A senadora Soraya Thronicke, advogada eleita como “a senadora de Bolsonaro”, rompeu com o PL e hoje integra a base aliada do PT. Segundo matéria publicada pelo G1, de O Globo, em 6 de julho de 2015, ela seria proprietária de motel e teria decorado pessoalmente a suíte sadomasoquista do estabelecimento.
Somente em 2022, quando foi candidata à presidência da República e recebeu votação pífia, ficando em 6º lugar, Soraya e sua assessoria declararam que ela nunca foi dona de motéis, atuando apenas como representante legal do filho, que era menor de idade. Ela afirmou então que sua profissão principal sempre foi a advocacia, exercida no escritório Cabral Gomes Advogados Associados.
A senadora consolidou sua aliança com o PT votando com a base governista, alinhando-se às pautas de interesse do atual governo e declarando publicamente sua preferência pelo presidente petista.
Atualmente, em meio à comissão que investigava fraudes no INSS, Soraya Thronicke e o deputado Lindemberg Farias acusaram o congressista do PL Alfredo Gaspar (AL), relator da CPMI do INSS, de ter cometido estupro de vulnerável contra uma menina então com apenas 13 anos, que resultou em gravidez e no nascimento de uma criança. Segundo os dois, o congressista teria negociado suborno de cerca de R$ 470 mil (com parte já paga), registrando a criança em nome da avó e praticando fraude processual para ocultar o crime.
Sem apresentar provas, protocolaram uma denúncia na Polícia Federal, pedindo sigilo, preservação de evidências e proteção às supostas vítimas.
Gaspar nega veementemente as acusações e apresentou um vídeo em que a jovem apontada como suposta vítima — hoje com 21 anos — desmente categoricamente a narrativa: “Não sou fruto de estupro algum, nem conheço pessoalmente o Alfredo Gaspar. É muito triste, por serem primos e terem o mesmo sobrenome, associarem meu caso a uma história sem sentido”, declarou ela, reforçando que a paternidade pertence ao primo do deputado, comprovada por exame de DNA, e que a relação foi consensual.
Se a acusação não for verdadeira, a dupla Lindemberg e Thronicke pode ter incorrido em graves ilícitos penais. O principal deles seria a denunciação caluniosa (art. 339 do Código Penal), punível com reclusão de dois a oito anos e multa, com pena aumentada se houver anonimato ou nome suposto. Além disso, poderiam configurar calúnia (art. 138 do CP), ao imputar falsamente fato definido como crime, e difamação (art. 139), ao atribuir fato ofensivo à reputação, ambos crimes contra a honra com penas de detenção e multa, agravadas quando praticados em sessão parlamentar ou por meio que facilite a divulgação.
Gaspar já anunciou que adotará todas as medidas judiciais cabíveis, inclusive no Conselho de Ética da Câmara, para responsabilizá-los.
Consolidando sua aliança com o PT, em 20 de fevereiro de 2025, Soraya confirmou a saída do Podemos, a filiação ao PSB e a formação de uma “dobradinha” eleitoral com o deputado Vander Loubet (PT) para a reeleição ao Senado em Mato Grosso do Sul, com apoio explícito do atual presidente e da chapa de esquerda no estado.
