O Partido dos Trabalhadores sofreu mais um revés na tentativa de processar a cantora Jojo Todynho por difamação. Após ter a ação rejeitada em primeira instância, o PT recorreu, mas agora o Ministério Público de São Paulo pede que o recurso também seja negado.
A controvérsia começou em 2024, quando Jojo Todynho afirmou em um podcast do Brasil Paralelo que teria recebido uma proposta de R$ 1,5 milhão para apoiar publicamente a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022. Segundo a cantora, a oferta inicial foi feita por telefone e posteriormente discutida em um almoço.
Incomodado com as declarações, o PT acionou a Justiça alegando danos à honra do partido. No entanto, o juiz de primeira instância rejeitou a queixa-crime apresentada pelos petistas. Além disso, o magistrado condenou o PT ao pagamento de R$ 10 mil em honorários advocatícios aos defensores de Jojo Todynho.
Agora, o Ministério Público reforça a decisão judicial anterior. De acordo com o MP, as declarações da cantora foram genéricas e opinativas, estando protegidas pela liberdade de expressão garantida constitucionalmente. O órgão ministerial entende que não houve intenção deliberada de atingir a honra do partido nas manifestações de Jojo.
O processo segue em tramitação na segunda instância do Tribunal de Justiça de São Paulo. Até o momento, o placar está desfavorável ao PT: o juiz de primeira instância rejeitou a ação, o Ministério Público se posicionou contrariamente ao recurso petista, e o partido ainda terá que arcar com as custas processuais.
Em audiência judicial, Jojo Todynho manteve suas declarações sobre o episódio envolvendo o PT, reafirmando a versão apresentada publicamente no podcast.
