Uma discussão terminou em tragédia neste fim de semana. Uma professora tentou proteger o pai durante a desavença e acabou atingida com golpes de faca. O suspeito fugiu após o crime e estava sendo procurado pela polícia. A professora foi identificada como Bárbara Pereira de Souza, de 35 anos. O crime aconteceu no povoado de Baixão dos Honoratos, zona rural de São Gabriel, no norte da Bahia, durante uma discussão após um jogo de futebol amador. Os fatos ocorreram no fim da tarde deste domingo (12), e a vítima morreu nesta segunda-feira (13). O caso é investigado pela Polícia Civil como homicídio doloso. Bárbara atuava na rede municipal de ensino de São Gabriel. Segundo a Polícia Militar, o suspeito foi identificado, localizado e preso.
Relator da CPI do Crime Organizado pede indiciamento de 3 ministros do STF e do PGR
O senador Alessandro Vieira apresentou nesta terça-feira (13) o relatório final da CPI do Crime Organizado com pedidos de indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República Paulo Gonet, por crimes de responsabilidade. Segundo o relatório, os pedidos de indiciamento se baseiam em condutas consideradas incompatíveis com o exercício das funções, como suspeição em julgamentos, possíveis conflitos de interesse e decisões que teriam impactado investigações. No caso do procurador-geral, o texto aponta omissão diante de indícios considerados relevantes. Entre os pontos abordados, o documento cita o caso Banco Master, com referência a indícios de irregularidades financeiras e possível relação com esquemas de lavagem de dinheiro. O tema, segundo o relator, deve ser aprofundado em investigação específica. O documento, com mais de 200 páginas, consolida os trabalhos da comissão ao longo de 120 dias, com 18 reuniões realizadas, 312 requerimentos apresentados e análise de 134 documentos. A CPI investigou a atuação, estrutura e expansão de organizações criminosas no país. O relatório também registra decisões judiciais que suspenderam medidas aprovadas pela comissão, converteram convocações em convites e restringiram o acesso a informações financeiras. O texto apresenta ainda propostas legislativas voltadas ao combate ao crime organizado, como ampliação de instrumentos de bloqueio de ativos, aumento de penas para lavagem de dinheiro e medidas de transparência financeira. Material disponível ao público
Brasil atinge pior nota da história em índice de corrupção: a mudança começa em você, não no governo
Em 2024, o Brasil registrou a pior pontuação de sua série histórica no Índice de Percepção da Corrupção da Transparência Internacional: 34 pontos numa escala de 0 a 100. Em onze anos, o país caiu 35 posições no ranking global. Não é um acidente. É um sistema que sobrevive porque há quem decida, todos os dias, que vale a pena corromper e ser corrompido. Quando esse tipo de dado aparece, a reação mais comum é apontar para Brasília. Para o Congresso. Para a política. Para “o sistema”. Como se a corrupção fosse uma entidade que existe separada das pessoas que a praticam. Não é. Cada pontuação nesse índice é o resultado agregado de milhões de decisões individuais. Cada propina aceita. Cada favor trocado. Cada vista grossa. Cada vez que alguém escolheu a conveniência no lugar do princípio. O sistema é feito de pessoas. E as pessoas fazem escolhas. A análise política revela onde a maior parte dos problemas começa: não é no topo. É no meio. É na decisão cotidiana de quem decide que irá ceder onde todo mundo ao redor estava cedendo porque era mais fácil. Existe uma lógica perversa que se instala quando a corrupção se torna rotineira. As pessoas param de se sentir agentes da situação e passam a se ver como vítimas dela. “Eu sozinho não mudo nada”. “Se eu não fizer, outro faz”. “O sistema é assim e não sou eu que vou mudar isso”. Esse raciocínio parece realista. Na prática, é abrir mão da própria responsabilidade. É abrir mão do que só você pode fazer. Transferir para um sistema sem rosto a responsabilidade que tem um nome — o seu. O sistema não tem vontade própria. Tem pessoas com vontade própria. Há uma confusão que precisa ser desfeita. Muita gente acredita que a mudança moral de um país depende de quem está no poder. Que basta eleger a pessoa certa, aprovar a lei certa, reformar a instituição certa. Políticas importam. Leis importam. Instituições importam. Mas nenhuma delas funciona sem pessoas que as sustentem por dentro com valores e princípios sólidos. Um sistema anticorrupção operado por pessoas que não têm caráter vira ferramenta de poder para lucro de alguns. Uma lei justa aplicada por quem tem interesses pessoais vira letra morta. Uma instituição é o resultado final de inúmeras decisões individuais — corretas ou incorretas — não a causa delas. Isso não significa que a estrutura não importa. Significa que somente a estrutura não basta. A mudança começa antes da lei. Começa antes da eleição. Começa antes da reforma. Começa no momento em que uma pessoa decide que seus princípios não estão à venda. Qualquer que seja o preço. Você provavelmente já passou por uma situação onde ceder seria mais fácil. Onde o custo de manter o princípio parecia maior do que o benefício. Onde todo mundo ao redor estava fazendo o que não deveria em nome do “todo mundo faz”. É exatamente nesse momento que o caráter é testado. Não na teoria. Não no discurso. Na decisão concreta, sob pressão, sem plateia. Integridade é o que você faz quando ninguém está olhando. Quando não há aplauso a ganhar nem punição a evitar. Quando a única razão para fazer o certo é que é o certo. O Brasil que você quer ver começa na decisão que você toma agora. Na conversa que você não deixa passar. No contrato que você não assina. No favor que você não deve. No filho que você forma. Não existe atalho institucional para um problema que começa dentro de cada um.
Deputado destrói narrativa golpista da esquerda sobre 8 de Janeiro: “Não há prova nenhuma” (Veja o vídeo!)
O deputado estadual de São Paulo, Danilo Campetti (Republicanos-SP), desmontou a narrativa da esquerda sobre a suposta “tentativa de golpe” do 8 de Janeiro. Segundo o parlamentar, não existe prova alguma para comprovar o “nexo causal do presidente com o golpe imaginário”. “Presidente Bolsonaro é um injustiçado, que está sendo torturado. É refém de um processo totalmente parcial. Um processo que não cumpriu o devido processo legal”, afirmou Campetti. Em entrevista, o deputado apresentou uma lista completa dos pontos relevantes para derrubar as afirmações de que o 8 de Janeiro foi uma tentativa de golpe. Sobre o caso de Débora do Batom, o parlamentar foi enfático: não há potencial lesivo. Confira:
Mulher é encontrada morta com marcas de estrangulamento e ex-namorado suspeito aparece morto após prisão decretada
Uma mulher identificada como Juliana Guaraldi, de 39 anos, foi encontrada morta dentro da própria casa, em Arraial d’Ajuda, no sul da Bahia, na última sexta-feira (10). A vítima apresentava marcas de estrangulamento. O principal suspeito do crime, Daniel Carlos Sobreira de Sousa, de 41 anos, ex-companheiro de Juliana, foi encontrado morto na madrugada de domingo (12), logo após ter a prisão preventiva decretada pela Justiça. Juliana, que trabalhava como produtora de eventos, estava desaparecida desde o dia 7 de abril, quando fez o último contato com familiares. De acordo com a polícia, o corpo foi localizado em estado avançado de decomposição e apenas com roupas íntimas. As investigações apontam que a morte pode ter ocorrido ainda no dia do desaparecimento. Na véspera de ser localizado morto, Daniel publicou vídeos nas redes sociais afirmando que estava em Goiânia e negou qualquer participação no crime. “Eu não estava presente no fato do assassinato, estou sabendo até pelos sites. Eu não estava em Arraial D’Ajuda, já estava aqui em Goiânia, tenho comprovações que estava falando com a Juliana. Nós já estávamos separados”, disse. Ainda no sábado (11), a Justiça determinou a prisão preventiva do suspeito. As circunstâncias da morte dele, na madrugada seguinte à decisão, não foram detalhadas oficialmente. A polícia trata o caso como feminicídio.