Uma desconfiança generalizada tomou conta do Palácio do Planalto e abalou ainda mais a desgastada relação com integrantes da base aliada.
O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), negou que a bancada do partido tenha atuado contra a indicação de Jorge Messias e classificou as versões como “intriga” e “maledicência”:
“Aqueles que deveriam aprender com os erros estão afastando aliados ao tentar criar um ‘bode expiatório’ para a situação”
Renan Calheiros também negou traição:
“São improcedentes as ilações sobre o MDB e mentirosas as especulações sobre o meu voto, dos senadores Renan Filho e Eduardo Braga. Trabalhamos e votamos em Jorge Messias. Derrotas devem ensinar e não gerar efeitos lisérgicos vindos do cavalo de Tróia dentro do governo”.
Para piorar o cenário, a desconfiança atinge a própria bancada do PT e alguns ministros de Lula. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, teria feito “corpo mole”. O ministro José Guimarães, aquele que outrora ficou conhecido como “Capitão Cueca”, que assumiu o cargo há duas semanas, também foi duramente criticado. Aliados afirmam que a articulação do governo deveria ter agido para adiar a votação no plenário.
