Assim que tomou conhecimento de que o senador Alessandro Vieira havia pedido o seu indiciamento na CPI do Crime Organizado, o ministro Gilmar Mendes reagiu fazendo uma acusação sem provas:
“Quando vi meu nome inserido nessa tal lista de indiciados, por parte do relator deste caso, eu disse: ‘é curioso’. Ele se esqueceu dos seus colegas milicianos e decidiu envolver o STF por ter concedido um habeas corpus. Mas só esse fato narrado mostra exatamente que nós descemos muito na escala das degradações. Eu queria fazer este registro, porque reputo que a situação é grave e exige um posicionamento.”
Percebendo o erro, o magistrado mudou a estratégia e passou a questionar:
“Será que ele faz parte de alguma milícia?”
O parlamentar não se intimidou e reagiu atacando duramente:
“O ministro Gilmar Mendes reiterou suas ofensas e ameaças contra mim, usando desta vez o artifício tosco de a cada ataque alegar ser ‘uma hipótese’. O seu desequilíbrio vaidoso e agressivo e sua conduta incompatível com o cargo de ministro do Supremo não são hipóteses, são fatos. E fatos são uma coisa teimosa, pois apesar da intensa cortina de fumaça eles permanecem presentes. As consequências virão, se não agora, logo adiante.”
Essa briga vai longe…
