O presidente Lula avalia nomear Jorge Messias para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, após a derrota do indicado no Senado Federal para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.
O Ministério da Justiça é atualmente comandado por Wellington César Lima e Silva, que assumiu o cargo em janeiro. Lima e Silva vem sendo acusado de não ter atuado para que Messias fosse aprovado pelo Senado Federal na indicação para o STF.
A lógica interna do governo petista é que a nomeação blindaria a imagem de Messias após a derrota, demonstraria deferência política de Lula ao aliado e o manteria em evidência para eventual nova indicação ao Supremo após outubro.
Além disso, de forma crítica, a estratégia colocaria Messias em posição de “arrefecer a resistência ao seu nome no Poder Judiciário” através do relacionamento institucional entre o Ministério da Justiça e o STF.
Enquanto isso, petistas aliados de Messias fazem “caça” a traidores dentro do próprio partido e chegaram até um ministro de Lula. O motivo da suposta traição contra Messias dentro do PT também foi divulgado.
Aliados de Messias chegaram a cogitar acionar o próprio STF contra a decisão do Senado, mas a Corte se antecipou e divulgou nota sobre a decisão do Senado Federal.
