O relatório da Polícia Federal indica que, além de trocas de mensagens, há registros de telefonemas entre o ministro do STF Alexandre Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro. A PF também anotou um convite para a festa de aniversário do ministro e conversas nas quais Vorcaro faz referência ao resort Tayayá. Mensagens trocadas entre Vorcaro e seu cunhado Fabiano Vettel revelam discussões sobre pagamentos à empresa Maridt, que era controlada por parentes do ministro. O relatório, com cerca de 200 páginas, foi elaborado principalmente a partir da extração de dados do celular de Daniel Vorcaro. Diante desses achados, o diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregou pessoalmente o material ao presidente do Supremo Tribunal Federal na última segunda‑feira. A PF apresentou uma arguição de suspeição contra o magistrado. Toffoli aguarda manifestação da Procuradoria‑Geral da República para definir sua postura no caso. Na arguação são citados artigos da Lei Orgânica da Magistratura e do regimento interno do STF. Toffoli não pretende desistir do processo. Em nota enviada pelo seu gabinete na noite de quarta‑feira, o ministro qualificou as acusações como mera “ilação”. Além das conversas entre Toffoli e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, a PF passou a investigar repasses realizados pela empresa Maridt Participações – que chegou a ser sócia do resort Tayayá – ao magistrado. A Maridt pertence oficialmente a dois irmãos de Toffoli, o padre José Carlos e o engenheiro José Eugênio. Em 2025, a empresa vendeu sua participação de um terço no resort ao fundo Arleen, que integra a estrutura controlada pelo Master. Um dos sócios da Maridt no empreendimento era o pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.
Morre o ator que brilhou em “Ensina-me a Viver”
Uma longa batalha contra uma doença que nunca foi revelada acabou tirando a vida do ator americano Burd Cort, aos 77 anos. No cinema, Cort foi eternizado como Harold, um rapaz mórbido atormentado por ideações suicidas, que aprende a apreciar a vida ao comparecer ao funeral de um desconhecido e conhecer Maude (Ruth Gordon), sobrevivente do Holocausto que exibe vivacidade e ousadia, apesar das rugas. O jovem de 20 anos apaixona‑se pela senhora de 79 anos em “Ensina-me a Viver”. A paixão é mútua e embalada por algumas das melhores canções de Cat Stevens, como “Miles from Nowhere” e “On The Road To Find Out”. Pelo trabalho, Cort foi indicado ao troféu de revelação do BAFTA, o Oscar do Reino Unido. Desde então, o ator manteve carreira estável e colaborou com Michael Mann, Wes Anderson e Tobe Hooper. Seu papel mais recente em um longa‑metragem foi como narrador da versão em inglês de “O Pequeno Príncipe” (2015).
PF pede suspeição de Toffoli após mensagens de Vorcaro o citarem (VEJA O VÍDEO)
A Polícia Federal (PF) apresentou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, um pedido formal de suspeição contra o ministro Dias Toffoli, relator das investigações sobre fraudes no Banco Master. A medida foi tomada depois que peritos da PF identificaram, nas mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro durante a operação Compliance Zero, referências ao nome de Toffoli. No documento entregue ao STF na segunda‑feira, dia 9, a corporação argumentou que tais referências podem comprometer a imparcialidade do ministro no processo. O caso segue em sigilo, cabendo agora ao presidente Fachin decidir se Toffoli permanecerá como relator ou será afastado. O pedido foi enviado diretamente ao presidente da Corte, que determinou a notificação de Toffoli para que ele se manifeste nos autos, exigência processual prévia a qualquer decisão sobre a suspeição. Em nota, a defesa de Toffoli classificou o pedido como “ilusório” e alegou que a PF não tem legitimidade para requerer a suspeição, pois não é parte no processo, conforme o Código de Processo Civil. O ministro afirmou que apresentará sua posição ao presidente da Corte acerca das menções encontradas nas mensagens. O episódio intensifica o escrutínio sobre a condução de Toffoli no caso, que já era alvo de críticas após revelações de investimentos e relações financeiras entre fundos vinculados ao Banco Master e empreendimentos. Veja o vídeo:
Toffoli admite ter recebido dinheiro e lança desculpa esfarrapada
O ministro Dias Toffoli admitiu que recebeu recursos da empresa Maridt, que vendeu sua participação no resort Tayayá em 2021 a um fundo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro. Ele explicou que, na época, era sócio da empresa juntamente com outros familiares. Mônica Bergamo detalhou a versão apresentada pelo magistrado: “A explicação foi dada por ele a interlocutores depois que a Polícia Federal passou a apurar a transferência de recursos para o magistrado. É a primeira vez que o magistrado detalha seu envolvimento com o resort e a companhia dos irmãos. De acordo com a explicação dada por Toffoli, ele é sócio há vários anos da Maridt, que seria uma típica empresa familiar. Seu nome não aparece nos documentos públicos da empresa, porque ela é uma Sociedade Anônima de livro, em que o nome dos acionistas não é acessível a terceiros, como nas companhias abertas. Por isso apenas o nome de dois de seus irmãos é público, por serem eles os administradores da empresa. De acordo ainda com Toffoli, todas as transferências de recursos, feitas ao longo de diversos anos, foram lícitas e declaradas à Receita Federal. Têm origem e destino rastreáveis. A Maridt era dona de 33 % do resort Tayayá, que foi vendido em 2021 para o fundo Arleen, parte de uma teia controlada pelo banco Master. O ministro afirmou aos interlocutores que o próprio fundo já vendeu as ações para terceiros, com lucro. O negócio, portanto, teria sido lícito. Na época, Vorcaro não frequentava as páginas policiais e era considerado um banqueiro em ascensão. O ministro apontou ainda nos diálogos que todos os pedidos feitos pela Polícia Federal contra Vorcaro foram deferidos por ele — entre outros, novas buscas e apreensões nas investigações que apuram irregularidades na condução do Master. Por que isso não foi mencionado antes? Em mensagens no celular de Vorcaro, Toffoli menciona pagamentos; a Polícia Federal fez pedido contra o ministro, que reagiu imediatamente, e há quem exija seu afastamento e investigação imediata.
PF expõe omissão de Gonet e deixa PGR em vergonha monumental
Um texto publicado pelo advogado Enio Viterbo denuncia a total ausência do Procurador‑Geral da República, Paulo Gonet, no caso que envolve o ministro Dias Toffoli. Segundo Viterbo, Gonet foi omisso, obrigando a Polícia Federal a assumir funções que cabiam ao PGR. Prestem muita atenção aqui: Toffoli aceita levar o caso do Master para o STF por uma justificativa aleatória, A imprensa revela que a família de Toffoli fez negócios com a família de Vorcaro, A imprensa descobre que um familiar de Toffoli, envolvido nessas negociações milionárias, tem uma vida de classe média baixa (?!), A imprensa diz que a PF relata nos bastidores que a situação de Toffoli como relator é insustentável, Toffoli manda que a PF entregue todo o material apreendido com investigados no caso Master de forma lacrada e ainda designa os peritos da PF que deveriam acessar o conteúdo, A PF descobre que existem conversas no celular de Vorcaro que envolvem o próprio Toffoli e leva tudo para o presidente do STF, A PF pede a suspeição de Toffoli! Notou alguma ausência? O PGR, Paulo Gonet, não levantou um dedo. O juiz do caso está diretamente envolvido em conversas no celular do investigado e o Paulo Gonet foi tão omisso que a própria PF teve que apresentar um pedido de suspeição. A PF esfregou a cara de Gonet no chapisco. Que fique marcado: tivemos um PGR tão ausente que a PF passou por cima dele. Cuidado, Gonet. Daqui a pouco a PF pode começar a apresentar denúncias em seu lugar (aí talvez você vá curtir umas férias no Tayaya).
Mensagens no celular de Vorcaro mostram Toffoli citando pagamentos
A Polícia Federal periciou o celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, e encontrou mensagens que mencionam pagamentos ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli. O primo de Vorcaro, Fabiano Zettel, também investigado, aparece nas mensagens fazendo referência a esses pagamentos. As informações apontam para, pelo menos, três novas frentes de apuração que envolvem o ministro Toffoli, relator do caso no STF, bem como outras pessoas, com ou sem foro privilegiado. Todo o material foi entregue ao ministro Edson Fachin. Segundo a reportagem, Toffoli não tem mais condições de permanecer como ministro do STF.
Pedro Turra é denunciado e pode ser condenado a até 30 anos de prisão
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ofereceu, nesta quarta‑feira (11), denúncia contra Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, por homicídio doloso (quando há intenção de matar) motivado por motivo fútil. Com a nova tipificação criminal, Turra, se condenado, poderá cumprir pena de até 30 anos de prisão. O MPDFT também requer que o denunciado seja condenado à reparação de danos morais à família da vítima, fixando o valor mínimo em R$ 400 mil. O ex‑piloto da Fórmula Delta está preso preventivamente desde 30 de janeiro pela morte do adolescente Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16 anos.
PF pede suspeição de Toffoli e ministro reage de imediato
A Polícia Federal solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, a suspeição do ministro Dias Toffoli nas investigações que envolvem o Banco Master. Toffoli reagiu imediatamente. Em nota, o ministro classificou o pedido como “ilações” e afirmou que apresentará resposta formal ao presidente da Corte. A solicitação da PF foi encaminhada a Fachin após a menção a Toffoli em novos elementos descobertos na apuração. Toffoli argumenta, contudo, que a Polícia Federal não poderia sequer solicitar a suspeição, por não ser parte no processo. “O gabinete do Ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações. Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145 do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte”, diz a nota. Toffoli precisa ser afastado e investigado imediatamente. Dias Toffoli e a mulher de César (veja o vídeo). Enfim, surge o teor da conversa de Lula com Toffoli sobre o caso Banco Master.
Toffoli deve ser afastado e investigado imediatamente
O ministro Dias Toffoli está envolvido até o pescoço no caso do Banco Master. Não resta dúvida sobre sua participação. Conforme divulgado pelo Uol, o material obtido pela Polícia Federal pode abrir, no mínimo, três novas frentes de apuração. Além de Toffoli, os registros de Vorcaro apontam conversas com outras pessoas que também gozam de foro privilegiado. É imprescindível que o Senado tome providências. A preocupação maior é a possibilidade de que uma dessas autoridades seja, justamente, o presidente do Senado. A situação do país se mostra extremamente delicada, com contaminação generalizada. Gonçalo Mendes Neto. Jornalista.
PF entrega ao STF material com conversas entre Toffoli e Vorcaro
A Polícia Federal encaminhou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, solicitações para novas investigações relacionadas ao banco Master. O material contém dados extraídos dos dispositivos eletrônicos apreendidos de Daniel Vorcaro, proprietário da instituição financeira, e aponta para ao menos três novas frentes de apuração que mencionam o ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF, além de outras pessoas, com ou sem foro privilegiado. O diretor‑geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, entregou o material pessoalmente a Fachin na segunda‑feira (9), em reunião registrada na agenda oficial do presidente do Supremo. A corporação aguarda agora o “encaminhamento técnico e jurídico” para prosseguir com cada uma das averiguações propostas. Entre os elementos encontrados nos dispositivos de Vorcaro estão conversas mantidas entre o empresário e o ministro Toffoli. Essa constatação acrescenta complexidade ao caso, já que Toffoli é o relator de uma das investigações sobre o banco Master no STF. O material apreendido com Vorcaro também menciona integrantes do Congresso Nacional. A PF espera orientações do presidente do Supremo sobre como proceder com os novos pedidos investigativos e sobre a análise do conteúdo que cita diretamente o ministro Toffoli. A atuação de Toffoli no caso tem gerado questionamentos desde o início das investigações. As dúvidas aumentaram após a descoberta de que a família do ministro possui participação em um resort que realizou transações financeiras com fundos vinculados ao banco Master. A revelação das conversas entre o ministro e o dono do banco adiciona um novo elemento ao cenário institucional. O STF apresenta divergências internas sobre como lidar com a situação. Desde o começo das investigações, o ministro Toffoli tem afirmado que não há motivos para se declarar impedido de julgar o processo principal envolvendo o banco Master sob sua relatoria, que trata, sobretudo, da tentativa de aquisição da instituição financeira pelo Banco de Brasília (BRB).