O jornalista Oswaldo Eustáquio, que possui uma prisão preventiva em aberto determinada por Alexandre de Moraes e é considerado foragido pela Justiça brasileira, planeja disputar as eleições de 2026. Nada na legislação eleitoral impede sua candidatura, apesar da ordem de prisão pendente.
A extradição de Eustáquio ao Brasil foi negada pela Espanha, país onde reside atualmente.
Sua nova estratégia política envolve disputar uma vaga para deputado federal pelo estado do Paraná. A legislação eleitoral brasileira não impõe impedimento para que candidatos com mandado de prisão em aberto concorram a cargos eletivos. A proibição se aplica apenas a condenados por órgãos colegiados de juízes, o que não é o caso de Eustáquio.
Mesmo estando no exterior, o entendimento de especialistas em direito eleitoral é que ele poderia ser candidato. A lei eleitoral exige apenas domicílio no Brasil, conceito diferente de residência, ou seja, do local onde a pessoa efetivamente mora.
Eustáquio tem declarado que sua expectativa é que Flávio Bolsonaro vença o pleito presidencial e conceda uma espécie de anistia tanto a seu pai Jair Bolsonaro e a seu irmão Eduardo, quanto a outros nomes, incluindo ele próprio.
Se Flávio Bolsonaro não vencer, Eustáquio afirma que, caso seja eleito, pretende voltar ao Brasil mesmo assim, uma vez que ainda não foi condenado. O jornalista tem demonstrado certo otimismo de que até lá Alexandre de Moraes possa ter sido expurgado do STF.
