O ministro Alexandre de Moraes decidiu encaminhar ao plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação proposta pelo Partido dos Trabalhadores (PT) que trata da possível limitação do uso de colaborações premiadas no país.
A movimentação ocorre justamente enquanto o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, negocia com autoridades um possível acordo de delação. Em paralelo, documentos da Receita Federal, enviados à CPI do Crime Organizado, indicam que o escritório de advocacia vinculado à esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, teria recebido R$ 80,2 milhões do banco entre 2024 e 2025.
A defesa do escritório afirma que não confirma “essas informações incorretas e vazadas ilicitamente”.
O processo em questão estava sem andamento desde julho do ano passado. Contudo, na última segunda-feira (6), Moraes determinou sua liberação para inclusão na pauta do plenário físico do STF, embora ainda não haja data definida para o julgamento.
Nos bastidores, investigadores avaliam que a situação envolvendo Moraes é mais delicada do que a enfrentada anteriormente pelo ministro Dias Toffoli, que manteve relação comercial, por meio de empresa familiar, com um fundo de investimentos associado ao Banco Master.
O comentarista político Henrique Oliveira questionou: “Por que pautar uma ação de 2021 agora em 2026, com a delação de Vorcaro a caminho? E a delação do Mauro Cid? Será anulada também?”
