O procurador-geral de Justiça de Mato Grosso do Sul (MPMS), Romão Avila Milhan Junior, literalmente fugiu da imprensa para não comentar sobre a questão dos chamados ‘penduricalhos’. O MPMS desembolsou, ao longo de 2025, valores superiores a R$ 153 milhões com reembolsos, auxílios e vantagens concedidos a seus membros.
A decisão de um ministro do STF atinge diretamente as indenizações recebidas por promotores e procuradores estaduais. No caso de Mato Grosso do Sul, em dezembro do ano passado, 19 membros do órgão receberam remunerações que ultrapassaram R$ 300 mil — valor que supera em mais de seis vezes o teto constitucional do funcionalismo público, fixado em R$ 46,3 mil. Dezenas de outras autoridades do Ministério Público receberam pagamentos acima de R$ 200 mil no mesmo período.
Conforme noticiado, a reportagem do Midiamax abordou o chefe do Ministério Público durante a inauguração do novo prédio do Tribunal Regional Federal da 3ª Região em Campo Grande, na Avenida Ceará. Romão Avila recusou qualquer diálogo e declarou:
“Não vou falar nada sobre isso.”
Assessores do procurador-geral intervieram para impedir a continuidade da entrevista.
Veja o vídeo:
