O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça reiterou sua posição em favor da prorrogação da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e defendeu a continuidade dos trabalhos como resposta a um “roubo de bilhões de reais”. Mendonça afirmou que “os mais vulneráveis da nossa sociedade”, vítimas dos descontos associativos feitos sem autorização, precisam obter do Congresso Nacional um retorno sobre a responsabilização política dos envolvidos nas fraudes. Na apresentação de seu voto, o ministro falou em “omissão deliberada da Mesa Diretora e da presidência do Congresso”, posto ocupado pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP), “consistente em deixar de receber e de promover a leitura do pleito de prorrogação da CPMI do INSS”. Depois do voto do relator, os demais ministros vão decidir se confirmam ou derrubam a sua decisão. Mendonça determinou que Alcolumbre fizesse a leitura do requerimento de prorrogação dos trabalhos. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), e o relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), propuseram a prorrogação por, no mínimo, mais 90 dias, com possibilidade de estender por mais trinta se surgirem fatos novos. Alcolumbre, no entanto, ignorou o pedido, o que fez o caso parar no STF. Material relacionado ao tema da matéria
A educação e fineza de Mendonça para silenciar Moraes (Veja o vídeo!)
Durante sustentação oral de um advogado, o ministro Alexandre de Moraes interrompeu a fala e impôs que determinada liminar não havia vencido. O advogado não teve permissão para esclarecer a questão. O ministro André Mendonça, mantendo postura cordial e extremamente paciente, esclareceu toda a situação. O prazo efetivamente estava vencido. Moraes foi silenciado pelos fatos. Confira o vídeo:
Douglas Ruas (PL) é eleito presidente da Alerj e assume como governador interino do Rio de Janeiro
Douglas Ruas (PL) foi eleito nesta quinta-feira, por 45 votos, o novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e, na prática, está apto a assumir como governador interino do estado. Desde a renúncia de Castro, na segunda-feira, o governador interino é o presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto. Ruas, portanto, assume a gestão, já que vira o primeiro da linha sucessória. O Rio de Janeiro está sem vice-governador porque Thiago Pampolha assumiu como conselheiro do Tribunal de Contas no ano passado.
Operação do MP de SP contra esquema de corrupção na Fazenda estadual mira executiva do Carrefour
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou a Operação Fisco Paralelo nesta quinta-feira (26). A ação investiga um esquema estruturado de corrupção envolvendo servidores da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo. Luciene Petroni Castro Neves, head de tributos do Carrefour há quase dez anos, está entre os alvos da operação. Foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão em quatro municípios paulistas. Os mandados foram executados em São Paulo, Campinas, Vinhedo e São José dos Campos. Um deles foi cumprido em endereço vinculado a Luciene Castro Neves. Os demais alvos incluem instalações da Secretaria da Fazenda. Entre elas estão a Delegacia Regional Tributária da Capital II (Lapa), a Delegacia Regional Tributária da Capital III (Butantã), a Delegacia Regional Tributária 12 (ABCD) e a Delegacia Regional Tributária 14 (Osasco). A Diretoria de Fiscalização (Difis) também foi alvo das buscas. A operação representa um desdobramento da Operação Ícaro, deflagrada em agosto de 2025. Aquela ação resultou na prisão do empresário Sidney Oliveira, proprietário da rede Ultrafarma. As investigações do MPSP identificaram a existência de um esquema voltado à manipulação indevida de procedimentos fiscais. O esquema envolve ressarcimento de ICMS-ST e créditos acumulados de ICMS. Há indícios de pagamento de vantagens ilícitas e lavagem de dinheiro. Em Campinas, as autoridades apreenderam três celulares iPhone, um iPad e dois laptops. Foram recolhidos R$ 21,9 mil, US$ 1,8 mil e 95 libras esterlinas em espécie. Em São José dos Campos, a operação resultou na apreensão de seis pen drives, uma CPU, um notebook, dois celulares e diversos documentos. Os materiais serão analisados durante as investigações.
Senador do Podemos é investigado por usar ex-funcionário como ‘laranja’ e ameaçá-lo com arma de fogo
A Polícia Civil de São Paulo investiga o senador Alexandre Luiz Giordano (Podemos-SP) por falsidade ideológica. Carlos dos Santos Alves, ex-funcionário do político, registrou boletim de ocorrência alegando ter sido usado como “laranja” em uma sociedade empresarial. A denúncia foi formalizada em 5 de novembro de 2024 no 39º Distrito Policial, na Vila Gustavo, Zona Norte da capital paulista. Carlos dos Santos Alves declarou no registro policial que seu nome foi incluído na sociedade de uma empresa pertencente a Giordano sem sua autorização. O ex-funcionário também acusa o senador de ter falsificado sua assinatura em documentos relacionados à transferência de pontos de infrações de trânsito. A investigação tramita paralelamente ao episódio em que Alexandre Giordano foi flagrado pela Polícia Militar tentando dar uma “carteirada” na segunda-feira, dia 23 de março. Na ocasião do flagrante pela PM, o senador dirigia sem Carteira Nacional de Habilitação e com o giroflex acionado. O veículo do parlamentar circulava sem placas. A empresa citada na denúncia é a Maclix Gerenciamento de Resíduos Industriais Ltda. A companhia foi fundada em 2011. Segundo o relato de Alves aos investigadores, ele manteve vínculo empregatício com o atual senador durante 17 anos, de 2007 até 2024. Em 2018, conforme seu depoimento, Giordano o convocou para assinar papéis referentes a uma rescisão trabalhista. O senador informou que Alves seria recontratado por outra companhia do mesmo grupo empresarial. Meses após assinar os documentos, o ex-funcionário retornou ao escritório. Descobriu que constava como sócio da Maclix. Durante seu depoimento no 39º DP, Alves relatou o método utilizado pelo senador para obter as assinaturas. “Sempre que o Alexandre (Giordano) solicitava assinaturas, ele usava tons ameaçadores, deixando sobre a mesa uma arma de fogo”, declarou o ex-funcionário aos policiais responsáveis pela investigação. Em 2022, Carlos dos Santos Alves foi contratado para atuar no Senado Federal. Ele ocupou o cargo de auxiliar parlamentar no escritório político de Alexandre Giordano situado em São Paulo. Dados públicos indicam que a primeira remuneração recebida por Alves foi de R$ 6.747. O último pagamento registrado ocorreu em setembro de 2024, no valor superior a R$ 8 mil. O processo investigativo não contém informações sobre se os salários eram efetivamente recebidos pelo então funcionário. Em seu depoimento à Polícia Civil paulista, Alves forneceu detalhes sobre as condições de sua contratação para o gabinete senatorial. “Ele (Giordano) me chamou em seu escritório e disse que iria me registrar como um auxiliar parlamentar pelo seu gabinete no Senado Federal, embora eu continuasse trabalhando como ajudante de obras em São Paulo nas empresas dele”, afirmou o ex-funcionário. Após o registro do boletim de ocorrência e o depoimento de Carlos dos Santos Alves, os investigadores iniciaram procedimentos para intimar Alexandre Giordano. O objetivo era que o senador prestasse esclarecimentos sobre as acusações apresentadas. Desde meados do ano passado, quando as intimações começaram a ser expedidas, o parlamentar não foi localizado pelas autoridades policiais. O advogado de defesa do senador compareceu ao distrito policial em duas oportunidades distintas. Nas ocasiões, o defensor informou que apresentaria seu cliente para prestar depoimento. O advogado não retornou posteriormente. Também não agendou nova data para a oitiva de Giordano junto aos investigadores responsáveis pelo caso. Na segunda-feira, dia 23 de março, o delegado Roberto Salomão Júnior concluiu o relatório final das investigações. O documento foi encaminhado ao Ministério Público de São Paulo, com ciência ao Poder Judiciário. A finalização do inquérito ocorreu no mesmo dia em que Alexandre Giordano tentou dar uma “carteirada na PM” após ser abordado pelas irregularidades de trânsito. Com o encaminhamento do caso ao Ministério Público, caberá ao órgão intimar novamente o senador Alexandre Luiz Giordano. A partir da análise do relatório policial, o MP decidirá sobre o oferecimento de denúncia criminal contra o parlamentar pelas acusações de falsidade ideológica e ameaça apresentadas por Carlos dos Santos Alves.
Alcolumbre descumpre decisão judicial e presidente da CPMI prorroga os trabalhos do colegiado
O prazo de 48 horas estabelecido pelo ministro André Mendonça se esgotou. Diante do descumprimento de ordem judicial por Davi Alcolumbre, o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana, decidiu prorrogar os trabalhos do colegiado. Na última segunda-feira (25), Mendonça determinou que Alcolumbre marcasse uma sessão do Congresso para ler o requerimento que, na prática, representaria a prorrogação dos trabalhos da comissão. Segundo a decisão judicial, caso isso não ocorresse, o presidente da CPMI poderia dar continuidade às sessões do colegiado por conta própria. Foi exatamente o que Carlos Viana fez. Sob o argumento de que o prazo judicial se esgotou nesta manhã, o senador anunciou formalmente a prorrogação. O Supremo Tribunal Federal, no entanto, começou a julgar às 14h se aprova, ou não, a decisão monocrática de Mendonça.
Deputado federal protagoniza confusão com garota de programa em Brasília
O deputado federal Luciano Alves (PSD-PR) se envolveu em uma confusão com uma profissional do sexo no Pontão do Lago Sul, em Brasília. O episódio ocorreu na noite de quarta-feira (25), por volta das 23h30, e resultou no acionamento da Polícia Militar do Distrito Federal. Conforme testemunha que presenciou os fatos, o parlamentar estava em um estabelecimento gastronômico quando abordou a mulher. Após o contato inicial, ambos entraram no veículo dela para discutir os termos do programa. A negociação resultou em desacordo sobre o valor do pagamento. A profissional solicitava determinada quantia, enquanto o deputado contestava o montante, alegando ter combinado outro valor. O desentendimento escalou rapidamente. Durante a discussão, o parlamentar reagiu de forma agressiva: “Vai se foder, R$ 3 mil?” A profissional respondeu: “Moço, a mulher que fica com você fica pelo dinheiro” Luciano Alves fez novas ofensas à mulher: “R$ 3 mil por essa mulher? Essa baranga?” A profissional retrucou: “Velho, vai arrumar os dentes” Ela ainda fez um alerta ao deputado: “Se triscar em mim, o bagulho vai ficar louco” De acordo com o relato da testemunha, o parlamentar teria desferido tapas contra a profissional durante o confronto. Uma assessora do deputado também participou da confusão. Segundo informações colhidas, ela arremessou um copo com cerveja na direção da vítima e iniciou uma série de ofensas contra a mulher. “Ela é uma mulambeira, não vale nada e fica te provocando?”, declarou a assessora. Em outro momento, ela ordenou à profissional: “Cala a boca e vai embora” O deputado Luciano Alves teria feito a seguinte declaração: “Eu não posso bater em mulher, mas é mulher com mulher aí” A assessora disse: “Luciano, você vai perder tempo com puta? De buceta lacerada?” A Polícia Militar foi chamada ao local. O caso foi encaminhado para registro de ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal. Horas antes do episódio no Pontão do Lago Sul, o parlamentar havia compartilhado uma fotografia em suas redes sociais ao lado da mãe. Na imagem, ele aparecia usando as mesmas peças de vestuário que trajava no momento da confusão.
ONG de defesa de mulheres processa Erika Hilton por ofensas generalizadas contra mulheres
Uma organização não governamental voltada à defesa de mulheres e crianças ingressou na Justiça contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), após manifestações consideradas ofensivas publicadas em suas redes sociais. A iniciativa judicial foi formalizada no domingo (22), por meio de uma ação civil pública. Segundo a entidade Matria, a medida foi tomada em defesa coletiva de mulheres que se sentiram atingidas pelas declarações. A publicação questionada ocorreu no dia 11 de março, justamente quando a parlamentar assumiu a presidência da Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados. Na ocasião, Hilton divulgou um texto com tom contundente, no qual se referiu a críticos utilizando expressões como “imbeCIS” e “esgoto da sociedade”. A repercussão levou à mobilização da ONG, que sustenta haver caráter ofensivo generalizado nas falas. O termo “CIS”, mencionado na postagem, é uma abreviação de cisgênero — conceito utilizado para descrever indivíduos que se identificam com o sexo atribuído no nascimento, frequentemente associado a debates contemporâneos sobre identidade de gênero. No conteúdo da ação, a Matria argumenta que declarações desse tipo extrapolam o campo do debate democrático. Segundo o texto, “Este tipo de agressão verbal tem um propósito claro: o silenciamento. Ao desqualificar não a ideia, mas a pessoa (ou o grupo de pessoas), a ré tenta criar um ambiente hostil e intimidatório, onde a discordância é punida com a humilhação pública”. A entidade também enfatiza limites legais relacionados à manifestação de opiniões, destacando que “A liberdade de expressão não pode ser interpretada como uma licença para ofender, um salvo-conduto para humilhar ou um escudo para discursos que visam aniquilar simbolicamente o interlocutor”. Como medidas, a ONG requer a exclusão imediata da publicação, além de uma retratação pública por parte da deputada. Também foi solicitado o pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 500 mil, quantia que, conforme indicado, deverá ser destinada ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos ou a iniciativas de apoio a mulheres em situação de prostituição.
Amiga de Lulinha acumula dívida gigantesca de R$ 673,9 mil enquanto ostenta luxo nas redes sociais
A lobista Roberta Luchsinger enfrenta uma situação financeira alarmante: dívidas que somam R$ 673,9 mil com o governo federal e em processos judiciais. O perfil dela no Instagram exibe registros de luxo, tours pela Europa e roupas e bolsas de grife. Em contraste, Roberta e duas empresas em seu nome acumulam débitos expressivos, conforme levantamento realizado por Tácio Lorran, do site Metrópoles. O jornalista fez um raio X detalhado da vida tumultuada e das dívidas da lobista. O levantamento considera tanto valores inscritos na dívida ativa da União, conforme dados dela e de duas empresas na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), quanto condenações em processos judiciais. O montante, porém, não é definitivo e pode aumentar, porque juros acrescem valores aos débitos. A RL Consultoria e Intermediações, empresa registrada em nome de Roberta e do pai dela, deve R$ 515,8 mil em tributos ao governo federal. A Polícia Federal descobriu transferências dessa companhia para uma empresa de joias que reforçaram indícios de lavagem de dinheiro. As transações foram fatiadas, o que a PF vê como possível dissimulação da natureza e da origem dos valores. Outros valores foram para Roberta e o pai dela, Roberto Pedro Paulo Luchsinger. Mais R$ 1,9 milhão foi para a Ski Brasil Viagens e Turismo. “Transações com JIVAL COMÉRCIO DE JOIAS (R$ 474.554,00) e SKI BRASIL VIAGENS E TURISMO (R$ 1.962.215,03) indicam possível lavagem por meio de artigos de luxo e turismo”, escreveu a PF. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificaram que a RL Consultoria e Intermediações recebeu R$ 18,2 milhões. Desse total, R$ 1,1 milhão veio da Brasília Consultoria Empresarial, empresa ligada ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS. Só então ocorria a conversão das cifras para artigos de luxo. Nas redes sociais, Roberta Luchsinger publicou viagens, jantares e passeios mundo afora e contou que sua cidade preferida é Paris, na França. Conforme revelado pela coluna de Andreza Matais, no Metrópoles, a socialite bancou viagem de Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com a família para a Noruega e a Finlândia em janeiro de 2025.
Coach esportivo é executado a tiros na saída de academia em Salvador
O coach esportivo Beto Cunha, de 46 anos, foi morto a tiros na saída de uma academia localizada na Alameda Dilson Jatahy Fonseca, no bairro de Stella Maris, em Salvador, na tarde de quarta-feira (25). Segundo a Polícia Civil, a vítima foi abordada por um homem em uma motocicleta, que se aproximou e efetuou os disparos. Beto não resistiu aos ferimentos e morreu no local. O caso é investigado pela 1ª Delegacia de Homicídios de Salvador. Ainda não há informações sobre a motivação do crime. Testemunhas relataram que o autor do crime utilizava uma bag de entrega para se disfarçar como entregador de aplicativo e não levou pertences da vítima, como a mochila. No Instagram, a vítima, conhecida como Beto Cunha, era seguida por mais de 6 mil seguidores. Na biografia, ele afirmava que era um “coach esportivo na vida fitness” há quase 30 anos e que ajudava as pessoas a emagrecer ou hipertrofiar sem fórmulas mágicas.