Um incidente grave envolvendo duas aeronaves comerciais ocorreu na manhã desta quinta-feira (30) no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Um avião da Azul e outro da Gol ficaram separados por apenas 22 metros na vertical, distância considerada perigosamente abaixo dos limites de segurança estabelecidos na aviação civil.
A ocorrência foi classificada tecnicamente como “perda de separação” e aconteceu durante operações simultâneas de pouso e decolagem. Enquanto um Boeing 737-800 da Gol, procedente de Salvador, iniciava seu procedimento de descida, uma aeronave da Azul recebeu autorização para ingressar na pista e decolar com destino a Confins, em Minas Gerais.
O problema surgiu devido a um atraso na resposta da tripulação do voo que partiria. Diante do risco de aproximação excessiva entre as aeronaves, o controlador de tráfego aéreo interveio rapidamente, ordenando a interrupção da decolagem e instruindo o piloto da Gol a realizar uma arremetida — manobra padrão em que o pouso é abortado para garantir a segurança.
Como a orientação inicial não foi confirmada de imediato, o controlador reforçou as instruções e solicitou que o avião em aproximação realizasse uma curva acentuada à direita, aumentando a distância entre as trajetórias.
O caso será investigado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), que deverá apurar as causas da falha inicial de comunicação e propor eventuais melhorias nos protocolos operacionais.
Em nota, a Gol informou que o voo G3 1629 realizou o pouso dentro do horário previsto e com total segurança, destacando que está colaborando com as investigações. Já a Azul afirmou que o voo AD6408 seguiu os procedimentos operacionais padrão e reforçou que a segurança é prioridade em suas operações.
A Aena, responsável pela administração do aeroporto, esclareceu que o controle do tráfego aéreo é atribuição do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), vinculado à Força Aérea Brasileira (FAB), que conduz a apuração do caso por meio do CENIPA.
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