O Bloco da Anistia levou manifestantes às ruas de Belo Horizonte neste domingo, 15 de fevereiro de 2026. O ato reuniu participantes que defenderam a liberdade do ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Vestindo roupas nas cores verde e amarelo e abadás com a inscrição “Bolsonaro Livre”, os manifestantes concentraram‑se na Praça Marília de Dirceu, no bairro Inconfidentes. O cortejo começou às 11h e seguiu até aproximadamente 16h, conforme a organização. Entre os destaques esteve Cristiano Reis, líder do movimento “Direita BH”, que se fantasiou de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal. Moraes foi relator dos processos relativos aos atos de 8 de janeiro. Cristiano usou camisa com a frase “Eu sou a Lei” e fez críticas ao ministro. Durante o trajeto, os foliões cantaram a música “Vai devagar, Xandão”, em referência a Moraes. Um dos trechos diz: “Vai devagar, Xandão! Quem sobe igual foguete derruba igual o balão. Você anda muito abusado passando por cima da Constituição querendo prender todo mundo que discorda da sua aberração”. Além das manifestações políticas, os participantes rezaram o Pai‑Nosso e, em seguida, cantaram o Hino Nacional em ritmo de marchinha de carnaval. Também foi entoado o coro “Acorda, Brasil, acorda!”, associado ao deputado Nikolas Ferreira (PL‑MG). O evento contou com a presença do deputado federal Eros Biondini (PL‑MG), que também atua como cantor de louvores. Na programação, apresentaram‑se a banda “Músicos Opressores” e o cantor “Boca Nervosa”, conhecido pelas músicas “Faz o L Jumento” e “Banco Master”.
Carro alegórico no Carnaval do Rio atropela vítima, que fica com fratura exposta nas pernas
Um carro alegórico da escola de samba União de Maricá se envolveu em um atropelamento que deixou ao menos três pessoas feridas na madrugada deste domingo (15), durante o desfile da Série Ouro, no Rio de Janeiro. Entre as vítimas está Itamar de Oliveira, 65 anos, que sofreu fratura exposta nas duas pernas. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, localizado no Centro da capital fluminense, onde permanece sob cuidados médicos. Segundo o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, a situação é delicada, mas há expectativa positiva quanto à recuperação. Foi um esmagamento, mas felizmente deve ser possível recuperar a perna. A equipe médica está avaliando no centro cirúrgico. A equipe da vascular e de ortopedia do Souza Aguiar já estão em cima do caso. A Secretaria Municipal de Saúde informou ainda que outros dois homens ficaram feridos, porém com menor gravidade. Eles foram atendidos inicialmente no posto médico do evento. Um já recebeu alta, enquanto o outro foi transferido para o Hospital Municipal Miguel Couto, situado na Zona Sul da cidade. Em comunicado oficial, a União de Maricá manifestou apoio à vítima e seus familiares. A União de Maricá informa que, ao término do desfile, foi registrado um incidente envolvendo a última alegoria da escola e o Sr. Itamar de Oliveira. Desde o ocorrido, a equipe da agremiação acompanha a situação de forma permanente, prestando todo o suporte necessário, inclusive com representantes no Hospital Municipal Souza Aguiar. A União de Maricá manifesta sua solidariedade ao Sr. Itamar de Oliveira e seus familiares. Neste momento, nada é mais importante do que a saúde e o pleno restabelecimento do envolvido.
Homem de 33 anos cai e desaparece no mar ao fotografar ponto perigoso na Praia da Guarita, em Torres (RS)
Um homem de 33 anos está desaparecido desde o início da manhã deste domingo (15) após cair no mar na Praia da Guarita, em Torres, no litoral norte do Rio Grande do Sul. As buscas continuam mobilizando equipes de resgate ao longo do dia. A vítima foi identificada como Douglas Martins Vargas. Segundo informações preliminares, ele teria descido até as Furnas do Diamante por volta das 6h30 para registrar uma fotografia, quando acabou caindo no mar. A área é conhecida pelas formações rochosas e pelo impacto intenso das ondas, o que exige atenção redobrada dos visitantes. O acionamento do resgate foi feito por um amigo que acompanhava Douglas no momento do ocorrido. O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul iniciou as buscas logo após ser comunicado, concentrando esforços no ponto onde o homem foi visto pela última vez. As condições do mar impõem dificuldades às equipes. As ondas fortes, a água de coloração escura e a grande quantidade de espuma na superfície reduzem a visibilidade. Além disso, a corrente de retorno acentuada pode ter arrastado o homem para outra área da praia, ampliando o perímetro das buscas. Os trabalhos contam com o apoio de embarcações e de um helicóptero, utilizados para varredura aérea e monitoramento da faixa costeira. As operações continuam, com a expectativa de que novas informações possam auxiliar na localização do desaparecido.
20 foliões da Série Ouro são assaltados por criminosos armados ao deixar a Sapucaí
Cerca de 20 foliões que deixavam um camarote da Série Ouro na região da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, foram alvo de criminosos armados na madrugada deste sábado. O grupo seguia em uma van credenciada com destino à Zona Sul quando o veículo foi interceptado no bairro do Estácio. De acordo com o relato de uma das vítimas, que optou por não se identificar, a abordagem ocorreu por volta de 1h10, na Rua Maia de Lacerda. Dois homens armados entraram na van e recolheram os celulares de todos os passageiros, além de duas correntes de ouro. Toda a ação teria sido concluída em menos de cinco minutos, evidenciando a rapidez da investida. Antes do crime, o motorista precisou alterar o percurso. Ao sair do setor par da Sapucaí, encontrou a via bloqueada e, diante da situação, um motociclista sugeriu que seguisse por outro caminho. Ao virar a esquina indicada, o veículo acabou cercado por aproximadamente cinco suspeitos, distribuídos em quatro motocicletas, que teriam articulado a emboscada. Os assaltantes utilizavam capacetes e portavam armas, o que dificultou qualquer tentativa de reconhecimento posterior. Após o ocorrido, o condutor ficou visivelmente abalado e desorientado. Um dos passageiros desceu do veículo para solicitar apoio a policiais que realizavam patrulhamento na área. Segundo a vítima, os agentes afirmaram que não poderiam adotar providências naquele momento. Sem qualquer tipo de escolta, a van prosseguiu até o ponto de encontro previamente combinado pelo grupo. A ocorrência foi formalmente registrada na 18ª DP (Praça da Bandeira). Em nota oficial, a Polícia Civil informou que requisitou à empresa responsável pelo transporte as imagens das câmeras de segurança instaladas no veículo e que diligências estão em andamento para identificar e localizar os autores do crime.
PT teme ação de André Mendonça como relator do caso Master e alerta risco político
Nos bastidores políticos, dirigentes do PT avaliam que o ministro André Mendonça, escolhido como novo relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), tem adotado uma conduta técnica e marcada pela isenção em seus julgamentos na Corte. A leitura predominante, até o momento, indica que o magistrado mantém postura alinhada aos ritos processuais e à legalidade. Contudo, integrantes do partido manifestam um certo “medo” quanto aos desdobramentos do inquérito em pleno ano eleitoral, temendo que Mendonça possa, eventualmente, poupar algum político de direita citado nas investigações. O ministro foi indicado ao STF pelo ex‑presidente Jair Bolsonaro, fato que alimenta cautela entre setores da legenda. A avaliação no entorno do presidente Lula é de que as apurações relacionadas ao Master poderão alcançar, no campo político, lideranças influentes do Centrão, como Antônio Rueda, do União Brasil, e Ciro Nogueira, do PP, ambos reconhecidos por sua proximidade com parlamentares do espectro conservador. Na sexta‑feira, 13 de fevereiro, Mendonça realizou, de forma remota, uma reunião com seus assessores e integrantes da Polícia Federal (PF). O encontro teve como objetivo organizar e definir os próximos encaminhamentos do inquérito, indicando que a relatoria já iniciou articulações técnicas para dar andamento às investigações.
Vorcaro confirma presença na CPMI e promete falar tudo
O banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, deverá prestar depoimento ao Senado Federal em duas comissões distintas ainda neste mês, em meio às apurações sobre o escândalo bilionário que envolve a instituição financeira. A informação foi confirmada por seus advogados, que afirmam que o empresário pretende colaborar com os trabalhos parlamentares. Conforme o cronograma divulgado, Vorcaro será ouvido pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no dia 24 de fevereiro. Já em 26 de fevereiro, comparecerá à CPMI do INSS, colegiado responsável por investigar suspeitas de desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A defesa informou que não ingressará com pedido de habeas‑corpus para assegurar o direito ao silêncio de forma ampla. Segundo os advogados, a estratégia adotada é permitir que o banqueiro responda aos questionamentos formulados, respeitando, contudo, a garantia constitucional de não produzir provas contra si mesmo. A equipe jurídica sustenta que ele “não ficará calado” e pretende prestar esclarecimentos sobre os fatos investigados. Atualmente em prisão domiciliar, Vorcaro deverá ser conduzido sob escolta da Polícia Federal até Brasília para participar das oitivas. De acordo com seus representantes, a decisão de comparecer voluntariamente integra uma postura de colaboração institucional, com a finalidade de reduzir tensões políticas e evitar medidas coercitivas que possam ampliar o desgaste público.
Impeachment de Toffoli pode destravar impasse entre Lula e Alcolumbre (Veja o vídeo)
Nos bastidores de Brasília, o debate sobre um eventual impeachment do ministro Dias Toffoli deixou de ser apenas especulação jurídica e passou a integrar cálculos políticos mais amplos. O tema, ainda que sensível, surge em meio a um impasse silencioso entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Davi Alcolumbre, envolvendo espaço institucional, influência no Senado e, principalmente, indicações estratégicas ao Supremo Tribunal Federal. Um dos pontos centrais da tensão política é a situação do atual advogado‑geral da União, Jorge Messias. O nome de Messias é considerado próximo ao presidente Lula e chegou a circular como potencial indicado ao STF. No entanto, resistências políticas e dificuldades de consolidação no Senado acabaram travando o avanço dessa articulação. Sem consenso claro, a indicação não prosperou. Esse bloqueio se tornou parte do impasse maior entre Planalto e Senado. Caso Toffoli viesse a deixar o Supremo por meio de um processo de impeachment, abrir‑se‑ia uma nova vaga na Corte. Uma vaga no STF não representa apenas uma substituição técnica; trata‑se de uma decisão de impacto estrutural no equilíbrio entre os Poderes. Uma nova indicação poderia permitir ao governo reorganizar o tabuleiro político. O nome de Messias poderia ser recolocado em um cenário de negociação mais amplo, agora dentro de um pacote de articulação maior. Além disso, surgem hipóteses de que figuras com forte trânsito institucional, como Rodrigo Pacheco, poderiam entrar no radar como solução de equilíbrio para acomodar interesses do Senado. É importante destacar que o impeachment de ministro do STF é medida extrema. Exige quórum elevado no Senado, articulação robusta e alto custo político. Não se trata de um movimento simples ou automático. Historicamente, grandes rearranjos institucionais em Brasília costumam ocorrer quando diferentes interesses convergem. Se houver ambiente político favorável, uma vaga no Supremo pode se transformar em instrumento de pacificação entre Executivo e Senado. A questão central não é apenas jurídica, mas estratégica. O governo precisa manter estabilidade e base parlamentar. O Senado busca preservar protagonismo. O Supremo precisa resguardar sua autoridade institucional. Nesse contexto, um eventual impeachment poderia ser interpretado não apenas como ruptura, mas como reconfiguração do equilíbrio político. Se há força suficiente para que esse cenário avance, ainda não há resposta definitiva. O que se sabe é que, em Brasília, nenhuma vaga no STF é apenas uma vaga; é sempre parte de um jogo maior.
CPI propõe quebra de sigilo fiscal de empresa de Toffoli
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado Federal, vai deliberar no próximo dia 25 sobre um requerimento que solicita a quebra do sigilo fiscal da Maridt Participações S.A., empresa da qual o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli é sócio. A proposta foi apresentada pelo relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB‑SE), e recebeu apoio do presidente do colegiado, senador Fabiano Contarato (PT‑ES). Parlamentares da base governista e também integrantes da oposição manifestaram concordância com a medida; o senador Hamilton Mourão (Republicanos‑RS) também sinalizou apoio. Comentando a atuação da comissão, Contarato afirmou que os trabalhos seguem os parâmetros constitucionais e o interesse público. “Ninguém será blindado, não importa o cargo ou a hierarquia que ocupe”, declarou. O requerimento será encaminhado ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão responsável por produzir relatórios de inteligência financeira a partir de solicitações de CPIs. Se aprovado, o pedido poderá viabilizar o acesso a dados sobre a origem e o destino de valores movimentados pela empresa nos últimos anos, ampliando o escopo das investigações. Além do Coaf, o texto inclui requisições de informações às empresas Meta — controladora do WhatsApp — e Google, bem como às operadoras de telefonia. No documento, o relator sustenta haver indícios de “anomalia econômica e social”, apontando a hipótese de que a companhia possa ter sido utilizada como estrutura de fachada para ocultar o real beneficiário de determinadas trans ações financeiras. O requerimento também menciona eventual ligação da Maridt com o resort Tayayá, situado em Ribeirão Claro (PR), e com o fundo de investimentos Arleen, que teria relação com o Banco Master. Conforme descrito, o nome “Maridt” seria formado pela junção de “Marília” e “Dias Toffoli”. Na mesma sessão prevista para o dia 25, a CPI deve apreciar convites aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli para prestarem esclarecimentos. Por se tratarem de convites, não há obrigatoriedade de comparecimento. Entre as convocações formais estão o advogado Paulo Humberto Barbosa, atual proprietário do resort Tayayá, e o economista Augusto Lima, ex‑sócio de Vorcaro e CEO do Banco Master. Paralelamente aos trabalhos parlamentares, integrantes da diretoria da Polícia Federal e da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor) acompanham as apurações envolvendo o Banco Master. Segundo informações divulgadas pela imprensa, interlocutores do ministro do STF André Mendonça relatam que ele pretende conduzir o caso com discrição, priorizando aspectos processuais e evitando manifestações públicas neste momento sensível para a Corte.
Banco Master ignora prazo do INSS e tem R$ 2 bilhões bloqueados
O liquidante do Banco Master deixou de atender ao prazo estabelecido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para prestar esclarecimentos sobre supostas irregularidades em empréstimos consignados. A autarquia notificou formalmente a instituição financeira, fixando como limite a última quinta‑feira, 12, mas não recebeu resposta. A apuração foi iniciada pelo INSS após a identificação de indícios de inconsistências em operações de crédito consignado vinculadas ao Master. O presidente do instituto, Gilberto Waller Junior, informou que novas providências estão em análise e que uma decisão deverá ser anunciada após o Carnaval. Segundo ele, o órgão avalia alternativas administrativas e jurídicas diante da ausência de resposta. Como medida preventiva, o INSS determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 2 bilhões em repasses relacionados a consignados do banco. A restrição atinge mais de 250 mil contratos, que permanecem sob verificação detalhada. O objetivo, conforme a autarquia, é evitar novos prejuízos a beneficiários até que as suspeitas sejam devidamente esclarecidas.
Itumbiara: homem assassina ex‑esposa e se suicida
Um caso de violência doméstica chocou moradores de Itumbiara, no sul de Goiás, neste sábado (14). Pedro da Costa Queiroz matou a ex‑esposa, Elieser Teodoro da Silva, com disparos de arma de fogo e, logo depois, tirou a própria vida no bairro Jardim Europa. A vítima foi localizada já sem vida dentro da residência do casal. O autor chegou a ser socorrido por uma equipe do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), mas não resistiu aos ferimentos. A ocorrência mobilizou forças de segurança e equipes de emergência ao longo da manhã. Durante a ação, a filha da vítima, uma adolescente de 15 anos, também foi atingida. Conforme informou a Polícia Militar, ela sofreu uma coronhada na cabeça, resultando em lesão craniana, e precisou ser encaminhada para atendimento hospitalar. O imóvel foi isolado para que a perícia técnica realizasse os procedimentos necessários à preservação e análise da cena do crime. No local, os policiais apreenderam um revólver calibre .38, além de objetos pessoais do autor. Segundo o portal Mais Goiás, vizinhos ouviram os disparos e tentaram prestar socorro. Contudo, o homem, ainda armado, teria ordenado que todos se afastassem, impedindo qualquer intervenção imediata. O delegado Felipe Sala, do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Itumbiara, afirmou que o caso está sendo tratado como feminicídio seguido de suicídio. “Tudo indica que seja mais um feminicídio seguido de suicídio. A filha da mulher, de 15 anos, foi atingida apenas com a coronhada e encaminhada ao hospital. A princípio, é isso. Mas ainda vamos apurar tudo corretamente”, disse ao jornal O Hoje. Ele completou: “A investigação acaba de começar. Estamos acompanhando a perícia aqui no local do crime e, assim que chegarmos à delegacia, vamos instaurar o inquérito e dar continuidade às investigações”. O episódio ocorreu na mesma cidade onde, recentemente, dois meninos — Miguel, de 11 anos, e Benício, de 8 anos — morreram após serem baleados pelo próprio pai, o secretário de Governo Thales Machado, que também tirou a própria vida.