Eduardo Bolsonaro fez um contundente desabafo sobre o que chamou de “presente da Polícia Federal do Lula para Alexandre Ramagem”. O deputado federal afirmou que a atuação da PF acabou fortalecendo o pedido de asilo político do ex-diretor-geral da corporação.
Segundo Eduardo Bolonaro, o caso de Ramagem é provavelmente o asilo mais documentado do mundo, com até relatório da CCJ do Congresso para fortalecer a questão. “E a PF deu um maravilhoso tiro no pé agora”, disparou.
O filho do ex-presidente explicou que a perseguição contra Ramagem é tão notória que a própria polícia federal brasileira tentou deportar um brasileiro via ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA) de um caso em que as próprias autoridades brasileiras protocolaram um pedido de extradição contra Ramagem no Departamento de Estado.
Eduardo Bolsonaro ressaltou que, embora se trate de um processo subjetivo envolvendo diversas autoridades, algumas consequências são prováveis:
A polícia federal brasileira, com este recente caso envolvendo Ramagem, confirmou que há uma perseguição política em curso. Isso reforça que Ramagem é merecedor do asilo, ainda em análise pelas autoridades americanas.
A cooperação entre autoridades brasileiras e americanas já está prejudicada. Depois da confusão que a polícia federal brasileira provocou, os americanos deverão dar uma dupla checada antes de confiar nas informações vindas do Brasil, de maneira geral.
Há ainda a possibilidade de análise dos vistos americanos concedidos aos oficiais brasileiros da polícia federal. Foi amplamente divulgado na imprensa as declarações do diretor-geral da polícia federal, Andrei Rodrigues, juntamente com matérias informando que Ramagem foi monitorado nos EUA, ação para a qual o visto americano destes agentes, em tese, não permite tal atividade.
Eduardo Bolsonaro destacou que tudo isso ocorre no momento em que, pela primeira vez na história, o Brasil revogou o visto de um diplomata americano, Darren Beatie, sem uma explicação oficial plausível, algo totalmente inédito. Isso se soma às provocações públicas de Lula buscando conflito com Trump.
