O governador Tarcísio de Freitas formalizou, nesta segunda-feira (23), a transferência de um terreno de 46 mil metros quadrados ao Instituto Butantan. A área está localizada no Jaguaré, zona oeste de São Paulo. A cessão ocorreu durante cerimônia que marcou os 125 anos da instituição. O governo paulista anunciou investimentos de R$ 1,38 bilhão para modernização e expansão das instalações fabris do instituto. Os recursos serão aplicados prioritariamente no fortalecimento da capacidade de produção de imunizantes, com foco principal na fabricação de vacinas contra a dengue. O terreno cedido será destinado à construção de um centro avançado de desenvolvimento e inovação em saúde. A proximidade com a sede atual do Butantan e com a Universidade de São Paulo deve favorecer parcerias entre os setores industrial e acadêmico. O secretário da Saúde, Eleuses Paiva, afirmou que a infraestrutura consolidará São Paulo como referência nacional em biotecnologia aplicada. O diretor do instituto, Esper Kallás, declarou que o projeto assegura o abastecimento de produtos biológicos ao Sistema Único de Saúde. Durante a solenidade, foi anunciada a antecipação da entrega de 1,3 milhão de doses da vacina Butantan-DV para o primeiro semestre de 2026. Com essa remessa adicional, o total de unidades fornecidas ao Ministério da Saúde alcançará 2,6 milhões de doses no ano. A vacina desenvolvida pelo instituto é indicada para pessoas entre 12 e 59 anos e conta com registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Estudos clínicos demonstraram eficácia geral de 74,7%. A proteção contra hospitalizações causadas pela dengue alcançou 100%. Do montante total anunciado, R$ 1,08 bilhão será destinado à edificação do Centro de Processamento Final de Imunobiológicos. A nova unidade ocupará 15.250 metros quadrados e será responsável pelas etapas de envase e formulação de vacinas. A capacidade produtiva anual prevista é de 600 milhões de doses líquidas. O centro terá condições de processar milhões de frascos liofilizados e também produzirá seringas pré-carregadas, prontas para aplicação. O plano de expansão inclui ainda a construção de um edifício dedicado à Produção de Bancos de Influenza. A nova instalação seguirá padrões internacionais estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde e contará com três linhas de produção distintas. Duas dessas linhas utilizarão ovos embrionados como base para o cultivo de cepas virais — método tradicional na fabricação de vacinas contra influenza. A terceira linha adotará tecnologia híbrida, permitindo o processamento de bancos de cepas tanto pelo método convencional quanto por cultivo celular.
Ataque da esquerda cria o ‘mascote’ que a direita não tinha: a LATA surge com força descomunal de comunicação
A mídia tradicional já admite que Lula “tirou uma casquinha eleitoral” do desfile na escola de samba carioca, mas que a iniciativa não trouxe novos votos. Além disso, a jogada acabou irritando grupos que “não são nem Lula nem Bolsonaro”, resultando em perda de apoio. E, de quebra, deu vida ao “mascote” que a direita ainda não tinha: o arquétipo da LATA. Os conservadores já aderiram ao arquétipo, que carrega múltiplos significados simbólicos. O primeiro deles é prevenção e sabedoria: a conserva representa alguém que pensa adiante. Guardar o básico, como o alimento, é sinal de prudência, planejamento e responsabilidade. O segundo significado é provisão e segurança. A lata simboliza proteção contra tempos difíceis. Ter algo armazenado significa estabilidade e preparo para enfrentar desafios. O terceiro é a proteção do essencial: a lata preserva o que é valioso. Metaforicamente, pode representar a capacidade de proteger ideias, sonhos e valores até o momento certo de utilizá-los. O quarto simbolismo é o tempo como aliado. As conservas mostram que o tempo não é inimigo — ele pode amadurecer, preservar e até melhorar algo. Seja como for, o tempo deve ser respeitado como fonte transformadora. Por fim, o quinto significado é o de sustentabilidade e reaproveitamento. A lata pode ser reciclada e reutilizada, simbolizando adaptação, criatividade e responsabilidade com o ambiente, com a sociedade e com o produto armazenado nela. “Se você pudesse colocar todos e tudo que você ama numa latinha e preservar para sempre, você faria?” É esse o espírito conservador que luta para preservar valores, costumes e pessoas dos ataques de quem já apodreceu e vive fora da lata. Criatividade e adereço: nota 10.
Heloísa Bolsonaro responde a Nikolas Ferreira e confirma: ‘Eduardo não está bem’
A esposa do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Heloísa Bolsonaro, respondeu publicamente ao deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que, durante uma troca de farpas entre os dois, afirmou que “Eduardo não está bem”. Em um longo texto publicado em seu perfil no Instagram, Heloísa concordou com a afirmação de Nikolas — mas com uma ressalva contundente. “Eduardo Bolsonaro não está bem. Há um ano ele foi obrigado a tomar uma das decisões mais difíceis da sua vida: se afastar do seu país para continuar lutando por aquilo em que acredita”, diz o início do texto. Em seguida, Heloísa lamentou a dificuldade de manter contato com Jair Bolsonaro após a prisão do ex-presidente. “E hoje, somente por cartas”, desabafou. Ao longo do texto, ela repete em vários momentos a mesma frase utilizada por Nikolas. Em um trecho destacado na publicação, escreveu: “Eduardo sabia dos riscos. Sabia que quanto mais pressionasse o Supremo Tribunal Federal, mais sua própria família poderia sofrer. Mesmo assim, ele seguiu e segue firme. Mas, Eduardo Bolsonaro não está bem… porque continua trabalhando, todos os dias, de forma voluntária, pelo Brasil que acredita.”
Gilmar Mendes suspende ‘penduricalhos’ no Judiciário e no MP e impõe prazo de até 60 dias para estados cortarem pagamentos ilegais
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão de verbas indenizatórias no Poder Judiciário e no Ministério Público. A decisão foi tomada por meio de medida cautelar em ação direta de inconstitucionalidade nesta segunda-feira (23). Os pagamentos baseados em leis estaduais devem ser interrompidos no prazo de 60 dias. O decano do STF também ordenou a cessação dos pagamentos originados em decisões administrativas ou atos normativos secundários em até 45 dias. A determinação estabelece que indenizações, gratificações e adicionais somente podem ser concedidos quando houver previsão em leis aprovadas pelo Congresso Nacional. Exclusivamente leis federais podem instituir essas vantagens. A regulamentação deve ser uniforme e conjunta, realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Ao fundamentar a medida cautelar, Gilmar Mendes apontou a existência de “desorganização” no sistema remuneratório dos agentes públicos. O magistrado destacou que o cenário atual causa “perplexidade”. O ministro identificou desequilíbrios significativos na distribuição dessas verbas entre diferentes esferas do Poder Judiciário. “No atual estágio, há enorme desequilíbrio quando se trata das verbas de natureza indenizatória, aquelas alcunhadas como ‘penduricalhos’. Estas possuem, no âmbito da Justiça Estadual, abrangência muito maior, que leva a uma disparidade no quanto efetivamente percebido por seus magistrados quando comparado com os juízes federais”, afirmou o ministro na cautelar. O decano do STF criticou o surgimento frequente de benefícios apresentados como indenizatórios. Esses benefícios seriam utilizados para disfarçar o descumprimento da Constituição. Gilmar Mendes mencionou a desigualdade entre os valores recebidos por juízes estaduais e os pagos aos magistrados federais como exemplo dessa distorção. O ministro recordou que a Constituição Federal vincula a remuneração dos magistrados a 90% do subsídio dos ministros do STF, valor que representa o teto do funcionalismo público. Eventuais reajustes no subsídio dos ministros repercutem automaticamente na remuneração da magistratura. A vinculação tem por objetivo assegurar a independência do Judiciário, evitando que a magistratura fique sujeita a conjunturas políticas locais. “Ora, o caráter nacional e a isonomia que orientam o Poder Judiciário revelam a incompatibilidade com a permissão para que cada Tribunal crie, seja através de decisões administrativas, seja mediante ato normativo interno, seja por meio do encaminhamento de projeto de lei ao Poder Legislativo estadual pertinente, verbas de caráter indenizatório”, declarou o ministro. Gilmar Mendes registrou a dificuldade de controle na instituição dessas verbas. A uniformização nacional é necessária para que os pagamentos ocorram apenas quando previstos em lei aprovada pelo Congresso. A decisão busca estabelecer parâmetros claros para a concessão de verbas indenizatórias em todo o território nacional. A decisão judicial estabelece que todos os estados estão impedidos de criar ou regulamentar esse tipo de pagamento. O ministro fundamentou a medida na necessidade de preservar o caráter nacional e a isonomia que orientam o Poder Judiciário. Existe incompatibilidade entre esses princípios e a permissão para que cada tribunal crie verbas de caráter indenizatório. “Fica interditada, portanto, a competência de todos os estados – seja por meio de lei, seja mediante atos normativos secundários, seja através de decisões administrativas –, bem assim obstada a competência inovadora e/ou regulamentar de todos os demais órgãos federais, como por exemplo, do Conselho da Justiça Federal”, determinou Gilmar Mendes na decisão. O ministro bloqueou a competência dos estados para estabelecer verbas indenizatórias por meio de legislação, atos normativos secundários ou decisões administrativas. A determinação também impede que órgãos federais, como o Conselho da Justiça Federal, exerçam competência inovadora ou regulamentar sobre o tema.
MP-SP aciona sindicato de professores por ceder auditório a evento com exaltação ao Hamas — Veja o vídeo!
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ajuizou ação de danos morais coletivos contra o Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp) após a entidade ceder seu auditório para um evento organizado pelo Partido da Causa Operária (PCO), realizado em 7 de outubro de 2025. Segundo a ação, o ato teria apresentado “conteúdo antissemita e de exaltação” ao ataque do grupo Hamas, extrapolando os limites da liberdade de expressão. Durante o encontro, também foi defendido o rompimento das relações diplomáticas do Brasil com Israel. A advogada Tamara Segal analisou o caso e destacou que o dano moral coletivo ocorre quando há violação injusta e intolerável de valores fundamentais da sociedade, indo além da esfera individual. Nesse tipo de ação, a indenização não é destinada às vítimas específicas, mas revertida a fundos públicos, com o objetivo de punir o ofensor, prevenir novas condutas e reparar o bem social. Segal ressaltou, contudo, que no Brasil o apoio ao Hamas não é tipificado como crime, e defendeu que deveria haver responsabilização penal individual dos participantes. “Infelizmente, a luta dos judeus contra o antissemitismo ainda é solitária, mas precisa continuar”, afirmou a advogada. Vídeo de apoiadores do Hamas: Fontes: Veja | Causa Operária
Lula e Janja aparecem fantasiados na Coreia do Sul e viram motivo de escárnio
A imagem de Lula e Janja fantasiados durante visita à Coreia do Sul tornou-se alvo de reação imediata por parte de parcela significativa da opinião pública brasileira. A cena, divulgada ao público internacional, gerou ironia e indignação entre os que acompanham as movimentações do casal presidencial. A colunista Silvia Gabas (@silgabas), autora do texto original, questiona a pertinência da cena: a primeira-dama brasileira aparece vestida a caráter com trajes típicos coreanos, em evento oficial, ao lado do presidente. A primeira-dama coreana teria reagido à cena batendo palmas diante da surpresa proporcionada pela visitante. A colunista distingue dois gestos de natureza diversa: oferecer o traje e convidar a vesti-lo em evento oficial é uma coisa; aceitar o convite e aparecer travestida de princesa oriental em cerimônia pública é outra. Para Gabas, submeter-se a tal encenação apenas para obter aprovação — ainda que agradável — é algo dispensável para uma visitante ocidental. O episódio ganha contornos ainda mais controvertidos diante do contexto recente: a mesma dupla protagonizou participação em escola de samba que, segundo a colunista, ridicularizou a maioria conservadora da sociedade brasileira. A pergunta que se coloca é direta — como conciliar atitudes consideradas “non sense” e lamentáveis no Brasil com a postura de casal respeitoso das tradições locais adotada no exterior? “Façam isso antes no país que dizem governar e poderão receber o respeito do povo brasileiro”, escreve Gabas. Outro ponto de ironia levantado pela colunista diz respeito à vestimenta do presidente. Segundo ela, o traje usado por Lula — possivelmente em razão do frio que grassa na Coreia do Sul neste momento — remete imediatamente à figura do notório gangster americano que controlou o crime organizado em Chicago na década de 1920. “É você, Al Capone?”, questiona. A colunista conclui que a simples imagem da dupla provoca um riso nervoso e estressado, “de quem não aguenta mais tanta esculhambação”. E expressa a expectativa de que, até outubro, o país possa se despedir do atual estado de coisas “de Norte a Sul deste nosso exausto país”. Silvia Gabas — @silgabas
Mendonça encerra reunião de três horas com a Polícia Federal sobre fraudes do Banco Master
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça se reuniu com investigadores da Polícia Federal nesta segunda-feira (23). O encontro teve início às 17h no gabinete do ministro e durou cerca de três horas. Durante a reunião, delegados da Polícia Federal apresentaram um relatório sobre as investigações das fraudes do Banco Master. A Secretaria de Comunicação do STF informou que a corporação expôs o estágio atual das apurações. A Polícia Federal também recebeu a lista dos processos da Operação Compliance Zero que tramitam no STF. “O encontro também serviu para apresentação à Polícia Federal da lista dos processos da Operação Compliance Zero e desdobramentos correlatos que tramitam na Corte sob a relatoria do ministro”, informou a Secretaria de Comunicação em nota. Este foi o segundo encontro entre Mendonça e os investigadores, mas o primeiro realizado de forma presencial. As informações fornecidas pela PF auxiliarão o ministro na definição das próximas medidas do caso. Mendonça assumiu a relatoria das investigações em 12 de fevereiro, após Dias Toffoli deixar o caso em meio a polêmicas. Toffoli comunicou sua saída da relatoria na noite do mesmo dia, após reunião com os dez ministros da Corte. O grupo discutiu um relatório sigiloso da Polícia Federal. O documento cita mensagens encontradas em aparelhos eletrônicos de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. As mensagens mencionavam Toffoli. O material também trata de negociações sobre o resort Tayayá, no Paraná. Toffoli admitiu ser sócio do empreendimento, mas negou qualquer relação com Vorcaro ou seus familiares. Os dez ministros do STF assinaram nota sobre a saída de Toffoli, afirmando que, “considerados os altos interesses institucionais”, ficou acolhida a comunicação de Toffoli para deixar o caso. A presidência do STF extinguiu a arguição de suspeição aberta após o envio do relatório da PF, e o caso foi redistribuído para Mendonça. Mendonça autorizou a Polícia Federal a adotar o fluxo ordinário de trabalho pericial. A análise abrange aproximadamente cem dispositivos eletrônicos apreendidos na Operação Compliance Zero, que investiga fraudes envolvendo o Banco Master. O ministro também ampliou o escopo de atuação da PF nas apurações, permitindo diligências investigativas que não dependem de autorização judicial prévia. Entre essas diligências estão oitivas de investigados e testemunhas nas dependências da Polícia Federal. Mendonça determinou que o material apreendido permaneça sob custódia da PF e manteve o sigilo dos autos e dos procedimentos relacionados à operação. Foi aplicado o sigilo de nível III, que representa redução em relação ao sigilo estabelecido por Toffoli. As medidas atenderam pedido da Polícia Federal, que apontou a necessidade de distribuir as tarefas periciais entre profissionais habilitados, seguindo critérios administrativos e técnicos. A PF também apresentou considerações sobre o planejamento operacional das investigações.
SUS fecha 2.866 leitos psiquiátricos, obstétricos e pediátricos durante o governo Lula
O Sistema Único de Saúde eliminou 2.866 leitos em três especialidades médicas entre 2023 e 2025, durante o governo Lula (PT). Os dados são do Datasus e foram levantados pelo Farol da Oposição, do Instituto Teotônio Vilela, organismo de estudos e formação política do PSDB. A psiquiatria registrou a maior perda: 1.885 leitos suprimidos. A obstetrícia perdeu 679 unidades. A pediatria teve fechamento de 302 leitos. As informações foram extraídas de dados públicos do Datasus e do IBGE. No total, o SUS abriu 7.050 leitos entre 2023 e 2025. No período correspondente da gestão de Jair Bolsonaro (PL), entre 2019 e 2021, foram inauguradas 10.163 unidades. A diferença representa queda de 30,6% na abertura de novos leitos. O contraste é ainda mais expressivo nos leitos clínicos. Entre 2023 e 2025, foram abertas apenas 627 unidades nessa especialidade. No período equivalente do governo Bolsonaro, entre 2019 e 2021, o número chegou a 20.278 unidades abertas. A área cirúrgica foi a única exceção. O governo atual registrou abertura de 7.526 leitos cirúrgicos desde 2023, contra 3.128 unidades no período correspondente da gestão anterior. Esta foi a única especialidade em que a atual gestão superou os números da administração anterior.
Polícia Civil desmente boatos de ‘reviravolta’ no caso do secretário que matou os filhos em Itumbiara
Relatos sobre uma suposta mudança na linha de investigação — que poderia, inclusive, alterar a autoria do crime — começaram a circular nas redes sociais. Nesta segunda-feira (23), a Polícia Civil de Goiás (PCGO) desmentiu peremptoriamente que haja novas linhas de investigação no caso que envolve a morte do secretário de Governo de Itumbiara, Thales Naves Alves Machado, e de seus dois filhos. Em nota oficial, a corporação afirmou que o inquérito conduzido pelo Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) de Itumbiara “segue em andamento, mantendo o mesmo escopo adotado desde o início dos trabalhos, sem alterações na linha investigativa”. Segundo a nota, novas informações só serão divulgadas após a conclusão das diligências e dos laudos periciais, respeitando o sigilo legal da investigação. Testemunhas que estiveram no apartamento onde ocorreu a tragédia prestaram depoimentos com detalhes da cena encontrada por moradores. Eles correram ao imóvel após uma publicação feita por Thales em rede social, na qual ele declarava que pretendia tirar a vida dos filhos e, em seguida, a própria. Segundo esses relatos, Thales foi encontrado deitado sobre a cama, com uma pistola Glock G25, calibre .380, sobre o peito. As duas crianças, Miguel Araújo Machado, de 12 anos, e Benício Araújo Machado, de 8, estavam feridas ao lado do pai. Ambas apresentavam marcas de disparos na região da cabeça. Moradores iniciaram o socorro imediato e levaram os meninos ao Hospital Municipal Modesto de Carvalho. Miguel não resistiu. Benício foi transferido em estado grave para o Hospital Estadual São Marcos e também faleceu. Thales teve a morte constatada ainda no local pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). As testemunhas também relataram forte cheiro de gasolina no interior do imóvel. Dois galões vazios foram encontrados no apartamento, indicando que o combustível teria sido espalhado no ambiente. A perícia recolheu a arma e realizou os levantamentos técnicos. Em publicação feita pouco antes do crime, Thales mencionou dificuldades no casamento, pediu desculpas à família e afirmou ter chegado ao que chamou de “limite do improvável”. Na noite anterior, ele havia publicado mensagem declarando amor aos filhos. O prefeito de Itumbiara, Dione Araújo, avô das crianças, também se manifestou publicamente após a morte dos netos.
Educadora e ex-secretária de Educação morre após ser atropelada dentro de condomínio em Manaus
Angela Neves Bulbol de Lima morreu na noite de domingo (22) em Manaus. A educadora havia sido atropelada na sexta-feira (20) dentro do condomínio Ephygênio Salles, no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul da capital amazonense. O atropelamento ocorreu enquanto a professora realizava exercícios físicos nas vias internas do condomínio. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) a transportou para uma unidade hospitalar, onde permaneceu internada por dois dias. A família divulgou nota oficial nas redes sociais confirmando o falecimento. “A família Bulbol comunica, com profundo pesar, o falecimento da professora Angela Bulbol (…) Educadora dedicada e exemplo de compromisso com a formação de gerações, deixa um legado de amor. A família agradece as manifestações de carinho e solidariedade”, diz o comunicado. As autoridades não revelaram as circunstâncias específicas do atropelamento. A identidade da pessoa que conduzia o veículo também não foi divulgada. Angela Bulbol foi secretária de Administração e Gestão do Amazonas (Sead) entre 2017 e 2018, durante a gestão do ex-governador Amazonino Mendes. A educadora também exerceu o cargo de pró-reitora de Administração e Finanças (Proadm) na Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Em novembro de 2025, a professora lançou o livro “Autobiografia Criativa”, publicação que reúne recordações, pensamentos e composições musicais de sua trajetória pessoal e profissional. O velório de Angela Bulbol foi realizado na segunda-feira (23) na Funerária Canaã, no Centro de Manaus. O enterro estava marcado para as 11h no Cemitério São João Batista. A prefeitura de Manaus emitiu pronunciamento oficial sobre a morte da professora, manifestando solidariedade aos familiares, amigos e pessoas que tiveram contato com a educadora.