O ministro Alexandre de Moraes decidiu que o polêmico inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal (STF) deve permanecer em andamento até 2027. A decisão foi tomada à revelia do presidente da Corte, Edson Fachin.
Nesta semana, Fachin afirmou que pretende levar a Moraes apelos para que o caso seja encerrado, mas não terá sucesso, segundo informações de fontes da cúpula do Judiciário.
A investigação completou sete anos de tramitação em março de 2026. O conteúdo das apurações permanece desconhecido. O inquérito abrange uma variedade crescente de temas.
Trata-se de algo inusitado na Justiça brasileira, sem precedente e sem amparo legal.
A decisão sobre o encerramento do inquérito cabe a Moraes, na condição de relator do caso. Ministros do tribunal projetam, em conversas reservadas, possíveis datas para o término da apuração.
Integrantes do Supremo avaliam que, com o país polarizado e às vésperas das eleições presidenciais, a investigação poderia funcionar como uma “espada” sobre as cabeças de certos políticos. A abrangência e a falta de critérios claros de investigação constituem os principais motivos das ressalvas ao procedimento. Críticos denominam a apuração de inquérito do fim do mundo.
