Alina Fernández Revuelta, filha biológica de Fidel Castro, fez um forte apelo por mudança de regime em Cuba durante entrevista recente.
“Para mim, o momento de mudança de regime já chegou desde o final dos anos 80”, afirmou Alina. Ela argumenta que a necessidade de transformação é mais urgente do que nunca, diante do colapso econômico contínuo de Cuba, das crises energéticas e das dificuldades humanitárias enfrentadas pela população.
Alina viveu em Cuba até escapar em 1993, aos 37 anos, disfarçada de turista. Depois de deixar a ilha, estabeleceu-se em Miami e tornou-se uma das críticas mais contundentes do sistema comunista criado por seu pai e do regime cubano.
Seu livro de memórias de 1998, “Castro’s Daughter: An Exile’s Memoir of the Cuban Revolution”, detalha suas experiências crescendo dentro do sistema que seu pai construiu.
Alina não é a única filha de ditador comunista a detestar o regime imposto por sua família.
Svetlana Alliluyeva — que posteriormente adotou o nome Lana Peters —, filha única de Joseph Stalin, desertou de forma dramática em 1967, na Índia, entrando na embaixada americana em Nova Délhi para pedir asilo. Ela denunciou o sistema soviético, chamou o pai de “monstro moral e espiritual” e passou grande parte da vida posterior nos Estados Unidos.
O comunismo, ao que se observa, não serve nem mesmo para os filhos e parentes de seus ditadores.
Ao menos para os que pensam.
