Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (5) expõe a fragilidade eleitoral de Lula em um eventual segundo turno. Os números revelam empate técnico com praticamente todos os candidatos testados pelo instituto. Nas simulações de confronto direto, Flávio Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PSDB), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) aparecem no mesmo patamar que o petista, todos dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O instituto testou dois cenários distintos de primeiro turno: um com a participação de Ciro Gomes e outro sem o tucano na disputa. Cenário 1 (sem Ciro) Lula (PT): 40% Flávio Bolsonaro (PL): 34% Ronaldo Caiado (PSD): 5% Romeu Zema (Novo): 4% Renan Santos (Missão): 3% Augusto Cury (Avante): 1% Aldo Rebelo (DC): 1% Cabo Daciolo (Mobiliza): 1% Nulo/Branco: 6% Não sabe/não respondeu: 5% *Os pré-candidatos Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) não atingiram 1%. Cenário 2 (com Ciro) Lula (PT): 38% Flávio Bolsonaro (PL): 33% Ronaldo Caiado (PSD): 4% Ciro Gomes (PSDB): 4% Romeu Zema (Novo): 4% Renan Santos (Missão): 3% Augusto Cury (Avante): 1% Aldo Rebelo (DC): 1% Cabo Daciolo (Mobiliza): 1% Nulo/Branco: 6% Não sabe/não respondeu: 5% *Os pré-candidatos Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) não atingiram 1%. Simulações de segundo turno O Real Time Big Data testou cinco simulações de segundo turno, todas tendo o presidente Lula como adversário. O único candidato que supera o petista numericamente é o senador Flávio Bolsonaro, com um ponto percentual de vantagem, mas ainda empatado dentro da margem de erro. Confira os cenários testados: Lula (PT): 43% x 44%: Flávio Bolsonaro (PL) Lula (PT): 43% x 43%: Ciro Gomes (PSDB) Lula (PT): 43% x 42%: Ronaldo Caiado (PSD) Lula (PT): 43% x 39%: Romeu Zema (Novo) Lula (PT): 48% x 24%: Renan Santos (Missão)
Lula chega à Casa Branca no pior momento, e Donald Trump sabe disso
Lula embarca nesta quarta-feira (6) para Washington e se encontra com Donald Trump na Casa Branca na quinta-feira (7). O presidente brasileiro chega à capital americana em condição extremamente fragilizada. Lula vem de duas derrotas humilhantes no Senado Federal, e seu governo está envolvido em inúmeros escândalos: a farra do INSS, o rombo do Banco Master — tudo totalmente contaminado. O calendário eleitoral de outubro começa a ditar cada movimento. Trump recebe um interlocutor que precisa do encontro muito mais do que o anfitrião. A pauta confirma o desconforto. Em praticamente todos os temas relevantes, os dois presidentes estão em campos opostos. Lula deve oficializar a recusa brasileira à proposta americana de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. Venezuela e Cuba entram na agenda com Lula na posição de defensor da “soberania” e Trump na posição de quem derrubou Maduro e sufoca Havana. No Oriente Médio, Lula é crítico declarado de Netanyahu — e Trump considera o primeiro-ministro israelense um de seus principais aliados. Nas tarifas, o Brasil ainda enfrenta 50% de sobretaxa americana em vários produtos, sem perspectiva real de acordo. Há um elemento eleitoral que complica ainda mais a geometria do encontro. O PT queria usar a proximidade da família Bolsonaro com Trump como munição contra Flávio Bolsonaro — a narrativa do “entreguista”. A visita de Lula à Casa Branca paradoxalmente enfraquece esse argumento: se Lula vai ao mesmo Salão Oval, a fotografia do encontro nivela os adversários. Bolsonaristas já comemoram a reunião exatamente por isso. Lula foi ao encontro pensando em ganhar capital diplomático e pode sair tendo entregue capital eleitoral. A questão central não é o que os dois vão assinar — não há perspectiva de acordo em nenhum tema relevante. A questão é o que Trump vai cobrar publicamente e como Lula vai responder diante das câmeras. Trump tem histórico de confrontar líderes estrangeiros que criticaram sua política externa. Lula criticou abertamente a atuação americana no Oriente Médio e as posições de Netanyahu. Essa conta pode chegar na hora da coletiva. Um presidente eleitoralmente fragilizado, sem agenda positiva para fechar, em campo adverso em todos os temas e sob risco de confronto público com o anfitrião. É assim que Lula chega à Casa Branca.
Coligação improvável entre PL e PT termina em cassação de prefeito e vice no Maranhão
A controversa coligação formada entre o PL e o PT nas eleições municipais de 2024 na cidade de Estreito (MA) resultou na cassação dos mandatos de prefeito e vice-prefeita por decisão da Justiça Eleitoral. O prefeito Léo Cunha (PL) e a vice-prefeita Irenilde da Silva (PT) foram destituídos dos cargos por abuso de poder político e econômico durante a campanha eleitoral. A decisão foi proferida pelo juiz Bruno Nayro de Andrade Miranda, da 82ª Zona Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), e divulgada nesta segunda-feira (4). A sentença também anulou os registros de candidatura de ambos os investigados. O prefeito Léo Cunha foi considerado inelegível por 8 anos, devido à gravidade das ações praticadas durante a campanha. Já a vice-prefeita Irenilde da Silva não foi declarada inelegível, uma vez que foi considerada participante passiva nas irregularidades apuradas. A coligação entre os dois partidos de espectros ideológicos opostos havia chamado atenção desde sua formação, e agora termina com a cassação dos mandatos por práticas ilícitas durante o processo eleitoral.
Presidente do TST que se declarou ‘vermelho’ agora tenta se dizer imparcial
O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, afirmou agora que é um juiz imparcial e destacou seu longo histórico na magistratura. “Não sou um juiz parcial, não. Eu tenho 40 anos quase de história como magistrado. E eu sei o que a comunidade jurídica pensa a meu respeito. Podem não gostar de uma coisa ou outra, mas eles sabem que eu decido sempre com a técnica e com a minha maneira de interpretar a Constituição e as leis do país, sobretudo a CLT, um diploma”, declarou o magistrado. A declaração ocorre após polêmica gerada por afirmação anterior do próprio presidente do TST. Durante a conferência de encerramento do 22º Conamat, na sexta-feira (1º), em Brasília, o magistrado disse que existem dois tipos de juízes na Justiça do Trabalho. Ele denominou os magistrados de “vermelhos” e “azuis” e se declarou abertamente como um juiz “vermelho”. Ao se classificar como “vermelho”, o magistrado trabalhista acusou os juízes “azuis” de supostamente defenderem “interesses”. Na sua concepção de justiça, o magistrado afirmou que os “vermelhos” estariam a serviço de uma “causa”.
Lula enfrenta desgaste estrutural e Alckmin surge como plano B para 2026
Nos bastidores do governo Luiz Inácio Lula da Silva, o clima deixou de ser de controle e passou a ser de contenção de danos. Em Brasília, a percepção entre interlocutores políticos, parlamentares e até aliados históricos é direta: Lula entrou em um ciclo de desgaste que já não é mais episódico — é estrutural. A sequência recente de derrotas, ruídos institucionais e perda de coordenação política começou a produzir um efeito mais profundo do que aparenta na superfície. Não se trata apenas de dificuldades de governabilidade. Trata-se de enfraquecimento de autoridade. E, em política, quando a autoridade começa a ser questionada, o processo de substituição entra no radar — mesmo que de forma silenciosa. É nesse contexto que cresce, nos bastidores, uma conversa que até poucos meses atrás seria considerada improvável: a possibilidade de Lula não disputar a reeleição. Não é uma tese pública. Ainda. Mas já circula com consistência suficiente para ser levada a sério. A lógica por trás desse movimento é pragmática: evitar uma derrota eleitoral que encerraria de forma negativa um ciclo histórico de poder. Para isso, Lula precisaria de um elemento-chave — um pretexto narrativo. Algo que permita transformar uma eventual desistência em gesto estratégico. Pode ser saúde, pode ser “missão cumprida”, pode ser a necessidade de “renovação política”. O motivo específico é secundário. O essencial é a construção da justificativa. E é nesse ponto que surge um nome com força crescente: Geraldo Alckmin. Alckmin reúne atributos que, do ponto de vista político, são funcionais nesse cenário. Transita entre diferentes espectros, tem perfil moderado e previsível, é aceitável para setores do mercado e do centro político, e não representa ruptura — apenas uma continuidade com ajuste de tom. Na prática, seria uma solução de transição. Alguém capaz de preservar parte do capital político do grupo sem carregar integralmente o desgaste atual. Mas há um ponto crítico que não pode ser ignorado: substituir Lula não é uma decisão simples dentro do PT. Lula não é apenas um candidato — ele é o eixo central do projeto político. Retirá-lo da disputa exige uma combinação delicada de narrativa, timing e consenso interno. E isso, historicamente, nunca acontece sem tensão. Por isso, o que se vê agora não é uma decisão tomada. É um movimento em formação. A leitura mais realista é direta: Lula ainda é o plano A. Mas, pela primeira vez em muitos anos, o plano B deixou de ser apenas uma hipótese distante. E em Brasília, quando o plano B começa a ganhar forma, normalmente é porque alguém já percebeu que o plano A pode não chegar até o fim. Veja o vídeo:
PF e PGR fazem acordo para blindar delação no INSS contra manobras do STF
Um acordo entre a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal definiu que a delação de Maurício Camisotti vai recomeçar da estaca zero. A medida visa blindar o processo contra possíveis anulações ou arquivamentos no Supremo Tribunal Federal. O empresário, identificado como um dos cabeças do esquema de corrupção no INSS, entregou há algumas semanas ao ministro André Mendonça a proposta de delação premiada negociada com a Polícia Federal. Desde então, o material foi encaminhado a Paulo Gonet para análise da PGR, que passou a resistir em dar aval à delação. Diante do impasse, nos últimos dias, tanto investigadores da Polícia Federal quanto da PGR chegaram a um acordo que deve resultar, na prática, em um reinício das negociações. Já há entendimento de que será melhor que a delação seja articulada em parceria pelos dois órgãos, fortalecendo as provas e evitando pressões políticas para que as revelações de Camisotti não sejam anuladas ou enterradas no STF. Com isso, os anexos produzidos pelo empresário com seus advogados serão refeitos, agora com a participação da PGR e da PF, no mesmo modelo em que vem sendo negociada a delação de Daniel Vorcaro e de outros investigados no caso do Banco Master. Camisotti entregou políticos, ex-integrantes do governo Lula e uma série de figurões que faturaram com o desvio criminoso de aposentadorias no INSS. Sua delação é fundamental para compor o quadro completo do esquema de corrupção.
Cantor de pagode morre aos 27 anos após bater carro na traseira de caminhão em rodovia federal
O cantor Izac Bruno Coni Silva, conhecido artisticamente como Zau O Pássaro, morreu na manhã desta segunda-feira (4) após um grave acidente na BR-116, no trecho de Feira de Santana. O artista tinha 27 anos e era morador de Conceição do Almeida, no Recôncavo baiano. De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal, a colisão ocorreu por volta das 7h20, no km 436 da rodovia. O carro conduzido pelo cantor bateu na traseira de um caminhão que transportava televisores e estava parado no acostamento. O veículo de carga havia saído do Espírito Santo com destino ao Rio Grande do Norte. Zau O Pássaro não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local do acidente. Outras três pessoas que estavam no veículo ficaram gravemente feridas. As vítimas foram socorridas e encaminhadas ao Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), mas o estado de saúde delas não foi divulgado. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia atuaram no resgate, já que uma das vítimas ficou presa às ferragens. O Departamento de Polícia Técnica realizou a perícia no local do acidente. A Polícia Civil da Bahia investiga as circunstâncias da colisão.
Filho de prefeito mineiro morre em acidente aéreo em Belo Horizonte
O médico veterinário Fernando Moreira Souto, filho do prefeito de Jequitinhonha (MG), foi identificado como uma das vítimas fatais do acidente aéreo ocorrido nesta segunda-feira (4), em Belo Horizonte. Fernando atuava na gestão das propriedades e empreendimentos da família. Era o responsável direto pela administração de fazendas e de uma empresa de sal mineral, realizando viagens frequentes a negócios para gerenciar as operações do grupo familiar. Filho mais novo do prefeito Nilo e de Ana Maria Moreira Souto, Fernando também possuía trânsito no meio político local em função da atuação do pai, sendo descrito como uma “figura bem quista na região”. Fernando deixa dois filhos pequenos, um de quatro meses e outro que completou quatro anos no último mês. Em comunicado oficial, a Prefeitura de Jequitinhonha manifestou solidariedade aos familiares e informou sobre os procedimentos administrativos no município. Confira a nota na íntegra: “A Assessoria de Comunicação da Prefeitura Municipal de Jequitinhonha comunica, com profundo pesar, o falecimento de Fernando Souto Moreira, filho do Prefeito Municipal, Sr. Nilo Barbuda Souto, e da Sra. Ana Maria Moreira Souto. Neste momento de dor e consternação, a Administração Municipal se solidariza com o Prefeito, sua esposa, familiares e amigos, expressando as mais sinceras condolências e rogando a Deus que conforte a todos. Fernando deixa esposa e dois filhos. Em razão dessa irreparável perda, foi decretado luto oficial no Município de Jequitinhonha por 3 (três) dias, período em que as bandeiras serão hasteadas a meio-mastro em todos os órgãos públicos municipais. O expediente nas repartições públicas será disciplinado conforme decreto específico, resguardados os serviços essenciais. A Prefeitura de Jequitinhonha agradece as manifestações de apoio e solidariedade recebidas e reafirma sua solidariedade aos familiares por essa perda irreparável. Demais informações serão prestadas no decorrer do dia.”
Eduardo Bolsonaro volta ao cenário eleitoral e será candidato a suplente de senador em SP
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro está de volta ao cenário eleitoral e vai mudar o rumo da disputa senatorial em São Paulo. Ele será candidato a suplente de senador na chapa encabeçada pelo deputado estadual André do Prado, atual presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo. Segundo informações do jornalista Igor Gadelha, a decisão final foi tomada por Eduardo durante um encontro com Prado nos Estados Unidos, e deve ser anunciada na quinta-feira (7). Recentemente, André do Prado recebeu um importante reconhecimento de Flávio Bolsonaro durante discurso na Agrishow, maior feira do agronegócio do país, realizada em Ribeirão Preto (SP). “Queria saudar todas as autoridades aqui, nas figuras de três pessoas que vão fazer muito pelo estado de São Paulo, que são meus amigos (Guilherme) Derrite, André do Prado e o nosso governador, Tarcísio de Freitas. Esse estado que é tão pujante, assim como a cidade de Ribeirão Preto”, disse Flávio durante seu discurso. André do Prado assumiu o compromisso de votar com o bolsonarismo em pautas ideológicas no Senado, incluindo eventuais pautas anti-STF.
Alexandre de Moraes autoriza entrada de técnico em casa de Bolsonaro — mas impõe revista e retenção de eletrônicos
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a realização de um serviço técnico na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A medida permite a entrada de um profissional para manutenção do elevador do imóvel. A decisão foi tomada após solicitação da defesa, que informou a necessidade periódica do serviço. A visita do técnico está programada para ocorrer nesta terça-feira (5), seguindo os parâmetros definidos pela Justiça. No despacho, Moraes estabeleceu regras específicas para a execução do trabalho. “Para o autorizado pela presente decisão também deverá ser realizada vistoria prévia, sendo que celulares ou quaisquer outros aparelhos eletrônicos deverão ficar em depósito com os agentes policiais que estiverem realizando a segurança”, registrou o ministro no documento. Segundo os advogados do ex-presidente, o equipamento requer manutenção mensal, normalmente realizada no último dia útil de cada mês.