Relatório dos EUA expõe censura de Moraes e alerta sobre interferência nas eleições de 2026

Um documento elaborado pelo Comitê Judiciário da Câmara dos Estados Unidos denuncia as decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontando graves impactos sobre a liberdade de expressão e possíveis reflexos no cenário político brasileiro, incluindo as eleições presidenciais de 2026.

De acordo com o relatório, produzido sob a liderança de parlamentares do Partido Republicano, existe uma “campanha de censura e lawfare” atribuída ao magistrado, que, segundo o texto, “atinge o cerne da democracia brasileira” e poderia influenciar diretamente o debate público no período pré-eleitoral.

O documento menciona integrantes da família Bolsonaro, como o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, atualmente nos Estados Unidos, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. Em um dos trechos, o relatório afirma que decisões judiciais poderiam limitar a atuação online desses atores políticos e de seus apoiadores em temas de interesse público.

Segundo o comitê norte-americano, foram obtidas, por meio de intimações judiciais nos Estados Unidos, cópias de ordens emitidas por Alexandre de Moraes e outros órgãos da Justiça brasileira direcionadas a empresas de tecnologia. Essas determinações envolvem a remoção de conteúdos e a suspensão de contas em plataformas digitais.

O material reúne 85 anexos, incluindo decisões relacionadas a diferentes perfis e produtores de conteúdo. Entre os exemplos citados, estão ordens direcionadas à plataforma Spotify para retirada de conteúdos associados ao criador Bruno Aiub, conhecido como Monark. Outro documento menciona solicitações de dados envolvendo Eduardo Bolsonaro e outros indivíduos, datadas de setembro de 2025.

O relatório foi inicialmente obtido pelo jornalista Paulo Figueiredo junto a fontes no Congresso norte-americano, tendo sido posteriormente confirmado por outros veículos de imprensa que também tiveram acesso ao conteúdo.

Em outro trecho, o documento sustenta que decisões judiciais brasileiras teriam alcance além do território nacional, ao determinar a remoção global de conteúdos, o que, na avaliação do comitê, poderia afetar a liberdade de expressão em outros países, incluindo os Estados Unidos.

A pergunta que permanece é: 2022 vai se repetir nas eleições de 2026?

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