A Polícia Federal realizou nesta terça-feira (5) mais uma fase da Operação Unha e Carne no Rio de Janeiro e cumpriu 7 mandados de prisão. Um dos alvos foi o deputado estadual Thiago Rangel.
Na decisão que autorizou a prisão do parlamentar foram apontadas mensagens com menções a “atos violentos” e intimidação que foram interceptadas pela Polícia Federal.
Em um dos trechos, em conversa com um aliado, Rangel afirma: “vou dar jeito nele” e, em seguida, menciona que enviaria uma “surpresa”, acrescentando: “depois de 12 tiros no portão o recado está dado”.
Em outra conversa, os interlocutores discutem uma ação para afastar um alvo. Um deles diz: “temos que arrancar a cabeça dele sem dar direito para ele”, enquanto outro responde: “vamos avaliar o melhor momento e tirar”.
Há ainda menções a um plano de intimidação com ataque ao carro da vítima. Em diálogo com Thiago Rangel, um aliado afirma: “o moleque vai bater na cara dele, vai dar tiro no carro dele”, ao descrever a estratégia para pressionar o afastamento da pessoa.
Em outras mensagens, os investigados falam em “arrancar a cabeça” de um alvo e em “orquestrar” uma ação, trechos que, segundo a Polícia Federal, indicam planejamento de violência para pressionar ou afastar pessoas de posições de interesse.
Para a PF, os diálogos reforçam o grau de organização do grupo e a utilização de ameaças como instrumento de atuação.
