Em agenda pública realizada nesta quinta-feira (16/4), o pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) apresentou propostas contundentes voltadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e fez críticas diretas a integrantes da Corte. Entre as medidas defendidas pelo ex-governador mineiro, está a criação de mandatos para ministros e mudanças estruturais no funcionamento do tribunal.
Durante seu discurso, Zema afirmou que pretende encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta para reformular profundamente o STF. Segundo ele, a intenção é estabelecer um modelo em que os ministros tenham maior responsabilização por seus atos.
“A primeira coisa que eu vou fazer é acabar com a farra dos intocáveis. Minha primeira medida será propor ao Congresso um novo Supremo, um Supremo em que seus membros prestem contas dos seus atos. Um Supremo em que parentes de ministros não possam ter negócios jurídicos. Um Supremo com idade mínima de 60 anos e mandato de 15, para que seja a coroação de uma carreira irretocável”, declarou.
Em tom mais incisivo, o ex-governador de Minas Gerais também afirmou que alguns ministros deveriam ser alvo de investigação. Ao mencionar nominalmente Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, declarou que ambos deveriam deixar a Corte e, segundo suas palavras, ser presos.
“O Judiciário é importantíssimo, mas hoje ele está sendo o contrário. Hoje os exemplos piores do Brasil estão vindo do Supremo Tribunal Federal, que se transformou no balcão de negócios, está claríssimo. E precisamos não só tirar dois ministros [Dias Toffoli e Alexandre de Moraes] de lá, pelo que já se viu, como também mandá-los para a prisão, em nome de uma democracia”, afirmou.

As declarações de Zema ocorrem em um contexto de questionamentos sobre a atuação de membros do STF. O ex-governador faz referência ao Caso Master, que envolve investigações sobre relações entre ministros da Corte e o empresário Daniel Vorcaro.
Um relatório da Polícia Federal entregue ao ministro André Mendonça, novo relator do Caso Master, revela que Daniel Vorcaro organizava festas sexuais para políticos e empresários poderosos. A investigação menciona os nomes dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, além de suas esposas.
