O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça reiterou sua posição em favor da prorrogação da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e defendeu a continuidade dos trabalhos como resposta a um “roubo de bilhões de reais”.
Mendonça afirmou que “os mais vulneráveis da nossa sociedade”, vítimas dos descontos associativos feitos sem autorização, precisam obter do Congresso Nacional um retorno sobre a responsabilização política dos envolvidos nas fraudes.
Na apresentação de seu voto, o ministro falou em “omissão deliberada da Mesa Diretora e da presidência do Congresso”, posto ocupado pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP), “consistente em deixar de receber e de promover a leitura do pleito de prorrogação da CPMI do INSS”.
Depois do voto do relator, os demais ministros vão decidir se confirmam ou derrubam a sua decisão. Mendonça determinou que Alcolumbre fizesse a leitura do requerimento de prorrogação dos trabalhos.
O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e o relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), propuseram a prorrogação por, no mínimo, mais 90 dias, com possibilidade de estender por mais trinta se surgirem fatos novos. Alcolumbre, no entanto, ignorou o pedido, o que fez o caso parar no STF.

