O cerco se fechou definitivamente para Dalia López, a empresária paraguaia que foi o pivô da confusão que resultou na prisão de Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis, no Paraguai em 2020.
Após seis anos foragida da justiça, ela foi presa nesta quinta-feira (2) em uma residência de alto padrão localizada na capital paraguaia, Assunção.
Quando a polícia chegou ao local, Dalia não ofereceu resistência, mas as autoridades constataram que ela já estava com as malas prontas para fugir novamente. O detalhe que mais chamou a atenção dos investigadores foi a quantidade exorbitante de dinheiro em espécie que ela mantinha guardado: foram apreendidos 220 mil dólares e 300 milhões de guaranis, o equivalente a mais de R$ 1,3 milhão em dinheiro vivo.
No local da prisão, um homem de 43 anos (apontado como parceiro da empresária), um motorista e uma funcionária doméstica também foram detidos para averiguação.
Dalia López foi a responsável por organizar o evento que levou o “Bruxo” ao Paraguai. Ronaldinho e Assis acabaram flagrados no aeroporto ao tentarem entrar no país com passaportes e identidades falsificadas, o que resultou em quase um mês de detenção no presídio paraguaio e mais vários meses em prisão domiciliar em um hotel de luxo. Os dois somente conseguiram retornar ao Brasil após o pagamento de multas pesadas.
