Lula derrete e perde apoios decisivos na véspera do início da campanha eleitoral

O presidente do PT, Edinho Silva, admitiu que MDB e PSD devem ficar fora da coligação nacional de Lula em 2026. Os dois partidos integram atualmente a base governista.

“Não creio em aliança nacional com esses partidos — temos que respeitar as contradições”, declarou Edinho Silva.

O dirigente petista afirmou que as parcerias com PSD e MDB serão estabelecidas em nível estadual.

O MDB perdeu força como aliado nacional após a saída da senadora Simone Tebet. A parlamentar migrou para o PSB para disputar uma vaga no Senado por São Paulo. O movimento teve aprovação de Lula.

O PSD, comandado por Gilberto Kassab, decidiu lançar candidatura própria à Presidência. A legenda deve anunciar na terça-feira (31) se o escolhido será o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ou o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. A decisão coloca o partido em confronto direto com Lula no primeiro turno.

A configuração para 2026 representa inversão completa em relação à estratégia de 2022. Naquele ano, Lula venceu com uma coligação ampla que incluía diversos partidos. A vitória foi obtida com margem de 2,1 milhões de votos sobre o adversário. Foi a menor diferença registrada na história das eleições presidenciais brasileiras.

Para o próximo pleito, a coligação petista será a mais restrita possível. A mudança ocorre em contexto desfavorável ao governo. A desaprovação de Lula atingiu 61%. É o maior índice desde o início do mandato, há dois anos. Nas pesquisas eleitorais, Flávio Bolsonaro aparece na liderança das intenções de voto.

A ausência de MDB e PSD na coligação nacional representa perdas concretas para a campanha presidencial. Lula terá menos tempo de propaganda eleitoral gratuita na televisão. Terá também estrutura partidária reduzida e menor capilaridade territorial.

A base de apoio que garantiu a eleição de Lula em 2022 está se fragmentando. O petista enfrentará o desafio de reconstruir sua sustentação política. A tarefa de reconquistar o eleitorado brasileiro se apresenta como um dos principais obstáculos para a campanha de reeleição.

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