A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) na quarta fase da Operação Unha e Carne. O crescimento patrimonial do parlamentar chama atenção: em apenas quatro anos, seus bens saltaram de R$ 92 mil para mais de R$ 3,1 milhões.
Em 2019, as declarações de Imposto de Renda mostravam que Rangel possuía R$ 92 mil em patrimônio. No ano seguinte, ao se candidatar à Câmara de Vereadores, já registrou um salto expressivo, fechando o ano com R$ 1,1 milhão em bens.
Entre as aquisições constavam uma casa com 534 m² em um condomínio em Campos, comprada por R$ 300 mil, além da entrada em uma sociedade de postos de gasolina avaliada em R$ 600 mil.
No primeiro ano como vereador, Thiago Rangel quase dobrou seu patrimônio e fechou 2021 com R$ 2 milhões em bens. O salário anual pago pela Câmara foi de R$ 156 mil brutos. Entre seus novos bens estavam um carro de luxo avaliado em R$ 550 mil, dois caminhões tanque e a participação societária em uma nova empresa de agenciamento de mão de obra por R$ 100 mil.
Em 2022, quando se lançou candidato a deputado estadual, Rangel fechou o ano com uma redução de patrimônio para R$ 1 milhão. Ele não participava mais da sociedade dos postos de gasolina e vendeu os caminhões que estavam em seu nome. Entretanto, criou sua empresa própria de combustível: a TH Participações, avaliada em R$ 100 mil.
Eleito para uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), o parlamentar voltou a ascender financeiramente, mais que dobrando o patrimônio ao fim de 2023 e ultrapassando R$ 3,1 milhões em bens. Naquele ano ele recebeu R$ 403 mil da Alerj e declarou que a TH Participações já valia quase R$ 2 milhões.
