Autoridades dos Estados Unidos voltaram a afirmar, durante encontro com o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, que a gestão de Donald Trump pretende enquadrar o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.
A sinalização ocorre mesmo diante da resistência manifestada pelo governo Lula (PT).
Segundo o Departamento de Estado norte-americano, a eventual reclassificação tem como objetivo dificultar a atuação financeira dessas facções criminosas, que operam com grandes volumes de recursos por meio de esquemas de lavagem de dinheiro. A estratégia busca restringir o acesso dessas organizações ao sistema bancário internacional, criando barreiras mais rígidas.
Na prática, a medida incluiria o congelamento imediato de bens sob jurisdição dos Estados Unidos, além da proibição de qualquer tipo de apoio material por parte de indivíduos ou instituições vinculadas ao país. Com isso, a expectativa é limitar significativamente a capacidade operacional dos grupos.
Por outro lado, o governo Lula absurdamente avalia que essa mudança de postura por parte de Washington pode trazer implicações à segurança nacional. Integrantes da administração Lula consideram que a classificação abre margem para possíveis pressões externas, como sanções indiretas ou até mesmo interpretações que envolvam ingerência internacional.
