A Procuradoria-Geral da República decidiu denunciar o ex-ministro dos Direitos Humanos por importunação sexual contra a ministra da Igualdade Racial. O caso expõe uma situação constrangedora no primeiro escalão do governo federal.
A denúncia levanta questionamentos sobre a funcionalidade da máquina pública. Com 40 ministérios, cada um cercado por um grande número de assessores, surge a pergunta: o que fazem essas autoridades durante oito horas diárias de expediente? O país produz demandas suficientes para ocupar toda essa estrutura?
A cena dos gabinetes climatizados, com cafezinhos intermináveis e reuniões que só existem para marcar outras reuniões, parece ilustrar uma troca de gentilezas burocráticas de pouca utilidade prática.
O caso ganha contornos irônicos quando se considera que o ex-ministro dos Direitos Humanos teria cometido a importunação justamente contra a ministra da Igualdade. A situação expõe contradições entre os discursos oficiais e as condutas praticadas.
Resta saber qual será o desfecho deste episódio. A questão que se coloca é se o STF condenará o ex-ministro ou se haverá alguma forma de flexibilização na interpretação do caso.
José H. C. Abreu. @camdeab.
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