Tarcísio vai passear em São Paulo e vencer Haddad no 1º turno

Muitos podem olhar para o cenário político paulista e concluir que finalmente chegou o fim do PSDB em seu berço eleitoral. As intenções de voto no partido para o principal cargo no Estado não passam de traço estatístico, algo que o PSDB jamais experimentou em sua história.

Nas duas únicas eleições em que o partido não avançou ao segundo turno ou não venceu logo na primeira etapa, o candidato tucano ficou em competitivo terceiro lugar: Mario Covas obteve 15% dos votos em 1990 e Rodrigo Garcia conquistou 18% em 2022. O ano de 2026, portanto, marcará o momento em que o PSDB se tornou partido nanico em São Paulo.

Análise política sobre eleições em São Paulo

Mas se o PSDB é um cadáver político ainda não enterrado, sua essência continua ditando os rumos políticos do Estado. Já foi dito que Haddad é o mais tucano dos petistas, e Tarcísio é, certamente, o mais tucano dos bolsonaristas. Seus padrinhos políticos, Lula e Bolsonaro, conheciam bem a alma paulista quando os indicaram para disputar cargos no Estado.

Ambos são nomes vindos dos polos radicais da política nacional, mas que se comportam com a moderação burocrática característica da social-democracia europeia. O eleitor paulista aprecia esses perfis técnicos e moderados, que transmitem senso de gestão.

Somente em São Paulo um político como Geraldo Alckmin seria eleito três vezes governador do Estado, duas delas no primeiro turno. A marca PSDB funcionou durante quase quatro décadas como uma espécie de selo de qualidade. E, pelo menos em São Paulo, seu espírito continua sendo uma espécie de filtro de aceitação, mesmo que o partido já não exista mais como força política relevante.

Observação importante: não é crível que os números da Atlas Intel, que dão basicamente os mesmos 55% a 45% do segundo turno de 2022 se considerados somente os votos válidos, se repitam em 2026. Não faz sentido que o pleito de 2026 repita o resultado de 2022 depois de todo o desgaste de quatro anos de governo Lula e de quase quatro anos de gestão Haddad na prefeitura paulistana, conhecida como “Taxad”.

Tarcísio deve levar a eleição com certa facilidade no primeiro turno. Aliás, como era a tradição com o PSDB.

Marcelo Guterman é Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.

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