Na madrugada de 27 de março, o Congresso Nacional Brasileiro deixou de existir como instituição legítima. A causa da morte foi declarada como falência geral de seus membros, que já vinham agonizando há anos.
O Congresso parou de respirar por ausência de ética, moral, caráter e decência, sendo literalmente asfixiado pela corrupção e pelo apodrecimento de seus membros. A morte ocorreu melancolicamente, numa madrugada sem democracia.
Não foi possível — e nem desejado pela classe política — conter a metástase da corrupção que tomou conta de todo o organismo. A morte aconteceu logo em sequência ao falecimento de outra instituição parceira, o Supremo Tribunal Federal.
A doença evoluiu rapidamente para o descaramento total, que se mostrou fatal, quando investigações uniram o roubo do INSS brasileiro ao caso do Banco Master. As apurações implicaram figuras do Centrão, sistema que domina a política podre brasileira.
O Centrão correu para se unir à esquerda, dando um fim à CPMI e livrando seus membros de investigações. Surpresa para ninguém.
O Brasil pertence a uma quadrilha, uma praga espalhada por todas as instituições.
RIP.
