Davi Alcolumbre (União-AP) sinalizou a integrantes da oposição que está disposto a pautar o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no ano que vem em troca do apoio à sua reeleição à presidência do Senado. Segundo a Folha de S.Paulo, além da rejeição ao nome de Jorge Messias, Alcolumbre pautou a derrubada dos vetos ao projeto de lei da dosimetria e, para facilitar a votação, retirou do texto os trechos que poderiam beneficiar condenados por outros crimes. Agora, até o impeachment de ministros do Supremo entrou na mesa de negociações. O presidente do Senado tem segurado os pedidos de afastamento dos membros da corte que chegam à sua mesa, mas em conversas com senadores da oposição não descartou abrir algum processo se for reeleito como presidente da Casa, em fevereiro de 2027. A oposição garantiu apoio, mas alguns integrantes do PL ainda estão reticentes. Eles dizem, nos bastidores, que só podem confiar na palavra de Alcolumbre quando um impeachment, de fato, for aberto. Por isso, fazem pressão para que isso aconteça ainda neste ano. O deputado Nikolas Ferreira questionou: “Você faria esse acordo?”
Ex-ministro de Lula detona governo petista: “Não temos governo, temos ruínas”
Ministro por quatro vezes do governo Lula, deputado por seis mandatos e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo conhece profundamente os bastidores da política e da esquerda brasileira. Em participação no Podcast A Verdade, Rebelo não poupou críticas contundentes ao governo Lula, do qual foi aliado histórico. Atualmente, tornou-se um crítico severo das políticas ambientais e econômicas do petista. “A gente tinha um governo de forças heterogêneas, eu fui contra a demarcação da terra indígena Raposa Terra do Sol, por exemplo, mas depois da prisão, Lula saiu ressentido, amargurado, não tem paciência para nada, não tem generosidade para governar um país tão difícil como o nosso, para pacificar o Brasil, que é uma coisa importante”, afirmou Rebelo. “Ele ganhou as eleições, que gesto ele fez para pacificar o Brasil? A minha crítica ao presidente Lula é essa. Hoje a agenda do governo é a agenda da paralisia, é o voo de galinha, curto e baixo. O IBAMA e a Funai não paravam o Brasil como param hoje”, disparou o ex-ministro. Rebelo foi incisivo ao apontar os problemas econômicos do país: “A economia não gera emprego acima de dois salários mínimos, o Brasil está perdendo indústria para o Paraguai, para a China… Está tendo uma fuga de domicílio fiscal, isso é uma coisa vexaminosa. Não temos governo, temos ruínas”, lamentou. Pré-candidato à presidência da República, Aldo Rebelo afirma que o encontro com Lula nos debates eleitorais será respeitoso, mas promete não recuar nas críticas duras. “Vai ser um encontro de cobranças. Fui ministro de quatro pastas, tenho gratidão pela confiança que recebi, fui líder do governo Lula, mas não nunca tive uma conta minha rejeitada pelo Tribunal de Contas da União, nunca tive processo no Ministério Público nem no STF. Vou fazer cobranças duras, o país está parado, mas o maior responsável é ele”, disparou.
Clima de desconfiança no Planalto afasta aliados e atinge até mesmo bancada petista
Uma desconfiança generalizada tomou conta do Palácio do Planalto e abalou ainda mais a desgastada relação com integrantes da base aliada. O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), negou que a bancada do partido tenha atuado contra a indicação de Jorge Messias e classificou as versões como “intriga” e “maledicência”: “Aqueles que deveriam aprender com os erros estão afastando aliados ao tentar criar um ‘bode expiatório’ para a situação” Renan Calheiros também negou traição: “São improcedentes as ilações sobre o MDB e mentirosas as especulações sobre o meu voto, dos senadores Renan Filho e Eduardo Braga. Trabalhamos e votamos em Jorge Messias. Derrotas devem ensinar e não gerar efeitos lisérgicos vindos do cavalo de Tróia dentro do governo”. Para piorar o cenário, a desconfiança atinge a própria bancada do PT e alguns ministros de Lula. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, teria feito “corpo mole”. O ministro José Guimarães, aquele que outrora ficou conhecido como “Capitão Cueca”, que assumiu o cargo há duas semanas, também foi duramente criticado. Aliados afirmam que a articulação do governo deveria ter agido para adiar a votação no plenário.
Rejeição de Messias pode marcar virada histórica no STF e abrir caminho para impeachments
A rejeição de Jorge Messias pelo Senado tem um peso muito maior do que se imagina. Pode representar um verdadeiro marco na mudança da configuração do Supremo Tribunal Federal (STF). Em uma publicação nas redes sociais, o ex-procurador Deltan Dallagnol explicou didaticamente exatamente o que pode acontecer. “A rejeição de Messias deu à direita a chance de ter uma MAIORIA surpreendente no STF até 2050. Isso depende de 3 coisas importantes acontecerem ao mesmo tempo”, afirmou Dallagnol. Segundo o ex-procurador, Lula e Messias fizeram história. Pela primeira vez em 132 anos, uma indicação ao STF foi rejeitada pelo Senado. “Mas a notícia GIGANTE dessa história não é a derrota de Lula e Messias, é a oportunidade que ela abre para a direita AGORA em 2026”, explicou. A CNN publicou que o senador Davi Alcolumbre já teria dito a senadores que só pauta nova indicação ao Supremo no ano que vem. Lula tinha dito que não enviaria outro nome ao Senado em caso de rejeição, mas parece ter mudado de ideia. O ponto é que Alcolumbre já se decidiu: agora só em 2027. Isso significa que o próximo presidente da República vai indicar não 2, não 3, mas 4 ministros do STF. Dallagnol apresentou o calendário: Barroso tem vaga já aberta. Fux sai em abril de 2028. Cármen Lúcia sai em abril de 2029. Gilmar Mendes sai em dezembro de 2030. São 4 indicações em 4 anos. Mas ainda não acabou. Se a direita também tomar o Senado em 2026, abrem-se os caminhos para o impeachment de pelo menos 2 outros ministros: Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Os pedidos já existem. Estão na fila de Alcolumbre, juntando poeira faz tempo. “4 indicações + 2 impeachments = 6 cadeiras reconfiguradas em 4 anos. Um STF inteiro regenerado, devolvido à técnica jurídica e à Constituição, com 4 novos ministros que irão ditar o tom da instituição pelas próximas décadas”, calculou Dallagnol. O ex-procurador enfatizou que 2026 não é só mais uma eleição presidencial. “É a eleição que vai definir o FUTURO DO STF e do Brasil. Por isso a importância de a vaga do Barroso ficar aberta, um presidente de direita ganhar e o impeachment constitucional de Moraes e Toffoli avançarem após a direita tomar democraticamente o Senado.” Dallagnol concluiu afirmando que nunca, em nenhum momento da história republicana brasileira, uma eleição teve tanto peso sobre o Judiciário brasileiro e o futuro do país.
Messias conversa com Lula e magoado pede para sair da AGU
Jorge Messias encontra-se em situação deplorável, extremamente inconformado com sua rejeição pelo Senado Federal para ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O advogado-geral da União já comunicou ao presidente Lula sua decisão de deixar o comando da Advocacia-Geral da União (AGU). A conversa ocorreu no Palácio da Alvorada poucas horas após a derrota histórica no Senado. Segundo apuração, Messias teria informado a Lula que não terá condições de lidar diretamente com integrantes do Congresso e do Supremo que trabalharam ativamente contra sua nomeação. Entre as funções inerentes ao advogado-geral da União está despachar frequentemente com ministros do STF e manter interlocução com senadores, além de deputados e outras autoridades da República. O moço está bastante magoado.
Bolsonaro passa por nova cirurgia no ombro e Michelle pede orações
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou sua residência na manhã desta sexta-feira (1º/5) para se dirigir ao hospital DF Star, em Brasília, onde seria submetido a mais um procedimento cirúrgico, desta vez no ombro. Bolsonaro chegou à unidade de saúde antes das 7h. O ex-presidente passou por uma cirurgia de reparação do manguito rotador e lesões associadas no ombro. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro utilizou suas redes sociais para pedir orações pelo marido antes do procedimento: “Que Deus abençoe o nosso dia, amados! Já estamos a caminho do hospital. Peço aos meus irmãos em Cristo que orem pelo procedimento cirúrgico do meu galego. Cremos, pela fé, que já deu tudo certo! O Senhor é bom em todo tempo”, declarou Michelle. O ex-presidente tem histórico de diversos procedimentos médicos, muitos deles relacionados às sequelas do atentado à faca sofrido durante a campanha presidencial de 2018.
Assassino de menina de 13 anos é executado após quase 50 anos no corredor da morte nos EUA
Um homem condenado à morte em 1977 finalmente recebeu sua pena capital nesta quinta-feira (30 de abril). James Hitchcock, de 70 anos, passou quase cinco décadas no corredor da morte pelo assassinato brutal de uma garota de apenas 13 anos, sua própria sobrinha, Cynthia Driggers. A execução foi realizada por injeção letal na Penitenciária Estadual da Flórida, em Raiford, encerrando um dos casos mais longos de espera pela aplicação da pena capital no país. Em 2026, já foram realizadas dez execuções nos Estados Unidos, todas utilizando o método de injeção letal. Os números mostram uma tendência de aumento na aplicação da pena de morte no país. No ano anterior, 2025, um total de 47 presos foram executados, representando o maior número desde 2009, quando foram registradas 52 execuções. Os dados evidenciam um retorno mais intenso à aplicação da pena capital em território americano.
Assessor de Janones é exonerado após invadir entrevista ao vivo e gritar ‘Lula reeleito’ (Veja o vídeo!)
Bernardo Moreira Amado Bastos, assessor do deputado André Janones (Rede Sustentabilidade-MG), interrompeu de forma agressiva uma entrevista ao vivo do deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), líder da oposição na Câmara dos Deputados, durante transmissão de um telejornal. No momento da ocorrência, Cabo Gilberto respondia a um questionamento relacionado à atuação do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, e sua relação com a oposição. De maneira inesperada, o assessor invadiu a fala e gritou: “Anistia é o caralho, Lula reeleito”. A interrupção pegou os presentes de surpresa e causou imediata repercussão. Diante do ocorrido, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), aplicou aquilo que pode ser considerado a pior punição para um esquerdista: eliminou a “boquinha”, providenciando a exoneração do cargo que ocupava. Bernardo era secretário parlamentar. O cargo é de natureza comissionada e, em 2026, o salário registrado era de R$ 7.960,44. Fim da “boquinha”. Veja o vídeo:
Com a rejeição de Messias, Simone Tebet surge como opção para o STF e ganha força no governo Lula
O nome de Simone Tebet passou a ser citado no governo e no PT como alternativa para uma vaga ao Supremo Tribunal Federal (STF). Tebet conta com a simpatia tanto da cúpula da Casa Legislativa como de ministros do STF, como Gilmar Mendes e Flávio Dino. A aposta no Palácio do Planalto é de que a indicação poderia fazer o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) recuar da resistência inicial e marcar uma sabatina antes do processo eleitoral. Tebet ganhou a confiança de Lula (PT), que já afirmou ter se surpreendido com a fidelidade da ex-ministra. Lula não conhece Simone.
Lula avalia dar “prêmio de consolação” a Messias no Ministério da Justiça após derrota no Senado
O presidente Lula avalia nomear Jorge Messias para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, após a derrota do indicado no Senado Federal para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. O Ministério da Justiça é atualmente comandado por Wellington César Lima e Silva, que assumiu o cargo em janeiro. Lima e Silva vem sendo acusado de não ter atuado para que Messias fosse aprovado pelo Senado Federal na indicação para o STF. A lógica interna do governo petista é que a nomeação blindaria a imagem de Messias após a derrota, demonstraria deferência política de Lula ao aliado e o manteria em evidência para eventual nova indicação ao Supremo após outubro. Além disso, de forma crítica, a estratégia colocaria Messias em posição de “arrefecer a resistência ao seu nome no Poder Judiciário” através do relacionamento institucional entre o Ministério da Justiça e o STF. Enquanto isso, petistas aliados de Messias fazem “caça” a traidores dentro do próprio partido e chegaram até um ministro de Lula. O motivo da suposta traição contra Messias dentro do PT também foi divulgado. Aliados de Messias chegaram a cogitar acionar o próprio STF contra a decisão do Senado, mas a Corte se antecipou e divulgou nota sobre a decisão do Senado Federal.