Uma análise do médico Pedro Possas aponta para possíveis rachaduras no que ele chama de “regime stf-petista”, expostas durante o processo de votação do caso Bessias para o Supremo Tribunal Federal.
Segundo Possas, há indícios de um alinhamento entre o senador Davi Alcolumbre e o ministro Alexandre de Moraes. Essa conclusão se baseia em informações sobre um jantar promovido por Moraes em sua residência, com a presença de Alcolumbre às vésperas da votação decisiva.
O Centrão, liderado por Alcolumbre, tinha preferência pela indicação de Rodrigo Pacheco ao STF. Possas sugere que Moraes também poderia compartilhar dessa preferência.
Na avaliação do analista, Moraes não é petista e, dado seu perfil desconfiado, pode suspeitar de envolvimento de Lula nas investigações que enfrenta atualmente. A presença de Bessias no STF, ao lado de ministros como Flávio Dino, Dias Toffoli e Edson Fachin – este último responsável pela soltura de Lula – poderia representar uma ameaça à autoridade de Moraes na corte, caso seguissem orientações lulistas.
A dupla Alcolumbre-Moraes demonstrou força política na votação. Lula, mesmo dispondo de 12 bilhões de reais, apoio de militância, sindicatos e pastores evangélicos aliados, não conseguiu fazer prevalecer sua indicação.
Pelos cálculos apresentados, a oposição não teria mais que 25 a 30 votos. Os votos adicionais – entre 12 e 17 – teriam vindo da bancada centrista alinhada a Alcolumbre.
Para Possas, Lula não governa mais efetivamente, tornando-se um “defunto insepulto”. Porém, alerta que se trata de um “defunto-zumbi que ainda exala mau cheiro e perigo”.
O analista adverte que esse grupo político não aceita derrotas pacificamente, levantando a possibilidade de que mortes suspeitas e distúrbios sociais possam ocorrer.
A análise se encerra com um chamado: “Com fé e coragem, sigamos na luta.”
Pedro Possas, Médico.
