O cirurgião Silvano Raia, uma das maiores autoridades em transplantes no Brasil e no mundo, morreu na manhã desta terça-feira (28), aos 95 anos, em decorrência de problemas pulmonares.
O médico era professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e membro da Academia Nacional de Medicina (ANM). Ficou conhecido internacionalmente por realizar o primeiro transplante de fígado de doador vivo no mundo, em 1989, procedimento que possibilitou a ampliação de cirurgias do tipo para crianças.
Raia também foi pioneiro na realização de transplante de fígado de um modo geral na América Latina, na década de 1980, no Hospital das Clínicas da USP.
Nos últimos anos, Raia dedicava seu trabalho à área de xenotransplantes, o transplante de órgãos de animais geneticamente modificados para humanos. No final de março, ele liderou a iniciativa da USP que conseguiu obter o primeiro porco clonado do Brasil e da América Latina.
