Levantamento da Futura Apex divulgado nesta terça-feira (14) mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vence em eventual disputa de segundo turno contra Lula. O parlamentar lidera com uma vantagem que está em crescimento e que já atingiu quase 6 pontos percentuais. A pesquisa testou inúmeros cenários para um eventual segundo turno. Confira os resultados: CENÁRIO 1 Flávio Bolsonaro (PL): 48% Lula (PT): 42,6% Ninguém/branco/nulo: 7,3% Não sabe/não respondeu: 2,1% CENÁRIO 2 Lula (PT): 43,9% Ronaldo Caiado (PSD): 38,8% Ninguém/branco/nulo: 14,6% Não sabe/não respondeu: 2,7% CENÁRIO 3 Lula (PT): 44,8% Romeu Zema (Novo): 38% Ninguém/branco/nulo: 14,9% Não sabe/não respondeu: 2,2% CENÁRIO 4 Flávio Bolsonaro (PL): 48,3% Fernando Haddad (PT): 34,8% Ninguém/branco/nulo: 14,3% Não sabe/não respondeu: 2,6% CENÁRIO 5 Fernando Haddad (PT): 36,8% Ronaldo Caiado (PSD): 36,5% Ninguém/branco/nulo: 22,5% Não sabe/não respondeu: 4,1% CENÁRIO 6 Fernando Haddad (PT): 38,4% Romeu Zema (Novo): 35,6% Ninguém/branco/nulo: 22,5% Não sabe/não respondeu: 3,5%
Petrobras volta a ser investigada por corrupção: contrato bilionário de 2025 entra na mira do Peru
Um contrato de US$ 1,8 bilhão (cerca de R$ 9 bilhões) firmado pela Petrobras em 2025 tornou-se alvo de suspeitas de corrupção no Peru. O caso reacende preocupações sobre a integridade das operações da estatal brasileira no exterior. O governo do Peru citou o caso à Justiça dos Estados Unidos em uma investigação que aponta movimentações suspeitas envolvendo a prefeitura da capital peruana e empreiteiras brasileiras em um esquema de corrupção ligado a concessões rodoviárias. O caso ficou conhecido como “Rutas de Lima”. Os investigadores apuram se houve pagamento de propina e financiamento ilegal de campanhas eleitorais em troca de contratações, além de possíveis operações de lavagem de dinheiro. O contrato da Petrobras foi firmado com as empresas Tenenge e EGTC Infra, controlada pela Queiroz Galvão. Segundo informações divulgadas, o documento citado também menciona um pagamento direto a Jorge Barata, ex-presidente da Odebrecht no Peru e um dos principais nomes ligados aos escândalos de corrupção da empresa no país. O objetivo do governo peruano ao acionar a Justiça americana é acessar dados bancários e documentos que possam comprovar o caminho do dinheiro. Esse material deve ser usado em processos criminais que já estão em andamento no Peru.
Contrato de R$ 129 milhões expõe esquema suspeito: cliente liga para marido da advogada em vez de contatá-la
Um caso envolvendo um contrato jurídico de R$ 129 milhões tem gerado questionamentos sobre a natureza da relação entre uma advogada, seu marido e o cliente que a contratou. O texto do jornalista, diretor teatral, dramaturgo, escritor e músico Maurício Nunes expõe as contradições que cercam o episódio. Segundo a análise, os indícios apontados, as ilicitudes aparentes e os comportamentos questionáveis entre os protagonistas são evidentes. Os fatos apresentados são incontestáveis, mas há tentativas de protelar indefinidamente qualquer apreciação séria do caso. O contrato prevê pagamentos de R$ 3,6 milhões por mês para serviços de advocacia. A quantia é descrita como obscena, especialmente considerando o desenrolar dos acontecimentos. O caso envolve uma advogada cuja trajetória jurídica é questionada. O cliente, que dispõe de recursos financeiros extraordinários, contratou seus serviços por valores milionários. Porém, quando sentiu a pressão da justiça, o cliente não acionou sua caríssima defensora – que pelo preço deveria ser a melhor conselheira jurídica disponível. Em vez disso, ligou para o marido dela. A situação revela uma dinâmica peculiar: o marido da advogada ocupa um cargo de alto escalão, com poder decisório significativo. É uma coreografia que levanta suspeitas sobre a real natureza do contrato. A comparação é direta: seria como um paciente pagar uma fortuna para uma cardiologista renomada, mas ao sentir uma dor no peito, ignorar o estetoscópio da médica e ligar para o marido dela para pedir orientações sobre tomar uma aspirina ou aceitar o próprio fim. A questão central permanece: trata-se de um caso em que o cliente ignora o talento milionário da contratada em favor da autoridade de seu esposo, ou estamos diante de uma clássica arquitetura de fachada, onde o dinheiro entra por uma porta jurídica para que a influência saia pela janela dos fundos? Por pagamentos superiores a R$ 3 milhões mensais, seria razoável esperar que a advogada não apenas defendesse o cliente, mas também prestasse serviços jurídicos excepcionais. Mas aparentemente, no topo da hierarquia, o que se compra não é o saber jurídico, mas sim o telefone certo para ligar na hora do desespero. O texto completo está disponível na página do autor no Facebook: @atocadoloboescritor (A Toca do Lobo).
Lula bate recorde e embarca para Europa com 15 ministros enquanto estatais acumulam rombo de R$ 4,1 bilhões
O presidente Lula embarca nesta quinta-feira (16) para uma viagem oficial a Espanha, Alemanha e Portugal acompanhado de 15 ministros, além dos presidentes do BNDES e da Fiocruz. É a maior comitiva do terceiro mandato, superando os recordes anteriores de 14 ministros levados à COP-28 e ao Chile. O roteiro prevê cúpula com o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez em Barcelona, encontro com o chanceler alemão Friedrich Merz e participação na abertura da Hannover Messe, além de visita a Portugal para reuniões com o primeiro-ministro e o presidente do país. O custo da viagem ainda não foi divulgado pelo governo. O comparativo chama atenção: com metade dos ministros, a viagem à ONU em 2025 custou R$ 4 milhões aos cofres públicos. Com o dobro de ministros, o silêncio sobre os gastos. A viagem acontece numa semana em que as estatais registraram o pior início de ano da história, com rombo de R$ 4,1 bilhões. Além disso, 57% dos brasileiros avaliam a economia como ruim, segundo pesquisas recentes. Quando uma empresa vai mal, o bom gestor corta gastos. Quando vai mal e amplia despesas para um recorde histórico sem divulgar o custo, a pergunta não é sobre a viagem. É sobre a gestão.
Flávio Bolsonaro impõe surra de quase 30 pontos em Lula no Paraná, aponta pesquisa
O senador Flávio Bolsonaro está gradativamente consolidando seu favoritismo para vencer a próxima eleição presidencial. A facilidade com que ele absorveu os votos do pai e sua desenvoltura para conquistar novos espaços têm chamado atenção dos especialistas. Em pelo menos um estado do país, a vantagem de Flávio sobre Lula já supera os 30 pontos percentuais. Flávio Bolsonaro (PL) é o pré-candidato à Presidência da República favorito do eleitor paranaense, mostra um levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta terça-feira, 14. O senador lidera as intenções de voto nas simulações de primeiro e segundo turno testadas com larga margem sobre o segundo colocado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O resultado está em linha com a sondagem que o instituto realizou sobre a avaliação do governo atual, em que 63,5% dos paranaenses desaprovaram a administração petista, ante 32,8% dos que aprovam. Em nível estadual, Sergio Moro, correligionário de Flávio, também vence com folga os adversários da disputa ao governo. Veja os resultados da pesquisa para a Presidência entre eleitores do Paraná: Flávio Bolsonaro (PL): 48,2% Lula (PT): 25,1% Ronaldo Caiado (PSD): 5,1% Augusto Cury (Avante): 2,7% Romeu Zema (Novo): 1,9% Renan Santos (Missão): 1,3% Cabo Daciolo (Mobiliza): 0,4% Aldo Rebelo (DC): 0,3% Nenhum/branco/nulo: 9,1% Não sabe/não opinou: 6% Segundo turno Flávio Bolsonaro (PL): 58,1% Lula (PT): 29,8% Nenhum/branco/nulo: 7,3% Não sabe/não opinou: 4,9% O Paraná Pesquisas entrevistou 1.500 eleitores paranaenses entre os dias 10 e 12 de abril. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos, o nível de confiança é de 95% e o protocolo de registro na Justiça Eleitoral é BR-02080/2026.
CPI do Crime Organizado indicia ministros do STF e PGR por crimes de responsabilidade ligados ao escândalo Master
A CPI do Crime Organizado indiciou três ministros do Supremo Tribunal Federal e o Procurador-Geral da República por crimes de responsabilidade relacionados ao escândalo Master. Os indiciados são os ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do PGR Paulo Gonet. Alexandre de Moraes e Dias Toffoli foram indiciados por “proferir julgamento quando, por lei, seja suspeito na causa” (Artigo 39, inciso 2, da Lei nº 1.079/1950) e “proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções” (Artigo 39, inciso 5, da Lei nº 1.079/1950). Gilmar Mendes responde por “proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções” (Artigo 39, inciso 5, da Lei nº 1.079/1950). Já o Procurador-Geral da República Paulo Gonet foi indiciado por “ser patentemente desidioso no cumprimento de suas atribuições” (Artigo 40, inciso 3, da Lei nº 1.079/1950). O indiciamento representa um desdobramento significativo das investigações conduzidas pela comissão parlamentar sobre as ações dos ministros no contexto do escândalo Master.
Líder do PT no Senado culpa TV Justiça por desaprovação popular do STF
O senador Jaques Wagner, líder do PT no Senado, adotou postura alarmante ao culpar a TV Justiça pela insatisfação popular com o Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração é grave, pois representa o primeiro passo para tentar eliminar esse instrumento de transparência da população. O que realmente desagrada a população brasileira é a anulação em massa de multas de corruptos, decisões desproporcionais, inquéritos ilegais, inobservância de regras básicas de processo e, infelizmente, as muitas situações não esclarecidas. Para recuperar a admiração da população, o STF precisa de seriedade, menos sigilo e mais transparência. Jamais do fechamento da TV Justiça. Livro expõe perseguições e abusos do Inquérito das Fake News A plataforma Magnitsky foi derrubada, mas um dos maiores medos de Moraes ainda está disponível para o povo: o polêmico livro “Supremo Silêncio”. A perseguição contra parlamentares, jornalistas e outros absurdos que começaram no famigerado Inquérito das Fakes News foram expostos na obra. A censura está de olho nesse material. Acesse o link: https://www.conteudoconservador.com.br/products/supremo-silencio-o-que-voce-nao-pode-saber
Relator da CPI do Crime Organizado indiciu três ministros do STF e o Procurador-Geral da República
A CPI do Crime Organizado chegou ao seu final. O sistema impediu que fosse prorrogada, assim como fez com a CPMI do INSS. Altas autoridades, repletas de poder, fizeram de tudo para obstruir as investigações, da mesma forma como aconteceu na CPMI do INSS. Fica para a sociedade a sensação de que é muito difícil avançar num país em que altas autoridades trabalham para frear avanços institucionais e para blindar a bandalheira e as falcatruas. Nesse sentido, o relator da CPI do Crime Organizado fez uma breve exposição do final do colegiado e do indiciamento de três ministros do STF e do Procurador-Geral da República. Confira: “Foi protocolado o relatório final da CPI do Crime Organizado. Mesmo atuando sob grandes dificuldades e sem prorrogação de prazo, foi possível realizar um trabalho de diagnóstico da situação do crime organizado no país e das formas de combate adotadas pelo Estado, identificar as falhas e omissões históricas, apresentar sugestões de alterações legislativas relevantes e também indicações direcionadas ao Executivo, em especial ligadas à urgência de expressivo reforço orçamentário e à criação de um ministério específico para cuidar de Segurança Pública.” “Diante do diagnóstico da situação gravíssima do Rio de Janeiro, foi sugerida nova intervenção federal na Segurança Pública daquele estado, em formato diverso do empregado em 2018.” “No tocante ao caso Master, considerando-se a alta complexidade e escassez de meios, a opção foi por relatar os fatos identificados, que deverão ser objeto de CPI própria e já são objeto de investigações da Polícia Federal, no que se refere a crimes comuns, e fazer o indiciamento de autoridades pela prática de crimes de responsabilidade.” “Neste sentido e conforme detalhado no relatório, foram indiciados os ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, bem como o PGR Paulo Gonet.”
Cármen Lúcia expõe clima tóxico no STF e revela pressão da família para deixar a Corte (Veja o vídeo!)
Uma declaração recente da ministra Cármen Lúcia expôs, de forma rara e direta, o nível de pressão que hoje recai sobre o Supremo Tribunal Federal. Durante um evento público, a magistrada revelou que sua própria família tem insistido para que ela deixe a Corte. O motivo não é técnico, jurídico ou institucional — é pessoal: o ambiente de desgaste, marcado por ataques constantes, muitos deles com teor abertamente machista. A fala não é trivial. Ela sinaliza algo mais profundo: quando o impacto do cargo ultrapassa o limite institucional e invade a esfera privada, o problema deixa de ser apenas político — passa a ser estrutural. Segundo a ministra, o tipo de crítica direcionada a homens costuma girar em torno de competência. Já contra mulheres, assume caráter sexista, machista e desmoralizante. Esse ponto é central. Não se trata apenas de discordância — trata-se da forma como ela se manifesta. Mas há uma segunda camada, mais relevante estrategicamente. Cármen Lúcia alertou para um risco pouco discutido: o desestímulo à própria composição futura do STF. Se o custo pessoal se torna alto demais, menos juristas estarão dispostos a ocupar uma cadeira na Corte. Isso cria um efeito silencioso, porém grave: • Reduz o número de nomes qualificados • Aumenta o peso político das indicações • E, no limite, fragiliza a percepção de independência institucional Paralelamente, a própria ministra reconheceu um cenário de tensão interna e sobrecarga, com uma avalanche de processos e sinais de desgaste entre os integrantes do tribunal. Ou seja: o problema não é isolado. Há três vetores convergindo: 1. Pressão externa crescente 2. Desgaste interno da Corte 3. Impacto pessoal sobre os ministros O resultado é um STF sob estresse — político, institucional e humano. Importante deixar claro: não há, neste momento, qualquer indicação formal de saída antecipada. A aposentadoria da ministra está prevista apenas para 2029. Mas o dado relevante não é a saída em si. É o fato de que ela passou a ser cogitada — ainda que no plano pessoal. E quando isso acontece no mais alto nível do Judiciário, a leitura é inevitável: o ambiente institucional brasileiro atingiu um grau de tensão que já não pode mais ser tratado como normal. A fala de Cármen Lúcia, mais do que um desabafo, funciona como sintoma. E sintomas, na política, quase sempre antecedem crises maiores. Veja o vídeo:
TSE sob nova direção: Nunes Marques deve assumir presidência nesta terça-feira
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve eleger nesta terça-feira (14) o ministro Nunes Marques como seu novo presidente, para um mandato de dois anos. André Mendonça será o vice-presidente. Os dois ministros serão responsáveis pela condução das eleições municipais deste ano, um pleito fundamental para o país. A escolha será feita pelos integrantes do tribunal. A votação é secreta, mas a praxe institucional é seguir a ordem de antiguidade entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que integram o colegiado. Nunes Marques atuou como vice-presidente nos últimos dois anos, durante a gestão da ministra Cármen Lúcia à frente do TSE. O mandato da ministra se estenderia até junho, mas ela anunciou na semana passada a decisão de antecipar sua saída da presidência do tribunal eleitoral. “Decidi, ao invés de deixar para o último dia de mandato, 3 de junho, a sucessão na presidência deste Tribunal Superior Eleitoral, iniciar o procedimento para a eleição dos novos dirigentes da casa e o processo de transição para equilíbrio e calma na passagem das funções”, explicou Cármen Lúcia. A transição antecipada permitirá que a nova gestão tenha mais tempo para se preparar e conduzir o processo eleitoral que se aproxima.