Ao defender a eleição de Nicolás Maduro na Venezuela — fraudada ou, ao menos, desprovida de transparência —, o Presidente Lula, maior líder do Partido dos Trabalhadores, afirmou em entrevista à Rádio Gaúcha que as acusações de que a Venezuela seria uma ditadura constituíam uma “narrativa” e que “o conceito de democracia é relativo”. Ao que tudo indica, as palavras do líder do PT parecem ter se tornado um mantra para seus asseclas. Não é preciso relembrar todos os escândalos de corrupção e desvios de verbas públicas que assolaram o país durante os governos anteriores do Presidente Lula, até porque os escândalos atuais já são mais do que suficientes para provocar a indignação da população em geral. Recentemente, o Congresso Nacional instituiu uma CPMI, presidida pelo Senador Carlos Viana e tendo como relator o Deputado Alfredo Gaspar, que apura o denominado escândalo do INSS. Segundo as investigações da Polícia Federal e, agora, da CPMI, havia um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social, por meio do qual eram descontados de aposentados e pensionistas valores de seus parcos vencimentos, como se tivessem se tornado membros de associações das quais não faziam parte e às quais jamais autorizaram filiação. Os descontos indevidos e fraudulentos, promovidos por essa organização criminosa à revelia de pensionistas e aposentados, alcançam a estratosférica quantia de mais de 6 bilhões de reais. Importante destacar que, pelo que se tem noticiado, a fraude já está comprovada. Agora, a CPI e o inquérito judicial pretendem desvendar quem são as pessoas nela envolvidas. Ocorre que, todas as vezes em que as investigações alcançam pessoas ligadas ao Governo Lula, a base governista na CPMI impede a convocação desses indivíduos, o que deixa transparecer uma investigação seletiva. Isso ocorreu com a rejeição da convocação do irmão do Presidente Lula, conhecido como “Frei Chico”, que ocupava o cargo de vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical (Sindnapi), entidade envolvida na fraude. Foi expedida ordem de bloqueio de 390 milhões de reais pelo Ministro André Mendonça. Com o avanço das investigações, surgiu suspeita de que o filho de Lula, Lulinha, fosse sócio oculto do chamado “careca do INSS” e tivesse recebido repasses na ordem de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) mensais oriundos do esquema criminoso. Em razão disso, houve requerimento de quebra do sigilo bancário e fiscal de Lulinha, aprovado pela maioria da CPMI. Ao proclamar o resultado da votação e a consequente quebra do sigilo do filho do Presidente Lula, deputados da base aliada do Governo, descontentes com a aprovação do requerimento e inconformados com o resultado, partiram para tentativa de agressão ao Presidente da CPMI, com bate-bocas e vias de fato. A sessão precisou ser suspensa em razão da confusão promovida por deputados petistas, aliados do Presidente Lula, em verdadeiro espetáculo de baixaria, incivilidade e desrespeito à Casa do Povo. Ao que tudo indica, o conceito de “democracia relativa” mencionado por Lula passou a ser um mantra a ser seguido por deputados petistas que, além de almejarem uma investigação seletiva, não demonstram respeito pelo resultado de votação na qual foram democraticamente derrotados.
Escola de samba transforma desfile em palanque pró-Lula com dinheiro público e faz apologia a condenado
O enredo da escola Acadêmicos de Niterói no carnaval do Rio transformou o sambódromo em palanque eleitoral ao fazer apologia a Lula. O desfile, transmitido com exclusividade pela Globo, foi classificado como um espetáculo panfletário que buscou apagar da memória do público os escândalos do mensalão e do petrolão. A apresentação ajudou a consolidar a narrativa de que a Operação Lava Jato teria sido apenas perseguição política. Enquanto isso, o lulopetismo enfrenta acusações relacionadas ao que foi descrito como roubo aos aposentados, com a ala governista tentando impedir as investigações da CPMI do INSS. Durante a campanha eleitoral de 2022, a propaganda petista afirmou que Lula foi absolvido pelo papa, pela ONU e pelo STF – três alegações falsas, segundo a análise. A referência dizia respeito às condenações de Lula em três instâncias judiciais por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. O papa não possui jurisdição sobre processos judiciais de Estados estrangeiros, podendo apenas absolver pecados. A ONU igualmente não tem jurisdição para absolver quem quer que seja. Quanto ao STF, o carnavalesco da escola teria dado impulso a uma das fake news mais descaradas em circulação: a que fala de absolvição de Lula no tribunal. O ministro Luiz Fux, do STF, declarou: “Ninguém pode esquecer o que ocorreu no Brasil, no mensalão, na Lava Jato, muito embora tenha havido uma anulação formal, mas aqueles 50 milhões [do Geddel] eram verdadeiros, não eram notas americanas falsificadas. O gerente que trabalhava na Petrobras devolveu US$ 98 milhões e confessou efetivamente que tinha assim agido.” Gilmar Mendes, também ministro do STF, afirmou que a anulação de processos da Operação Lava Jato foi um “ato formal” e que erros processuais alegados para anular não apagam fatos revelados pela investigação. Em tom conclusivo, declarou: “Ninguém discute se houve ou não corrupção”. A chamada “anulação formal” mencionada por Fux e Mendes ocorreu quando, após cinco anos de Lava Jato, um ministro do STF decidiu sozinho, em ato monocrático, que os crimes investigados não deveriam tramitar na 13ª vara de Curitiba. O que a polícia e o Ministério Público apuraram e o Judiciário julgou foi anulado para voltar à estaca zero. Não houve absolvição dos crimes – embora, passados cinco anos, já nem fosse permitido alegar incompetência territorial do juízo. Fux e Mendes, segundo a análise, confirmaram que um “canetaço” tirou Lula da condição de condenado por vários crimes: ele não foi absolvido, foi “descondenado”. O carnavalesco que concebeu o enredo da Acadêmicos de Niterói poderia, imitando Lula, alegar desconhecimento. Ele não leu obras como “O que Sei de Lula”, de José Nêumanne Pinto, nem “Assassinato de Reputações – Um Crime de Estado”, de Romeu Tuma Junior, que trazem fatos que contradizem a narrativa do samba enredo. Também não leu o livro da jornalista Malu Gaspar, “A organização: A Odebrecht e o esquema de corrupção que chocou o mundo”, que mostra que a Lava Jato não existiu apenas para perseguir o lulopetismo. Conforme declarou o jornalista Jorge Serrão, a Acadêmicos de Niterói “cometeu um estelionato carnavalesco”. Pretextando fazer “arte”, usou “dinheiro público” para fazer apologia de um político que pretende se reeleger. O culto à personalidade do líder político foi comparado ao que se via na Alemanha de Hitler, na China de Mao Tsé-Tung, na Cuba de Fidel Castro e na União Soviética de Stalin – regimes totalitários nos quais a violência estatal era método de governança. Os integrantes da escola foram descritos como conduzidos sem consciência crítica, com artistas e celebridades vistas na TV ajudando a compor um ambiente favorável à manipulação de quem tem pouco ou nenhum acesso a informações além da televisão. Para os beneficiários da apresentação, o povo serviria apenas para manter privilégios. Na raiz da estratégia estaria a presunção de impunidade. Repete-se a narrativa do “pobre operário”, embora Lula tenha deixado de ser operário aos 26 anos para se tornar político. O que foi descrito como “estelionato da escola” será apagado da história: a campanha eleitoral antecipada, o desrespeito à família e à religião, e o flagrante “discurso de ódio” da escola ficarão impunes, segundo a avaliação apresentada.
Cantora entra em estado grave e irreversível após aneurisma cerebral
A cantora Adriana Araújo, referência do samba em Minas Gerais, enfrenta um momento extremamente delicado de sua vida. A artista sofreu um aneurisma cerebral na noite de sábado (28/02), em Belo Horizonte, e permanece internada em estado gravíssimo. Adriana desmaiou dentro de casa. Em seguida, equipes de resgate a levaram para uma Unidade de Pronto Atendimento. No entanto, após avaliação inicial, médicos optaram pela transferência ao Hospital Municipal Odilon Behrens, onde exames confirmaram hemorragia cerebral. Atualmente, a cantora está em coma, entubada e sob cuidados intensivos. Conforme o comunicado oficial, os médicos informaram que o quadro é gravíssimo e irreversível. A equipe de Adriana divulgou uma nota oficial. Confira: Informamos que, na noite de ontem, Adriana Araújo passou mal em sua residência, sofreu um desmaio e foi prontamente levada à UPA, sendo posteriormente transferida para o Hospital Odilon Behrens. Após a realização de exames, foi constatado um aneurisma cerebral, que provocou uma hemorragia de grande extensão. Desde então, Adriana encontra-se internada em coma, entubada e sob cuidados intensivos da equipe médica. Os médicos nos informaram que o quadro é gravíssimo e irreversível. Neste momento, a equipe segue acompanhando a evolução clínica. Apesar do diagnóstico médico, seguimos em oração, acreditando que a resposta final é de Deus. Pedimos respeito, sensibilidade e orações. A família e a equipe agradecem profundamente todo o carinho e apoio que temos recebido. Seguiremos informando pelos canais oficiais.
Mendonça é o único com poderes para derrubar a ordem de Gilmar
O ministro Gilmar Mendes, em uma manobra jurídica questionável, impediu que a CPI do Crime Organizado quebrasse os sigilos da Maridt Participações, empresa que aparenta estar profundamente envolvida nos esquemas do Banco Master, ligada ao ministro Dias Toffoli. Gilmar justificou a medida alegando que não há correlação entre o objeto da CPI do Crime Organizado e o caso envolvendo a Maridt. Por essa razão, considerou indevida a tentativa de acessar os dados da empresa no âmbito da comissão. Essa decisão, no entanto, pode não durar muito. A medida tem efeito restrito à CPI. O ministro André Mendonça, relator do inquérito que apura as operações do Banco Master no STF, pode requisitar as informações no curso dessa investigação. Será certamente sua prova de fogo.
Cantor sertanejo Sorocaba escapa por pouco de bombardeio do Irã em aeroporto de Dubai
“Um livramento”, foi assim que o cantor sertanejo brasileiro Sorocaba definiu o fato de ter escapado do bombardeio feito pelo Irã no aeroporto de Dubai, nos Emirados Árabes. O próprio artista relatou o que aconteceu nas redes sociais. “Olha que loucura! A gente estava dois dias atrás no aeroporto de Dubai, exatamente no terminal que caiu a bomba no aeroporto. Graças a Deus não machucou ninguém, mas um baita susto a galera levou lá. Foi um livramento”, ele contou em vídeo postado no Instagram. O cantor prosseguiu com o relato: “Depois a gente chegou aqui no Japão e ficamos sabendo que, depois de dois dias, que tinha estourado essa guerra. A gente estava na Índia, conectou em Dubai, nesse terminal que deu rolo, e partimos para o Japão. Escapamos por dois dias! Deus cuidando da gente sempre”, encerrou. Veja o vídeo: