Policiais da Polícia Militar do Distrito Federal relataram episódios de ataques de cães durante a vigilância da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As ocorrências aconteceram na residência localizada em um condomínio no Jardim Botânico, em Brasília, enquanto os agentes realizavam o monitoramento externo do imóvel onde o ex-mandatário cumpre determinação judicial.
Segundo informações apuradas, dois cães sem raça definida — popularmente conhecidos como “vira-latas caramelo” — circulam livremente pela propriedade e já morderam policiais em pelo menos duas ocasiões distintas. Os animais permanecem soltos no local, exigindo atenção redobrada das equipes de segurança.
A atuação dos policiais ocorre exclusivamente nas áreas externas da residência. O efetivo se divide entre a parte frontal e os fundos do imóvel. Nos fundos, também há presença de agentes do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), órgão responsável pela segurança de ex-presidentes da República.
Relatos obtidos indicam que a presença constante dos cães interfere diretamente na rotina dos profissionais, dificultando a circulação e impondo riscos adicionais ao desempenho das atividades de vigilância ao longo dos turnos.

A estrutura disponível para os policiais é considerada limitada. Sem acesso ao interior da residência, os agentes contam apenas com um banheiro situado na parte dos fundos do terreno, o que restringe as condições básicas de apoio durante o serviço.
A falta de abrigo adequado também é apontada como um problema recorrente. Muitos profissionais permanecem em áreas como a garagem ou espaços externos, ficando expostos às condições climáticas e sem um local apropriado para descanso.
Em um dos depoimentos colhidos, um agente afirmou: “Não tem estrutura. A gente fica basicamente na rua ou na garagem. É uma situação bem complicada”, ao descrever as condições enfrentadas no local.
Jair Bolsonaro está em regime de prisão domiciliar desde o dia 27 de março, após receber alta hospitalar. A medida foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com duração inicial prevista de 90 dias.
Entre as restrições impostas pela decisão judicial estão a proibição do uso de telefone celular e limitações quanto ao recebimento de visitas, com a justificativa de “evitar risco de sepse e controle de infecções”.
