O advogado Martin de Luca, que representa a plataforma Rumble e a Trump Media — empresa ligada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — criticou duramente a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que rejeitou um pedido da Justiça norte-americana para intimar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes em uma ação movida nos Estados Unidos. O caso envolve acusações de que o magistrado brasileiro teria determinado medidas que resultaram no bloqueio de perfis de usuários residentes nos EUA em plataformas digitais sediadas naquele país. A solicitação de intimação foi encaminhada à Justiça brasileira por meio de uma carta-rogatória enviada ao STJ em agosto. Após a decisão da corte brasileira de negar o pedido, De Luca utilizou as redes sociais para manifestar sua reação e questionar o procedimento adotado pelo tribunal. “O Superior Tribunal de Justiça (STJ) do Brasil teria bloqueado um pedido de um tribunal federal dos EUA para citar o juiz Alexandre de Moraes no caso Rumble por meio da Convenção de Haia sobre a Citação e Notificação de Documentos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil ou Comercial”, afirmou o advogado. Além disso, ele criticou o fato de a análise ter ocorrido de forma reservada. “Ainda mais extraordinário é que a decisão foi tomada em um procedimento sigiloso e a portas fechadas”, declarou. A ação tramita na Justiça da Flórida, onde a Rumble e a Trump Media acusam Moraes de impor bloqueios considerados ilegais contra contas de usuários residentes em território americano. Segundo as empresas, as determinações teriam atingido plataformas digitais que também operam a partir dos Estados Unidos. De Luca argumentou que o mecanismo utilizado no pedido faz parte de acordos internacionais de cooperação jurídica entre países. Para ele, a utilização da Convenção de Haia deveria ser tratada como um procedimento rotineiro entre sistemas judiciais. “A Convenção de Haia sobre a Citação e Notificação de Documentos Judiciais e Extrajudiciais em Matéria Civil ou Comercial existe para que tribunais de um país possam notificar formalmente réus em outro país sobre processos judiciais. Ela se destina a ser um ato rotineiro de cooperação judicial — não uma decisão política”, afirmou. O advogado também levantou questionamentos sobre a transparência da decisão brasileira e indicou que o processo nos Estados Unidos continuará em andamento. “Usar um procedimento secreto para impedir que Moraes sequer receba notificação de um processo levanta sérias questões sobre transparência e o Estado de Direito. E isso não interrompe o caso. O processo nos Estados Unidos continua. Se um juiz estrangeiro enviar ordens extraterritoriais por e-mail para censurar usuários americanos que publicam discursos lícitos em território americano usando plataformas americanas, ele deverá, em última instância, responder perante um tribunal”, declarou. A decisão do STJ seguiu manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que recomendou a rejeição da carta-rogatória. O órgão argumentou que protocolos internacionais de cooperação jurídica impedem o andamento de ações judiciais que tenham como alvo magistrados estrangeiros por decisões tomadas no exercício de suas funções.
Moraes autoriza saída temporária de condenado pelo assassinato de Marielle para biópsia em hospital particular
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou que o ex-policial militar Robson Calixto Fonseca, condenado por participação no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, deixe temporariamente a prisão para realizar uma biópsia em um hospital da rede privada. Calixto cumpre pena de 9 anos de reclusão em regime fechado após ser condenado pelo crime de associação criminosa no caso. A defesa do ex-militar afirma que ele desenvolveu câncer de próstata e, por esse motivo, solicitou medidas alternativas de cumprimento de pena. Antes mesmo do julgamento do caso, realizado nos dias 24 e 25 de fevereiro, os advogados haviam pedido a concessão de prisão domiciliar humanitária, argumento que foi rejeitado por Moraes naquela ocasião. Posteriormente, uma junta médica foi designada para avaliar o estado de saúde do condenado. O relatório elaborado pelos especialistas apontou a necessidade da realização de uma biópsia para investigar o quadro clínico, mas não recomendou a transferência para prisão domiciliar. Diante da conclusão médica, a defesa de Calixto apresentou recurso questionando o laudo, solicitando a formação de uma nova junta médica e reiterando o pedido de cumprimento da pena em casa. “O laudo da junta foi absolutamente insatisfatório, pois não realizou a devida avaliação do quadro clínico e a compatibilidade com a medida privativa de liberdade”, afirmou a defesa do condenado. Os advogados também criticaram a ausência de informações detalhadas no relatório. “A junta não falou sobre a compatibilidade entre o tratamento e a prisão, qual seria o tipo de tratamento mais recomendável, se o tratamento seria feito em hospital ou em outro local, se o tratamento seria viável no estabelecimento prisional, além de outras informações e análises adequadas e necessárias”, argumentaram. Na decisão assinada na quinta-feira (5/3), o ministro Alexandre de Moraes manteve o entendimento de que não há elementos que justifiquem a concessão de prisão domiciliar no momento. “Em que pese a defesa ter juntado documentos para comprovar o alegado, não se verifica qualquer situação que impossibilite o cumprimento de pena em unidade prisional, tampouco configura-se importante situação superveniente a autorizar a excepcional concessão de prisão domiciliar humanitária, inclusive com a notícia de que não há ‘necessidade de troca do regime vigente para prisão domiciliar, nesta fase de investigação clínica’”, sustentou o ministro. Apesar de negar a mudança de regime, Moraes autorizou que Calixto seja conduzido para realizar o exame necessário fora da unidade prisional. “Por outro lado, verifico não haver óbice à autorização para que o réu possa sair da unidade prisional para realizar o procedimento de biópsia na rede particular de saúde”, observou o magistrado.
Irã define novo líder supremo, mas mantém identidade em sigilo após morte de Khamenei
O Irã já definiu quem será o novo líder supremo do país, porém a identidade do sucessor ainda não foi anunciada oficialmente. A decisão foi tomada neste domingo (8) pela Assembleia de Peritos, órgão responsável por escolher a maior autoridade política e religiosa da República Islâmica. A escolha ocorre após a morte do aiatolá Ali Khamenei, que comandou o país por 37 anos. Ele morreu em 28 de fevereiro, no início do conflito militar envolvendo forças dos Estados Unidos e de Israel contra o território iraniano. Apesar da decisão já ter sido tomada internamente, o nome do novo líder ainda não foi apresentado ao público. A confirmação da escolha foi feita por integrantes da própria assembleia responsável pelo processo sucessório. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo. “O candidato mais apropriado foi nomeado”, afirmou Mohsen Heydari, representante da província de Khuzestão na Assembleia de Peritos, em declaração divulgada pela agência estatal iraniana Irna. Outro membro do colegiado, Mohamad Mehdi Mirbagheri, também confirmou em um vídeo divulgado pela agência Fars que uma pessoa já foi oficialmente indicada para assumir a liderança suprema do país. Após a morte de Khamenei, o clérigo e político Alireza Arafi vinha exercendo funções de liderança interina enquanto o processo de sucessão era conduzido pelas autoridades religiosas. A definição do novo líder ocorre em um momento de forte tensão política e militar entre o Irã e potências ocidentais. O país enfrenta pressões externas enquanto o conflito na região continua em escalada. De acordo com informações divulgadas por agências de notícias iranianas, a pessoa escolhida para ocupar o cargo provavelmente é alguém que enfrenta oposição aberta dos Estados Unidos. Em declaração divulgada pela agência semioficial Nour News, o aiatolá Mohsen Heidari afirmou que a postura americana acabou influenciando indiretamente a decisão da assembleia. Segundo ele, o país que chamou de “Grande Satã”, expressão frequentemente usada por autoridades iranianas para se referir aos Estados Unidos, teria prestado “uma espécie de serviço” ao criticar publicamente determinados nomes considerados para a sucessão. As declarações fazem referência a posicionamentos do ex-presidente americano Donald Trump, que classificou como “inaceitável” a possibilidade de Mojtaba Khamenei, filho do líder falecido, assumir o comando supremo do Irã. “Alguém que enfrenta a oposição do inimigo tem maior probabilidade de ser benéfico para o Irã e para o Islã”, afirmou Heidari ao comentar o processo de escolha do novo líder. Agora, a confirmação oficial depende de um anúncio público que deverá ser feito por Hosseini Bushehri, chefe do Secretariado da Assembleia de Peritos. Cabe a ele comunicar formalmente a decisão tomada pelos clérigos responsáveis por definir quem assumirá o posto máximo da República Islâmica.
Congresso se acovarda enquanto STF e Moraes seguem no comando: quem vai parar essa imoralidade?
O cenário político brasileiro permanece marcado por indefinições e acomodações institucionais que levantam questionamentos sobre os rumos do país. O Supremo Tribunal Federal e o conjunto de dez ministros continuam faceiros em seu território. Moraes segue dando ordens por lá, prendendo e soltando quem quiser, segundo relatos. Toffoli, acuado, parece ter se tornado invisível no tabuleiro político atual. Enquanto isso, Gilmar, Dino e Gonet ainda esperneiam para tentar salvar o que restou da bandidagem oculta, conforme observado. Lula, mais perdido do que nunca, sabe o que lhe espera. O Congresso foge da responsabilidade que lhe cabe. O Senado se acovarda diante das circunstâncias. Alcolumbre ainda parece bem pago, segundo observações do cenário político. A Faria Lima e a imprensa formam a amálgama perfeita numa trama cirúrgica. E Vorcaro? Já perdeu seu sicário e sua liberdade. A questão que permanece: afinal, vai levar alguém com ele?
Flávio Bolsonaro registra boletim de ocorrência após receber ameaça de admirador de Adélio Bispo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, registrou neste sábado (7/3) um boletim de ocorrência após receber, nas redes sociais, uma ameaça feita por um homem que se declara admirador de Adélio Bispo. Adélio ficou conhecido por ser o autor do atentado contra Jair Bolsonaro, pai do senador, durante a campanha presidencial de 2018. Na ocasião, o então candidato à Presidência foi atingido por uma facada durante uma caminhada na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais. De acordo com o boletim de ocorrência registrado por Flávio Bolsonaro, o usuário identificado pelo perfil @MarcosB51733320 respondeu a uma publicação sugerindo que poderia repetir o ataque contra o senador caso recebesse pagamento para isso. “QM mandou [matar Bolsonaro] eu não sei. Mas quem quiser me pagar pro Flávio sofrer o mesmo … (sic)”, afirma a postagem publicada em 6 de março. Conforme as informações registradas no documento, o suposto autor da mensagem teria 40 anos e residiria em Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal localizada a cerca de 30 quilômetros do Congresso Nacional, local onde Flávio Bolsonaro exerce suas atividades parlamentares. A equipe do senador também incluiu no boletim outro conteúdo encontrado no mesmo perfil. Em uma publicação feita em abril de 2025, o usuário replicou um pedido de anistia para Adélio Bispo, acompanhado da frase: “ele só tentou, mas não conseguiu finalizar o golpe”, em referência às acusações relacionadas à chamada trama golpista envolvendo Jair Bolsonaro.
Assessor de Vinícius Júnior é baleado durante assalto no Rio de Janeiro
Edu Peixoto, responsável pelas áreas de imagem e marketing dos jogadores Vinícius Júnior e Lucas Paquetá, foi baleado no abdômen durante uma tentativa de latrocínio no Rio de Janeiro. O próprio assessor divulgou a informação em suas redes sociais neste sábado, 7. Segundo ele, os criminosos levaram seus pertences. De acordo com o relato de Peixoto, o episódio ocorreu na quinta-feira, 5, embora ele não tenha detalhado as circunstâncias exatas da ocorrência. Na publicação, o assessor descreveu o momento vivido após o ataque. “Parecia pesadelo, mas foi só uma noite no Rio”, escreveu Peixoto. “Na quinta, fui baleado na barriga durante uma tentativa de assalto e estou internado. Sigo sem celular/whatsapp. Mirar na recuperação e agradecer a nova oportunidade de ver meu filho crescer.” Nas redes sociais, Peixoto se apresenta como responsável pelas áreas de marketing, imagem e comercial de Vinícius Júnior e Lucas Paquetá. O trabalho envolve a gestão de contratos publicitários, parcerias comerciais e estratégias de posicionamento de marca dos atletas. Vinícius Júnior atualmente é uma das principais estrelas do Real Madrid e figura entre os jogadores mais conhecidos do futebol brasileiro no cenário internacional. Já Lucas Paquetá retornou recentemente ao Flamengo, em uma negociação que se tornou a contratação mais cara da história do clube, com valores estimados em cerca de R$ 263 milhões. Os dois atletas também aparecem entre os nomes praticamente garantidos nas convocações da Seleção Brasileira que deverá disputar a Copa do Mundo de 2026. Além de atuar na gestão de imagem dos jogadores, Peixoto afirma exercer a presidência da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do América Futebol Clube Pernambuco. O modelo de SAF permite que clubes adotem uma estrutura empresarial para administrar suas atividades esportivas e financeiras, ampliando possibilidades de investimento e profissionalização da gestão.
Especialistas em computação forense desmantelam explicação de Moraes sobre mensagens com banqueiro do Master
Especialistas em computação forense, peritos e policiais apontam inconsistências na explicação apresentada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes para negar que tenha trocado mensagens com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, no dia em que o empresário foi preso pela primeira vez, em novembro de 2025. Em nota divulgada na sexta-feira (6), o ministro afirmou que os prints das mensagens encontrados no celular de Vorcaro estavam “vinculados a pastas de outras pessoas” na lista de contatos do banqueiro. Segundo a manifestação, isso indicaria que as mensagens não teriam sido enviadas a Moraes. “A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao Ministro Alexandre de Moraes”, diz a nota. Peritos ouvidos pela apuração afirmam, no entanto, que a forma como os arquivos aparecem organizados após a extração de dados de um celular não permite identificar automaticamente o destinatário de uma mensagem. Isso ocorre porque os programas utilizados em perícias digitais reorganizam os arquivos com base em critérios técnicos destinados a preservar a integridade das evidências, procedimento conhecido como cadeia de custódia. Segundo Antonielle Freitas, especialista em direito digital e proteção de dados, a análise forense de celulares não reproduz a forma como o usuário vê o aparelho no dia a dia. “Os dados não são analisados como o usuário via no celular, em telas e ícones, mas como bases de dados, arquivos e metadados armazenados na memória. Os peritos usam ferramentas forenses para reconstruir conversas, relacionar mensagens a contatos e montar uma linha do tempo dos eventos”, explica. Como os arquivos são organizados Para analisar conteúdos de celulares apreendidos, a Polícia Federal utiliza softwares de perícia digital, como o IPED (Indexador e Processador de Evidências Digitais). Durante o processo de extração, o programa gera uma espécie de “assinatura digital” para cada arquivo, conhecida como hash — uma sequência de números e letras criada por um algoritmo matemático. Esse código funciona como uma impressão digital do arquivo e permite verificar se o conteúdo foi alterado. Para organizar os dados, o sistema utiliza os primeiros caracteres desse código para criar as subpastas onde os arquivos são armazenados. Na prática, isso significa que arquivos totalmente diferentes podem acabar agrupados na mesma pasta apenas porque seus códigos hash começam com as mesmas letras ou números. Para Freitas, esse tipo de organização segue critérios técnicos e não necessariamente reflete a relação entre os conteúdos. “A forma como os arquivos aparecem em pastas é determinada principalmente por critérios técnicos e de conveniência, e não por uma lógica direta de relação pessoal ou comunicacional entre eles”, afirma. Prints em mais de uma pasta A própria organização dos arquivos extraídos reforça essa interpretação. Uma das capturas de tela feitas por Vorcaro no dia de sua prisão aparece armazenada na mesma pasta que o contato do senador Irajá (PSD-TO). Em outra pasta, um print semelhante aparece ao lado do contato da advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes. Também há exemplos de arquivos de contatos de pessoas diferentes armazenados na mesma pasta simplesmente porque os códigos de identificação dos arquivos possuem as mesmas iniciais. Para a advogada criminalista Amanda Silva Santos, a presença de arquivos na mesma pasta não permite, por si só, concluir que houve comunicação entre as pessoas mencionadas. “A organização em pastas após a extração nem sempre significa que exista uma relação direta entre os arquivos. A identificação do destinatário de uma mensagem normalmente depende de elementos mais robustos, como registros da própria conversa, metadados do arquivo ou dados extraídos do banco do aplicativo de mensagens”, explica. Segundo ela, na prática forense é comum que arquivos de contextos totalmente diferentes apareçam agrupados no mesmo diretório. “Dependendo da forma como o sistema do celular ou o software de análise organiza os dados, arquivos distintos podem acabar agrupados na mesma pasta sem que exista relação direta entre eles”, acrescenta.
CPMI aprova quebra de sigilo de Lulinha em meio a escândalo bilionário no INSS
A CPMI do INSS aprovou, em meio a protestos e tumultos, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. A decisão expõe as entranhas do poder e acende o alerta sobre possíveis irregularidades envolvendo a família presidencial. A decisão, tomada em votação simbólica e contestada pela base governista, abrange o período de 2022 a janeiro de 2026 e inclui solicitação de relatórios do Coaf. As suspeitas apontam para envolvimento em fraudes bilionárias que lesaram milhares de aposentados e pensionistas por meio de descontos indevidos em benefícios previdenciários. A medida surge no contexto de investigações da Polícia Federal, como a Operação Compliance Zero, que desmascara um esquema de corrupção no crédito consignado. Bancos como Master e CredCesta estão sob escrutínio por irregularidades cometidas entre 2015 e 2025. Para ler a reportagem completa sobre o caso, acesse: https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/80022/ronaldinho-dos-negocios-em-apuros-e-esquerda-em-panico Para fortalecer a batalha pela verdade, considere se tornar um assinante e ter acesso exclusivo ao conteúdo da Revista A Verdade, onde os “assuntos proibidos” no Brasil são revelados. Para assinar, clique no link: https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/apresentacao SEU APOIO É MUITO IMPORTANTE! CONTAMOS COM VOCÊ!
Flávio Bolsonaro registra BO após ameaça de atentado feita por ‘admirador’ de Adélio Bispo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registrou neste sábado um boletim de ocorrência junto à Polícia do Senado após identificar, na rede social X, uma publicação que sugere um atentado contra ele semelhante à facada sofrida por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), durante a campanha eleitoral de 2018. Segundo o registro oficial, a mensagem foi publicada pelo perfil @MarcosB51733320. No conteúdo, o autor escreveu: “QM mandou eu não sei. Mas quem quiser me pagar pro Flávio sofrer o mesmo…”. Diante da postagem, o senador entendeu que o conteúdo representa uma ameaça direta à sua integridade física e decidiu formalizar a denúncia. A Secretaria de Polícia do Senado classificou preliminarmente o caso como ameaça com conotação política, enquadrada no artigo 147 do Código Penal. De acordo com o boletim, o suposto responsável pela publicação seria Marcos da Cunha Magalhães, de 40 anos, residente em Brasília. Conforme descrito no documento, ele se apresenta nas redes sociais como uma espécie de admirador de Adélio Bispo, autor do atentado cometido em 2018. A mensagem teria sido publicada como resposta a um post do perfil @FiorinoCarioca. A publicação original mencionava conteúdos supostamente extraídos de celulares relacionados às investigações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e também fazia referência ao ataque praticado por Adélio Bispo contra Jair Bolsonaro em Juiz de Fora (MG). O boletim de ocorrência ainda registra outra postagem atribuída ao mesmo perfil, que inclui uma imagem de Adélio e a frase: “ANISTIA PARA ADÉLIO! Ele só tentou, mas não conseguiu finalizar o golpe!!.” O caso deverá ser analisado pelas autoridades competentes, que poderão abrir investigação para confirmar a autoria das mensagens publicadas e verificar eventual responsabilização criminal do responsável.
Bolsonaro sofre pesadelos na prisão e teme atentado contra Flávio durante campanha
O ex-presidente Jair Bolsonaro tem recebido visitas frequentes de familiares, líderes religiosos e aliados políticos. Durante esses encontros, além de comentar o cenário eleitoral deste ano, o ex-chefe do Executivo também faz relatos pessoais sobre sua situação na prisão. Segundo informações publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo, Bolsonaro contou a pessoas próximas que enfrenta pesadelos recorrentes. Ele também afirmou temer que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu filho, seja alvo de um atentado ao longo da campanha presidencial. O ex-presidente foi vítima de um ataque a faca durante a campanha eleitoral de 2018, episódio que ainda influencia suas preocupações atuais. Durante as visitas, Bolsonaro também demonstra frustração por não conseguir acompanhar com total liberdade as movimentações políticas fora da prisão. No local onde está custodiado, ele tem acesso à televisão aberta, porém apenas por algumas horas ao longo do dia. De acordo com uma perícia médica realizada pela Polícia Federal, a rotina diária do ex-presidente inclui atividades simples. Pela manhã, ele toma banho, faz a barba e dedica parte do tempo à leitura de livros. Em alguns momentos também assiste a programas esportivos na televisão. Após o almoço, costuma descansar e, no período da tarde, realiza pequenas caminhadas. O ex-secretário de Assuntos Fundiários Nabhan Garcia visitou Bolsonaro em fevereiro e relatou que o ex-presidente pediu que ele transmitisse um recado ao senador Flávio Bolsonaro. O conselho seria para que o filho adotasse cautela ao longo da disputa eleitoral deste ano. Nabhan também afirmou ao jornal que Bolsonaro se emocionou ao tratar do tema. A preocupação também foi mencionada durante conversas com o bispo Robson Rodovalho, líder da igreja Sara Nossa Terra, que presta assistência religiosa ao ex-presidente com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). “Acho que Bolsonaro é um homem traumatizado”, afirmou o religioso. “Ele teme por várias coisas e se sente injustiçado, impotente para se defender e defender os seus.”