Um médico de 35 anos foi encontrado morto na sala de conforto médico do Hospital Municipal de São José dos Campos. O profissional, identificado como Eduardo Furquim Simão, foi localizado inicialmente inconsciente por uma médica plantonista. Ao perceber que Eduardo não respondia aos chamados, a colega aferiu o pulso na região femoral esquerda e iniciou manobras de compressão ainda no alojamento. Na sequência, acionou o apoio de outro colega para auxiliar no atendimento. Equipes médicas realizaram tentativas de reanimação durante aproximadamente 50 minutos. O óbito foi confirmado no próprio local. A médica que encontrou o colega afirmou que não havia indícios aparentes de violência no corpo de Eduardo naquele momento. Conforme o registro policial, o quarto onde o médico foi encontrado não possuía controle efetivo de acesso. A sala mantinha porta sem tranca e havia comunicação direta com o pronto atendimento do hospital, o que permitia circulação sem restrições no ambiente. A Polícia Civil do Estado de São Paulo registrou o caso preliminarmente como morte suspeita de natureza não criminal. A ocorrência foi descrita como morte súbita, sem causa determinante aparente. As circunstâncias que levaram ao falecimento serão apuradas por meio de investigação policial. A assessoria de imprensa do Hospital Municipal de São José dos Campos divulgou nota lamentando o ocorrido e manifestou solidariedade à família do médico. A instituição declarou que Eduardo “sempre atuou com ética, responsabilidade e dedicação, sendo reconhecido pelo profissionalismo, respeito aos pacientes e compromisso com a assistência prestada na instituição”. O velório de Eduardo Furquim Simão foi realizado no Horto São Dimas. O sepultamento ocorreu às 16h30 da última segunda-feira (23) no Cemitério Horto São Dimas, em São José dos Campos.
TCU recebe representação para investigar conflito de interesses de Margareth Menezes com empresa beneficiada pelo Ministério da Cultura
O Tribunal de Contas da União recebeu, nesta segunda-feira (23), uma representação do subprocurador-geral Lucas Furtado. O documento solicita investigação sobre a participação da ministra da Cultura, Margareth Menezes, em bloco carnavalesco organizado por empresa que possui projetos aprovados para captação de recursos culturais. A apuração deverá verificar eventual conflito de interesses na relação entre a ministra e a Pau Viola Cultura e Entretenimento. Margareth Menezes comandou o bloco “Os Mascarados” em 12 de fevereiro no circuito Barra-Ondina, em Salvador. A empresa proprietária do bloco obteve autorização para captar 1 milhão de reais pela Lei 8.313/1991 em abril de 2024. A equipe da ministra informou que o contrato alcançou 290 mil reais, valor que engloba pagamento de músicos, equipe técnica completa, produção, transporte, figurino e logística necessária. Em sua manifestação, Lucas Furtado classificou a situação como problemática e afirmou: “Os fatos narrados configuram, em tese, um escândalo de proporções significativas, na medida em que envolvem a utilização de recursos públicos, ainda que de forma indireta, para beneficiar uma ministra de Estado em sua atividade artística. A situação é agravada pelo fato de que a empresa contratante possui interesses diretos junto ao Ministério da Cultura, o que compromete a credibilidade e a transparência das decisões tomadas pela Pasta.” O documento solicita análise dos contratos estabelecidos entre a ministra e a proprietária do bloco, além do exame dos procedimentos que resultaram na autorização para captação de recursos. A investigação deverá verificar se houve favorecimento ou tratamento privilegiado, conforme a Lei 12.813/2013. Oito projetos da Pau Viola Cultura e Entretenimento receberam aprovação para obter financiamento durante a gestão atual do Ministério da Cultura. Antes da administração de Margareth Menezes, apenas dois projetos da empresa haviam sido aprovados. Das oito propostas autorizadas na gestão atual, apenas uma recebeu aporte financeiro: o Festival de Lençóis, que captou 1 milhão de reais. Caso o TCU identifique irregularidades, Furtado solicitou a adoção de “medidas cabíveis” para a responsabilização dos envolvidos.
Com 7 anos de atraso, OAB pede fim do inquérito das fake news — mas não resiste à bajulação ao STF
Virou unanimidade nacional. Agora, é a OAB que pede o fim do inquérito das fake news. Em seu pedido, porém, a Ordem não deixou de bajular o STF, reconhecendo “a conjuntura mais aguda que lhe deu origem (ao inquérito)”. Em outras palavras: trata-se de instrumento excepcional, mas, como a conjuntura da época era “aguda”, justificava-se. Não é somente Carminha que justifica exceções a regras democráticas em nome da democracia. Vale lembrar: o inquérito 4781 foi aberto de ofício em março de 2019, no início do governo Bolsonaro, com o objetivo declarado de investigar “discurso de ódio” nas redes sociais contra integrantes do Supremo. Alexandre de Moraes, relator escolhido sem sorteio, já na semana seguinte à abertura do inquérito instruiu buscas e apreensões em endereços de supostos criminosos, além do bloqueio de suas redes sociais. Tudo sob sigilo processual — de modo que, até hoje, não se conhecem os detalhes que justificaram medidas dessa natureza. Desde o seu início, portanto, o inquérito das fake news teve como objetivo combater o chamado crime de opinião. Iludiram-se os que, como a OAB, acreditaram que se tratava de uma vacina contra o suposto autoritarismo de um determinado grupo político. Um instrumento excepcional sempre encontrará situações excepcionais para ser aplicado. A ditadura militar teve início com o beneplácito de todas as forças democráticas do país, para só depois ficar claro que quem decidia sobre a excepcionalidade era quem detinha o poder — e não as chamadas “forças democráticas”. Os ministros do STF se entendem como o último bastião da resistência democrática. Por isso, qualquer crítica a qualquer de seus membros é interpretada como um “ataque às instituições democráticas”. A excepcionalidade, nesse sentido, torna-se eterna. Essa é a versão virtuosa. A versão oposta é que os instrumentos de poder estão sendo usados para acobertar vícios privados, inclusive de ministros do Supremo. Todo regime ditatorial, afinal, acaba caindo na locupletação dos detentores do poder. Marcelo Guterman — Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.
Vídeos ‘proféticos’ de Bolsonaro e Daniel Silveira ressurgem e viralizam nas redes sociais | Veja o vídeo!
O ex-deputado Daniel Silveira e o ex-presidente Jair Bolsonaro, que até hoje enfrentam uma perseguição por decisões judiciais contestadas e sem sustentação legal, foram proféticos ao alertar, anos atrás, sobre o que estaria por vir. Tanto o ex-deputado quanto o ex-presidente anteciparam os fatos que hoje afligem o país, em razão da conduta de alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A chamada ‘ditadura da toga’ é hoje apontada como uma realidade, tendo alcançado até mesmo aqueles que a apoiaram quando atingia apenas a direita. Por essa razão, as declarações antigas de Daniel Silveira e Jair Bolsonaro voltaram ao centro do debate. Em suma, não foi por falta de aviso. Veja o vídeo:
Calamidade em Juiz de Fora: temporais matam 14 pessoas, deixam 440 desabrigadas e forçam decreto de emergência
Pelo menos 14 pessoas morreram em decorrência dos temporais que atingem Juiz de Fora (MG). Os dados foram divulgados até a manhã desta terça-feira (24). A prefeita Margarida Salomão (PT) decretou situação de calamidade pública na madrugada do mesmo dia. O município registrou 20 soterramentos. A estimativa é de que 440 pessoas estejam desabrigadas. As equipes de emergência atenderam 251 ocorrências apenas durante a segunda-feira (23). A prefeitura divulgou nota com a localização das mortes. Quatro óbitos ocorreram por soterramento na Rua Natalino José de Paula, no bairro JK. Outros quatro aconteceram na Rua Orville Derby Dutra, no bairro Santa Rita. Duas pessoas morreram na Rua João Luís Alves, na Vila Ideal. Uma morte foi registrada na Rua José Francisco Garcia, no bairro Lourdes. Outra vítima foi contabilizada na Rua Eurico Viana, na Vila Alpina. Um óbito ocorreu na Estrada Athos Branco da Rosa, no bairro São Benedito. A última morte foi registrada na Rua Jacinto Marcelino, na Vila Olavo Costa. As operações de busca e resgate continuam em andamento nas áreas afetadas. A prefeita Margarida Salomão informou que todas as equipes de busca estão mobilizadas nas ruas. “Estamos buscando salvar a vida de todo mundo”, declarou. A gestora municipal determinou a suspensão das aulas nesta terça-feira e solicitou que a população evite deslocamentos desnecessários. Margarida Salomão também autorizou o trabalho remoto para os servidores que atuam no prédio da prefeitura. Sobre o decreto de calamidade pública, a prefeita afirmou: “É uma situação extrema que permite medidas extremas”. O decreto possibilita que o município receba recursos federais e estaduais e tem validade de 180 dias. O volume de precipitação registrado em Juiz de Fora neste mês alcançou 270% do total esperado para fevereiro. Até as 10h de segunda-feira (23), o município contabilizou 460,4 milímetros de chuva — um recorde histórico para o mês. A prefeitura orienta que a Defesa Civil seja acionada pelo número 199 em casos de emergência. Moradores da cidade compartilharam imagens de destruição nas redes sociais. Um deles publicou: “Essa é uma noite/madrugada muito difícil pra Juiz de Fora”, acompanhado de vídeos do bairro Retiro mostrando os impactos dos temporais. O alerta de tempestades permanece ativo até a noite de sexta-feira.
Moraes, Gilmar e Toffoli se recusam a revelar cachês de palestras, aponta jornalista
A jornalista Malu Gaspar questionou, nesta terça-feira (24), ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com destaque para o trio formado por Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Segundo a jornalista, os três se recusaram a informar os cachês que receberam por proferir palestras ao longo do ano passado. Conforme apurado, a divulgação desses valores é um dos maiores focos de resistência ao Código de Ética que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, tenta implementar na Corte. A medida seria uma resposta aos crescentes desgastes à imagem do Judiciário — e do Supremo em particular. As respostas dos magistrados O gabinete de Moraes respondeu que “todas as palestras e eventos acadêmicos em que há participação do ministro podem ser consultados na página do Currículo Lattes”. O endereço eletrônico indica que Moraes já participou de 210 eventos dessa natureza desde que passou a integrar o STF, em 2017, mas não esclarece quem bancou suas despesas nem o valor do cachê recebido em cada evento. O gabinete de Gilmar Mendes enviou resposta de uma linha ao pedido de acesso à informação: “em razão da segurança pessoal e institucional não divulgamos a agenda do ministro”. Já o gabinete do ministro Dias Toffoli respondeu que “os dados referentes a palestras estão disponíveis e podem ser consultados no site do STF”. No entanto, o ministro não tem o hábito de divulgar sua agenda de compromissos na página da Corte.
Desembargador que absolveu estuprador de menor é alvo de denúncias de abuso sexual — Veja o vídeo!
O desembargador Magid Nauef Láuar foi o relator de uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que, por maioria, absolveu um homem de 35 anos pelo estupro de uma menina de 12 anos. O argumento utilizado na decisão foi o de que a vítima teria reconhecido no agressor a figura de um “marido”. Segundo a decisão, a existência do núcleo familiar anularia a violência sexual praticada contra a criança. O caso gerou forte repercussão e resultou na instauração, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de um pedido de providências em relação à atuação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e, especificamente, do desembargador relator. Para agravar ainda mais a situação do magistrado, duas graves denúncias de assédio sexual vieram à tona contra ele. A primeira partiu de um sobrinho do desembargador mineiro, que, em relato publicado nas redes sociais, o acusou de tentativa de estupro, afirmando que só não foi abusado porque conseguiu fugir. Além disso, uma mulher também declarou nas redes sociais que teria sido vítima do magistrado quando trabalhava para a família dele. Veja o vídeo:
Empresária passa mal na CPMI do INSS ao ser questionada sobre a ‘profissão’ do marido investigado por movimentar R$ 315 milhões
A empresária Ingrid Pikinskeni Morais Santos passou mal durante a CPMI do INSS após ser questionada pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), sobre a profissão do marido. Ao ser indagada sobre a área de atuação do esposo, ela respondeu: “Consultoria… da vida, né”. Ingrid é esposa de Cicero Marcelino de Souza Santos, assessor do presidente da Conafer, apontado como responsável por movimentações de mais de R$ 315 milhões ligados à entidade. Ele é apontado como operador do presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, que está foragido. O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar, afirmou que empresas ligadas a Ingrid Pikinskeni Morais Santos receberam mais de R$ 156 milhões desviados de aposentados e pensionistas. “No meu tempo de menino, tinha [a série televisiva] O Homem de Seis Milhões de Dólares. Olha que bacana, a senhora é uma mulher de R$ 156 milhões, roubados de aposentados e pensionistas. Essa moça aqui recebeu milhões através das empresas dela, de aposentados e pensionistas, dinheiro roubado, dinheiro roubado. E está dizendo a nós aqui que foi o esposo dela quem pegou a documentação e fazia a movimentação, que ela inclusive está surpresa e que ele quebrou a confiança dela. A senhora se separou dele?”, questionou o relator. Veja o vídeo:
Senadores Ignoram Alcolumbre e Avançam em Três Frentes para Investigar o Caso Master
A autoridade do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, segue em queda livre. Enredado em inúmeros escândalos, ele perde progressivamente o respeito dos próprios colegas, e sua situação se torna cada vez mais incontrolável. Alcolumbre já sinalizou que não pretende abrir uma CPI para apurar o caso Master. Diante disso, senadores decidiram contornar a decisão com iniciativas próprias, mirando o caso em três frentes simultâneas. A CPMI do INSS, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) e a CPI do Crime Organizado devem tratar do caso Master em suas respectivas esferas de atuação. Mesmo com essas três frentes em andamento, os senadores mantêm a pressão por uma CPI exclusiva do Master — o que depende diretamente de Alcolumbre. Há dois requerimentos em tramitação, um de CPI mista e outro de CPI do Senado, ambos com assinaturas suficientes para a instalação. No entanto, a prerrogativa de dar andamento a esses pedidos é do presidente da Casa. A CPI do Crime Organizado pretende avançar também sobre as ligações entre ministros do Supremo Tribunal Federal e investigados no caso Master. Empresas ligadas a parentes do ministro Dias Toffoli tiveram como sócio um fundo de investimentos conectado à estrutura usada pelo Master em fraudes. O próprio magistrado é sócio de uma firma que foi proprietária do resort Tayayá e vendeu cotas do negócio a um fundo ligado às investigações sobre Daniel Vorcaro. Outro ministro do STF com nome citado nas investigações é Alexandre de Moraes. O Master teria contratado o escritório de advocacia de sua mulher, Viviane Barci, pelo valor de R$ 3,6 milhões mensais. Nesta semana, a CPI deve votar requerimentos de convocação de Vorcaro e de seu ex-sócio Augusto Lima, além de Viviane Barci e de parentes de Toffoli.
A EMBOSCADA FATAL: SEGUIRAM A AMANTE E CERCARAM EL MENCHO — Veja o vídeo!
Durante anos, ele foi tratado como intocável. Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido mundialmente como El Mencho, comandava o Cártel Jalisco Nueva Generación com estrutura paramilitar, arsenal pesado e domínio territorial em várias regiões do México. A queda, porém, veio. E não começou com um tiroteio. Começou com vigilância. Fontes ligadas à investigação revelam que o cerco ao líder do cartel não foi fruto de uma operação aleatória. A inteligência mexicana já vinha monitorando o entorno mais próximo de El Mencho de forma sistemática e discreta. O ponto de virada foi pessoal. Uma mulher ligada intimamente ao chefe do cartel passou a ser acompanhada pelos agentes. Nada ostensivo, nada que levantasse suspeitas. Apenas análise de deslocamentos, rotas repetidas, escoltas informais e padrões de comportamento. Seguiram a amante. E ela levou até ele. O CERCO SILENCIOSO A localização final apontava para uma área sob influência histórica do cartel, no estado de Jalisco. A informação foi cruzada com dados de inteligência eletrônica e apoio internacional. A operação foi montada antes do amanhecer. Unidades da Secretaria da Defesa Nacional e da Guarda Nacional posicionaram tropas em pontos estratégicos. Bloqueios foram feitos em rotas secundárias. Helicópteros ficaram prontos para interceptar eventual fuga aérea. Quando o cerco fechou, houve reação armada. O confronto foi rápido e intenso. O homem que por anos desafiou o Estado mexicano estava, finalmente, encurralado. A FALHA FORA DO MANUAL A organização criminosa que impunha disciplina rígida, controle territorial e terror estratégico revelou-se vulnerável em um ponto que nenhuma blindagem resolve: o vínculo pessoal. Não foi uma interceptação isolada, não foi um erro de rádio, não foi um vazamento interno. Foi o monitoramento paciente de alguém que fazia parte da vida privada do líder do cartel. Seguiram a amante… e cercaram El Mencho. Segundo informações divulgadas, a morte do chefe do CJNG não encerra o problema da violência no México. Ao contrário, pode abrir uma disputa interna por poder, com possíveis confrontos entre facções. A operação, no entanto, deixa uma mensagem inequívoca: nenhuma estrutura criminosa é invulnerável e nenhum líder é invisível. No fim, o detalhe humano pode ser mais decisivo do que qualquer arsenal. A emboscada foi fatal. E começou muito antes do primeiro disparo. Veja o vídeo: