Durante a Operação Lava Jato, a Polícia Federal adotava a tática de liberar informações de forma fragmentada, enquanto parte dos investigados era monitorada. Os telefonemas assustados dos alvos revelavam os próximos passos das operações, permitindo que as investigações avançassem de forma estratégica.
Outro elemento importante eram as contradições que surgiam entre os depoimentos, como aconteceu no caso de Xerxes, que acabaram se tornando ferramentas investigativas decisivas.
Seguindo esse padrão histórico, a expectativa é que não haja delações imediatas no caso atual. A previsão é que os vazamentos dos três celulares apreendidos sejam liberados aos poucos, mantendo o escândalo alimentado e sob os holofotes da opinião pública.
A estratégia seria prolongar o gotejamento de informações até por volta de agosto. Somente quando o material dos aparelhos se esgotar é que as autoridades aceitariam acordos de delação premiada. A ordem esperada seria primeiro os outros nove réus do processo e, por último, Vorcaro.
