Seria simples verificar se a servidora da Receita Federal realmente acessou os dados da esposa de Xerxes ou se realizou um atendimento presencial, conforme declarou em depoimento. A pergunta que se impõe, portanto, é: por que o foco recai justamente sobre essa servidora, que alegou ter seu login utilizado para acessar as contas? Segundo apuração, a intenção não é prender a servidora nem intimidar o funcionalismo público, mas sim demonstrar a ocorrência de uma invasão. Uma vez exposta a invasão, a informação obtida passa a ser classificada como ilícita. Sendo ilícita, essa informação não poderá ser utilizada em processos contra os sinistros. O resultado é uma blindagem jurídica estratégica para um futuro incerto.
Lula desvia das críticas e joga responsabilidade da homenagem carnavalesca no colo de dona Lindu — Veja o vídeo!
Neste domingo (22), Lula se esquivou das críticas relacionadas ao samba-enredo da escola Acadêmicos de Niterói, que prestou uma homenagem ao petista e foi rebaixada no Carnaval do Rio de Janeiro de 2026. Foi a primeira vez que Lula se manifestou sobre o assunto. O tema tornou-se alvo de críticas da oposição, que aponta que o tema do desfile e a ida de Lula ao Rio configurariam propaganda eleitoral antecipada. Em viagem oficial a Nova Déli, na Índia, Lula despistou e declarou que a homenagem se tratou de um tributo à sua mãe, dona Lindu, e não a ele. “Não sou o carnavalesco, não fiz o samba-enredo, não cuidei dos carros alegóricos, apenas fui homenageado numa música maravilhosa. Uma pena que minha mãe já morreu e não ouvisse. A música é uma homenagem à minha mãe, é a saga dela de trazer os filhos para São Paulo.”
A poucos meses da eleição e com Bolsonaro preso, Valdemar Costa Neto dispara frase que acende o alerta no PL
O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, fez uma declaração que acendeu o alerta neste domingo (22/2). Em suas palavras: “Todos no partido têm o direito de sugerir, indicar nomes para qualquer posição.” A declaração foi feita a poucos meses da eleição e com Jair Bolsonaro atrás das grades — circunstância que torna o timing da frase, no mínimo, revelador. A manifestação de Valdemar ocorreu justamente após Carlos Bolsonaro (PL) afirmar, no sábado (21/2), que seu pai estaria organizando uma lista de pré-candidatos ao Senado e aos governos estaduais.
Absolvido no STF, coronel vê Gonet se recusar a devolver armas apreendidas
A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se contra a devolução de armas e munições apreendidas com o coronel da reserva Cleverson Ney Magalhães, mesmo após a rejeição da denúncia apresentada contra ele no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF). O órgão defende que, antes de qualquer restituição, seja verificada a regularidade do registro do material bélico. Em parecer encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustentou que “não há nos autos, todavia, notícia sobre a existência de registro ou autorização para a posse das armas e munições arrecadadas”. Segundo ele, é imprescindível esclarecer esse ponto antes de definir o destino dos armamentos. Gonet destacou ainda que “a elucidação desse ponto revela-se necessária para definir a destinação do material bélico apreendido”, motivo pelo qual solicitou o envio de ofício à Polícia Federal para apurar se havia autorização válida para a posse das armas. O pedido de restituição foi protocolado pela defesa do militar após a Primeira Turma do STF rejeitar a denúncia apresentada contra ele, no contexto das investigações relacionadas aos atos de 8 de janeiro. Os advogados argumentam que, como a acusação não foi recebida, o coronel não chegou a se tornar réu na ação penal, o que afastaria a justificativa para manter a apreensão. Conforme consta nos autos, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, em 8 de fevereiro de 2024, foram recolhidos os seguintes itens: uma carabina Fuzil, modelo 77, calibre .38; uma carabina modelo 66, calibre .222R; uma arma Taurus calibre .38; onze munições calibre .38; além de duas caixas com 20 cartuchos cada, marca CBC, calibre 7,62x51mm. A decisão final sobre a devolução dependerá da análise do ministro relator Alexandre de Moraes, após eventual manifestação da Polícia Federal quanto à situação legal dos registros e autorizações do armamento.
Mendonça quebra o silêncio e nega motivação pessoal em decisão que restringiu acesso da cúpula da PF ao inquérito do Banco Master
Pela primeira vez, o ministro André Mendonça, do STF, se manifestou sobre a decisão de restringir o acesso da cúpula da Polícia Federal aos detalhes do inquérito do Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro — decisão que atingiu diretamente o diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues. O ministro negou motivação pessoal. Segundo a CNN, interlocutores do ministro afirmam que a medida não representa um ato específico contra o diretor-geral Andrei Rodrigues, mas sim uma técnica de compartimentação da informação adotada como padrão pelo magistrado em todos os processos sob sua relatoria. O objetivo declarado é proteger as informações e evitar vazamentos, permitindo que apenas investigadores diretamente ligados às diligências tenham acesso aos dados. A cúpula da PF, por sua vez, minimizou a decisão, afirmando também se tratar de um “padrão” que não trará mudanças ou prejuízos à investigação. Em sua primeira decisão como relator do Caso Master, na quinta-feira (19), Mendonça concedeu autonomia à PF na investigação que apura a fraude financeira. Ao mesmo tempo, limitou o acesso aos dados exclusivamente às autoridades e aos agentes policiais que atuam diretamente no caso, proibindo até mesmo o compartilhamento de informações com a chefia da corporação. Na decisão, Mendonça foi categórico: “Somente as autoridades policiais e agentes diretamente envolvidos na análise e condução dos procedimentos reciprocamente compartilhados é que devem ter conhecimento das informações acessadas, o que lhes impõe o dever de sigilo profissional, inclusive em relação aos superiores hierárquicos e outras autoridades públicas.” A determinação ocorreu em meio ao clima de desconfiança de parte do STF em relação à PF. O estopim foi a entrega, pelo diretor-geral da corporação, de um relatório ao presidente da Corte, Edson Fachin, contendo menções ao ministro Dias Toffoli encontradas no celular de Daniel Vorcaro. O episódio levou Toffoli a deixar a relatoria do Caso Master, sendo substituído por Mendonça na quinta-feira (12). Aliados do diretor-geral da PF também minimizaram a decisão do novo relator, confirmando tratar-se de um padrão que em nada alterará o curso da investigação.
Lula interrompe repórter da Globo em coletiva na Índia e rejeita formulação de pergunta
Durante entrevista coletiva realizada neste domingo (22), em Nova Delhi, na Índia, o presidente Lula protagonizou um momento de tensão ao contestar uma pergunta do jornalista Tiago Eltz, da TV Globo. O episódio ocorreu durante agenda oficial da comitiva brasileira no país asiático. Ao formular o questionamento, o repórter mencionou a política migratória do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descrita como uma das mais controversas no cenário interno americano, sobretudo no que se refere à deportação de imigrantes sem documentação regular ou com visto temporário. Eltz citou ainda uma declaração anterior atribuída a Lula sobre a possibilidade de “acertar de receber criminosos para o Brasil ou quem cometeu crime por lá”, sugerindo eventual disposição do governo brasileiro em acolher pessoas classificadas como criminosas pelas autoridades norte-americanas. O presidente interrompeu a pergunta e rejeitou a formulação apresentada. “Não, você não ouviu isso aqui”, afirmou. “Se eu aceito que você faça a pergunta do jeito que você está fazendo, dá a impressão que eu falei isso, eu não falei isso.” O jornalista tentou complementar o raciocínio, explicando que, sob a ótica de Trump, esses imigrantes seriam considerados criminosos, e mencionou também a hipótese de envio ao Brasil de envolvidos em crimes relacionados ao setor de combustíveis. Lula voltou a rebater a interpretação apresentada pelo repórter. “Não, não, não. Nós queremos é prendê-los. Eu não quero recebê-los, eu quero prendê-los”, declarou, enfatizando que a prioridade do governo seria responsabilizar suspeitos por eventuais ilícitos.
Briga entre aliados toma o X: Nikolas, Eduardo Bolsonaro e Mário Frias trocam ataques públicos
Uma disputa acirrada entre figuras da direita está dominando o X. Após crítica feita por Eduardo Bolsonaro, Nikolas Ferreira respondeu afirmando que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro “não está bem” e que não vai “perder tempo com essas divergências”. Logo depois, outros nomes resolveram se envolver na polêmica. O deputado federal Mário Frias comentou a situação com uma publicação direta: “Eduardo não deve estar bem, tenho certeza. Não deve ser fácil ter que lidar com alguém acusando ele de não ligar para o próprio pai, ainda mais se esse alguém só existe politicamente graças a ele.” Pablo Almeida, deputado estadual de Minas Gerais e braço-direito de Nikolas Ferreira, respondeu a Mário Frias publicando um vídeo, sem contexto, de Eduardo Bolsonaro falando sobre a situação do próprio pai. Veja: A publicação causou revolta generalizada no X. Veja as reações:
Fachin anula investigação sobre Toffoli no Caso Master e deputados cobram reação do Senado
Edson Fachin, atual presidente do Supremo Tribunal Federal, decidiu anular e remeteu ao arquivo a investigação sobre Dias Toffoli. Fachin era o relator da ação de Arguição de Suspeição de Toffoli no Caso Master — o processo denominado “AS 244”, classificado como “sigiloso”. A decisão é definitiva, sem possibilidade de recurso, e foi tomada no último sábado, dia 21 de fevereiro. A deputada Carol De Toni reagiu com crítica direta à movimentação no Judiciário: “Mais um capítulo de blindagem escancarada no topo do Judiciário. O presidente do STF, Luiz Edson Fachin, anulou e arquivou investigação da PF envolvendo o ministro Toffoli e o Grupo Master. Um acordo entre ministros retirou Toffoli da relatoria, mas garantiu a blindagem institucional, com direito até ao voto do ministro no caso. Que mensagem isso passa para o Brasil? O Senado precisa reagir contra esses abusos.” O deputado Nikolas Ferreira também se manifestou sobre o episódio: “Até quando você vai aguentar? Até quando você vai ver seu país ser dominado por essas pessoas? 01/03 — Acorda, Brasil.” Segundo informações divulgadas, um relatório da Polícia Federal entregue ao ministro André Mendonça — novo relator do Caso Master — revela que Daniel Vorcaro organizava festas sexuais para políticos e empresários poderosos. Os detalhes, nomes e relatos constam no livro Banco Master – O Caso Blindado Pelo STF. O valor da obra é promocional até o dia 1º de março. A editora disponibilizou frete grátis para todo o país.
Empresa de ônibus de São Luís convoca trabalhadores para acordos rescisórios em meio a crise financeira e deixa 15 bairros sem transporte
A Expresso Rei de França, anteriormente conhecida como 1001, reuniu funcionários na manhã deste sábado (21) para apresentar uma proposta de adesão voluntária a acordos rescisórios. O encontro, convocado pela própria direção da companhia, teve início por volta das 9h, na capital maranhense, em meio a dificuldades financeiras que afetam o sistema de transporte coletivo da Grande São Luís, no Maranhão. Parte dos trabalhadores optou por aceitar as condições oferecidas. Como consequência direta da reunião, a circulação de ônibus ficou comprometida, com diversos veículos permanecendo nas garagens e prejudicando o atendimento em ao menos 15 bairros da região metropolitana. Moradores de Ribeira, Viola Kiola, Vila Itamar, Tibiri, Cohatrac, Parque Jair, Parque Vitória, Alto do Turu, Vila Lobão, Vila Isabel Cafeteira, Vila Esperança, Pedra Caída, Recanto Verde, Forquilha e Ipem Turu ficaram sem transporte regular. Segundo relatos de empregados presentes, o acordo possibilita o saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a solicitação do seguro-desemprego. Contudo, valores referentes a salários em atraso, férias e tíquete-alimentação não estariam incluídos no pacote apresentado. Há ainda queixas de que, em determinados casos, o FGTS não é depositado há cerca de oito anos, sem que exista definição clara sobre a regularização desses montantes. Nem todos os trabalhadores aderiram à proposta. A situação funcional de quem decidiu permanecer na empresa ainda não foi detalhada oficialmente. Segundo funcionários, eventuais débitos trabalhistas deverão ser cobrados judicialmente. Uma equipe da TV Mirante esteve na sede da empresa, mas o gerente não concedeu entrevista. Em nota oficial, a Expresso Rei de França declarou: “A empresa esclarece que não houve decretação de falência, permanecendo suas atividades em funcionamento e adotando medidas administrativas necessárias para a reorganização operacional diante do atual cenário enfrentado pelo sistema de transporte público urbano. Na manhã desta data foi realizada reunião com trabalhadores de todos os setores da empresa, em ambiente transparente e de diálogo aberto, com o objetivo de apresentar a realidade operacional vivenciada e discutir alternativas responsáveis voltadas à proteção social dos colaboradores e à continuidade do serviço prestado à população. Como medida excepcional e de caráter humanitário, foi apresentada a possibilidade de adesão voluntária a acordos rescisórios, permitindo aos trabalhadores acesso imediato a mecanismos legais de proteção social, como saque do FGTS e habilitação ao seguro-desemprego, garantindo amparo mínimo neste momento de transição. A atual situação financeira enfrentada pela empresa decorre, em grande parte, das dificuldades estruturais vivenciadas pelo sistema de transporte coletivo, especialmente em razão de atrasos e ajustes realizados nos repasses de subsídios públicos destinados à manutenção do equilíbrio econômico-financeiro da operação. Tais recursos possuem finalidade específica vinculada ao custeio da operação e à manutenção dos empregos, conforme reiteradamente reconhecido em decisões judiciais de instâncias superiores, razão pela qual oscilações ou retenções nesses repasses impactam diretamente a capacidade operacional das concessionárias. A empresa permanece em diálogo institucional permanente com o Poder Público, sindicatos e autoridades competentes, buscando a regularização dos fluxos financeiros necessários à normalização das atividades e à preservação dos postos de trabalho. Reafirmamos nosso compromisso com os trabalhadores, com os usuários do transporte público e com a continuidade de um serviço essencial à cidade.” O impasse atual ocorre após uma sequência de paralisações envolvendo a antiga 1001. A primeira greve teve início em 14 de novembro de 2025, motivada por atrasos salariais e ausência de pagamento de benefícios como plano de saúde e tíquete-alimentação. O movimento durou 12 dias e só foi encerrado após decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região (TRT-MA), que determinou à Prefeitura de São Luís o repasse integral de subsídio às empresas para viabilizar o pagamento dos salários. Na ocasião, a prefeitura sustentou que os subsídios não eram destinados diretamente aos motoristas para quitação de vencimentos, argumento que gerou controvérsia e contribuiu para o prolongamento da crise. A segunda paralisação ocorreu em 24 de dezembro, véspera do Natal, quando a categoria alegou não ter recebido o 13º salário, o adiantamento salarial e o tíquete-alimentação. Ao todo, 162 veículos deixaram de circular. A normalização aconteceu apenas no dia 28 de dezembro, após acordo firmado com o Sindicato das Empresas de Transporte (SET), que assegurou o pagamento sem descontos relativos aos dias parados. Paralelamente, seguem as negociações para a Convenção Coletiva de Trabalho de 2026. Em novembro de 2025, o Sindicato dos Rodoviários do Maranhão apresentou proposta ao SET. Desde então, reuniões vêm sendo realizadas, mas, segundo o presidente do sindicato, Marcelo Brito, não houve avanços concretos. Ele afirma que a única sugestão da parte patronal foi dividir a convenção entre trabalhadores do sistema urbano e do semiurbano, medida rejeitada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (STTREMA). Com o prazo para o fechamento da nova convenção se aproximando do fim, a categoria não descarta a possibilidade de paralisação total do transporte público na Grande São Luís, caso não haja acordo satisfatório.
Tribunal derruba ordem de remoção e post de Flávio Bolsonaro chamando PT de ‘Partido dos Traficantes’ permanece no ar
O desembargador Eustáquio de Castro, integrante da 8ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), suspendeu a decisão que obrigava a plataforma X, antigo Twitter, a excluir uma publicação do senador Flávio Bolsonaro (PL). No conteúdo, o parlamentar se refere ao PT, legenda do presidente Lula, como “Partido dos Traficantes”. A postagem foi feita no contexto da megaoperação realizada nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, em 28 de outubro de 2025. Ao analisar o recurso, o magistrado entendeu que não ficou configurado “grave dano, de impossível reparação” que justificasse a concessão de tutela de urgência para a retirada imediata do conteúdo. Com isso, a discussão sobre a permanência ou não da publicação deverá ser resolvida apenas no julgamento final da ação. Até lá, o post permanece disponível. Na decisão, o desembargador registrou: “Não vislumbro a presença de risco de dano grave, de difícil ou impossível reparação apto ao deferimento da tutela de urgência para retirada das publicações, haja vista ainda não estarmos em período eleitoral, além de o agravo de instrumento ser recurso de rápida tramitação perante esta relatoria”. O magistrado também mencionou entendimento semelhante aplicado ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), cuja publicação no mesmo sentido foi mantida. Castro citou decisão do desembargador Fabrício Fontoura, que alertou para a necessidade de evitar uma “vulgarização das medidas de indisponibilização, transformando o Poder Judiciário em instrumento de censura a opiniões políticas”. A decisão liminar de primeira instância, agora suspensa, havia classificado a postagem “como hábil a causar transtornos e prejuízos à honra do Partido dos Trabalhadores”, considerando-a mera opinião pessoal desvinculada da atividade parlamentar, o que justificaria sua remoção. Com a nova determinação, tanto o conteúdo publicado por Flávio Bolsonaro quanto o de Nikolas Ferreira permanecem ativos até a análise definitiva do mérito. Ainda não há data prevista para o julgamento final. O Partido dos Trabalhadores move outras ações semelhantes, questionando o uso da expressão “PT — Partido dos Traficantes” em publicações de parlamentares. Entre os citados nos processos estão os deputados federais Bia Kicis (PL-DF), Gustavo Gayer (PL-GO) e Carlos Jordy (PL-RJ).