Franklin Martins, ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social no segundo mandato de Lula, foi deportado do Panamá na última sexta-feira (6), direto do aeroporto, quando fazia conexão para a Guatemala.
Ao desembarcar no aeroporto panamenho, dois policiais à paisana conferiram o passaporte e, ao verificarem seu documento, pediram que os acompanhasse. A deportação ocorreu de forma imediata.
A imprensa noticiou o fato, mas poucos deram importância para a real motivação por trás da medida adotada pelas autoridades panamenhas.
O consultor internacional Julio Schneider esclareceu a situação:
“Franklin Martins, participante do sequestro do embaixador americano em 1968, foi preso no Panamá e deportado. As autoridades panamenhas tinham o registro do crime.”
“Enquanto no Brasil antigos guerrilheiros viraram comentaristas e figuras respeitáveis da política, fora do país o histórico continua sendo tratado pelo que é: participação em terrorismo.”
“O passado não muda só porque alguém decidiu reescrever a narrativa.”
A declaração de Schneider expõe a contradição entre o tratamento dado a ex-guerrilheiros no Brasil, onde muitos ocupam posições de prestígio, e a visão mantida por outros países, que preservam os registros criminais relacionados a atos de terrorismo.

