A senadora Soraya Thronicke foi afastada pelo bolsonarismo quando aceitou ser candidata à Presidência em 2022. Ela não compreendeu que o partido a utilizou como estratégia política, já que nenhum outro parlamentar aceitaria arriscar seu capital político naquela disputa entre Lula e Bolsonaro. Ela aceitou, e seu partido garantiu posição no governo do PT, caso fosse eleito. A estratégia rendeu três ministérios ao partido: Turismo, Comunicação e Integração e Desenvolvimento Regional. Soraya não recebeu nenhum.
As pesquisas eleitorais sempre geram movimentações nos bastidores. Com Flávio Bolsonaro liderando em bons números atualmente, vários acordos ficam mais interessantes para o Centrão. Ninguém quer fazer acordo com quem está perdendo nas pesquisas, e o partido de Soraya na época preferiu se alinhar com o PT, mesmo que isso custasse a reputação da candidata. Não está claro se ela entendeu a articulação, mas aceitou.
Agora, sem a base bolsonarista que a elegeu, ela está tentando conquistar votos da centro-esquerda. Para isso, repete mantras e cria narrativas para tentar se validar à esquerda, mas sem qualquer representatividade com aquele espectro político.
A esquerda jamais votaria em Soraya e a direita já a descartou. Diante disso, ela tenta criar polêmica para não desaparecer do noticiário, como mostram os últimos acontecimentos:
Na CPI do INSS, gastou seu tempo elogiando o corte de um terno caro do depoente.
Na fase final da CPI do INSS, acusou sem provas, juntamente com Lindbergh Farias, o relator Alfredo Gaspar de estuprar uma vulnerável. Ambos estão sendo processados, e ela afirmou em entrevista que quem deve apresentar provas é o acusado e que, se for comprovada sua inocência, ela pedirá desculpas.
Na sabatina do Senado ao indicado de Lula ao STF, pediu para que ele não esquecesse dos amigos quando vestisse a toga, escancarando a parcialidade do cargo.
Recentemente, em entrevista, criou a teoria do “Golpe Parlamentar”, onde afirma que Bolsonaro a chamou na sala da Presidência da República e explicou seu plano de nomear 17 ministros do STF para “comandar esse país para sempre”.
Conversa fiada típica de quem precisa aparecer a qualquer custo.
