Há sete meses, parlamentares de oposição ocuparam as mesas da Câmara e do Senado. O objetivo era claro: fazer com que o Congresso pudesse decidir, positiva ou negativamente, sobre projetos de relevante interesse cívico e institucional.
Os militantes das grandes redações, ciosos pela ética do Parlamento, exigiram reações “enérgicas” dos dois presidentes. Ninguém teve o bom senso de dizer o óbvio: Hugo Motta e Davi Alcolumbre é que cotidianamente, por constrangedoras razões, impediam o funcionamento do Legislativo.
Virou o ano, passaram as férias, a escadaria do Bom Fim ficou limpinha. O carnaval já foi, faz tempo. Vêm aí a Semana Santa, a Páscoa, e não resta mais dúvida: o Congresso Nacional, coração político da República, onde as luzes se apagam, foi transformado pelos fantoches que presidem as duas Casas em terreno baldio, desocupado e sem outra serventia que a de cumprir ordens vindas do governo e do STF.
