. No caso dos influenciadores digitais, Julie e Rony relataram ter recebido propostas de pagamento para divulgar conteúdos com uma narrativa crítica ao Banco Central, o que levantou questionamentos sobre possíveis tentativas de influência no debate público. Segundo os senadores, o objetivo das solicitações é essencialmente preventivo. Eles afirmam que existem indícios de monitoramento, tentativas de influência e possíveis intimidações contra pessoas que vêm se manifestando sobre as investigações envolvendo o Banco Master. Para os parlamentares, garantir a segurança de jornalistas, comunicadores e agentes públicos é uma medida necessária para assegurar a liberdade de atuação e manter um debate público livre e transparente. Há informações que a velha mídia brasileira não teve coragem de noticiar. Escândalos como esse e detalhes das festas sexuais de Vorcaro para políticos e empresários poderosos estão no “documento” recém lançado: o livro Banco Master – O Caso Blindando Pelo STF. Ainda não se sabe por quanto tempo essa obra vai estar em circulação. O “sistema”, certamente, já está de olho e, por esse motivo, a editora liberou o FRETE GRÁTIS para todo o país. Acredite, o livro é a “autópsia do poder brasileiro”. Não perca essa oportunidade. Clique no link abaixo: https://www.conteudoconservador.com.br/products/banco-master-o-caso-blindando-pelo-stf-pre-venda Veja a capa:
A geração de homens mais desorientada da história: como a desconstrução cultural produziu uma epidemia silenciosa de abandono e suicídio
Entre 2013 e 2023, o Brasil contabilizou 144.566 mortes por suicídio. Setenta e nove por cento das vítimas eram homens. O número não representa apenas uma estatística — revela o retrato brutal de uma geração inteira que aprendeu a engolir a dor em silêncio, porque pedir socorro foi ensinado como fraqueza, e fraqueza foi transformada em vergonha. O problema não começa com o pai ausente. Começa com o homem que ainda está presente, mas que já não sabe o que significa ocupar esse lugar. A crise da masculinidade que esta geração vê nos números é consequência. A causa vem de uma desconstrução que aconteceu décadas antes, dentro das escolas, das universidades, das telas e das narrativas que formam consciência sem parecer que estão formando. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE, publicada em 2024, revelou que dos 9 milhões de jovens brasileiros entre 14 e 29 anos que não concluíram o ensino médio, 58,1% são homens. No ensino superior, a distância aumenta: apenas 27,7% dos homens frequentam a sala de aula. Um país que perde seus homens na educação antes dos vinte anos não está diante de um problema de política pública. Está diante de um problema de identidade. O que expulsa esses homens da escola? O IBGE identificou que 25,5% dos que abandonaram declararam “falta de interesse em estudar”. Não é preguiça — é ausência de propósito e identidade. Um homem que não sabe o que é, não sabe para que serve o que aprende. E um homem sem propósito não persevera. Foge. Isso não é obra do acaso. Por décadas, o projeto cultural dominante tratou a autoridade masculina como sinônimo de opressão, a liderança do pai como autoritarismo a ser desmantelado e a força como violência disfarçada. O resultado não foi a libertação prometida. Foi a geração de homens mais desorientada que o Brasil já produziu. O resultado é um paradoxo cruel: o projeto cultural retirou do homem a identidade que o sustentava, mas deixou intacta a programação que o impede de pedir socorro. Ele perdeu o chão — mas foi treinado a fingir que ainda está de pé. Não é apenas que os homens não buscam ajuda — é que foram treinados a não precisar dela. Pedir socorro exige expor uma vulnerabilidade e a vulnerabilidade foi ensinada como incompatível com o papel que a sociedade construiu do homem. Homens treinados a não precisar de nada morrem sozinhos. Os dados do Ministério da Saúde confirmam o paradoxo: entre janeiro e novembro de 2023, apenas 33,4% de todos os atendimentos em saúde primária foram de homens. Para cada mulher que cuida da própria saúde, há um homem que espera “estragar” antes de ir ao médico. O silêncio masculino não é coragem — é a máscara que uma cultura mal construída colou no rosto deles ainda crianças. Este argumento não é defesa do machismo, nem apologia à violência doméstica. Não é nostalgia de um patriarcado que também produziu seus danos. O que está em análise aqui é o movimento inverso: a substituição de um problema por outro. Trocou-se a autoridade mal exercida pela ausência de autoridade. E a ausência produziu órfãos — não de pais mortos, mas de referências vivas que abdicaram de existir. Um homem ensinado sistematicamente a pedir desculpas por ser homem não desenvolve coragem. Desenvolve vergonha. E homens com vergonha não lideram famílias — fogem delas. O que o Brasil chama de abandono paterno é, em grande parte, a saída silenciosa de homens que nunca foram formados para ficar. Não porque sejam maus. Porque nunca lhes foi dito que ficar e cuidar era o ato mais importante que poderiam fazer. A tendência é documentável e crescente. Em uma década, os dados de suicídio masculino aumentaram de forma contínua, com maior concentração entre jovens de 20 a 29 anos — exatamente a faixa que deveria estar construindo família, carreira e propósito. Isso não é coincidência. É o custo social de uma geração que foi desconstruída antes de ser formada. A solução não está numa lei, numa política pública ou numa campanha sazonal de conscientização. Está na decisão de cada comunidade, cada família e cada homem rejeitar o roteiro da vergonha e reivindicar o lugar que a história exige. Caráter não é virtude decorativa — é a única fundação sobre a qual um homem pode ficar de pé quando tudo pressiona para que ele ceda ou desapareça. O Brasil não precisa de homens que pedem desculpas por existir. Precisa de homens que decidem, todos os dias, que existir com propósito é a única forma de existência que vale a pena. Diante de uma geração desorientada é fundamental afirmar: a masculinidade tem uma essência — e essa essência não é o problema. É parte da solução.