Lula, em encontro fechado na segunda‑feira (17) no Palácio do Planalto, contou ao senador Rodrigo Pacheco (PSD‑MG) que vai mandar o advogado‑geral da União, Jorge Messias, para o STF. A vaga apareceu depois que Luís Roberto Barroso saiu no mês passado, e a escolha de Messias decepcionou quem esperava Pacheco, indicado por Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes. Fontes dizem que Lula disse a Pacheco que quer que ele concorra ao governo de Minas Gerais em 2026, apontando que o estado é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil. O presidente afirmou que ter Pacheco na corrida ajudaria a reforçar a base do governo e a equilibrar as forças numa eleição apertada. Mesmo com o convite, Pacheco não se pronunciou de forma definitiva. O senador, que pensa em se afastar da política, não disse se aceita a ideia de Lula e deixa seu futuro incerto. Mas a nomeação de Messias não vai ser tranquila. Davi Alcolumbre, presidente do Senado, contou a Lula que o advogado‑geral vai encontrar forte resistência entre os parlamentares. Para ser aprovado, o nome precisa passar por uma sabatina na CCJ e depois conseguir, no mínimo, 41 votos no plenário – um momento delicado pelas brigas internas e opiniões diferentes no Congresso.
URGENTE: Flávio Dino ‘surta’ e vai ao ataque contra André Mendonça
Flávio Dino perdeu a paciência ao reagir às duras declarações de André Mendonça. O colega disse, sem rodeios, que a Suprema Corte pratica “ativismo judicial” e que alguns processos são adiados repetidamente. Dino ainda alertou que o Brasil está mergulhado em insegurança jurídica e que as instituições estão se enfraquecendo. Para Dino, a acusação de ativismo não passa de “espuma” sem base. Ele defende que a Corte decide estritamente conforme a lei, respondendo apenas aos fatos que surgem. Ele acrescentou que quem lança esse discurso busca apenas aplausos fáceis perante certos públicos, e que a função dos ministros é somente aplicar e interpretar a Constituição nos casos apresentados. A atmosfera na Corte está tensa. Agora, André Mendonça levantou a voz e não vai mais ficar em silêncio.
Parque que leva o nome do falecido pai, faz prefeito de Recife virar alvo de investigação por improbidade
O MPPE abriu um processo para checar se houve irregularidades ou improbidade na obra do Parque Governador Eduardo Campos, que fica onde era o Aeroclube de Pernambuco, no bairro do Pina, em Recife. A investigação começou depois que o vereador Thiago Medina entregou uma denúncia formal em 9 de janeiro, um dia depois de ter vistoriado o local em 8 de janeiro. O vereador conta que o contrato nº 2601.4003/2023, feito entre a prefeitura de Recife – pelo Gabinete de Projetos Especiais – e a empresa Loquipe Locação de Projetos e Mão de Obras Ltda, recebeu vários aditivos que aumentaram muito o preço e o tempo da obra. Assinado em 8 de maio de 2023, o contrato começava com R$ 62.242.305,49 e prazo de 14 meses, devendo terminar em 16 de julho de 2024. Depois disso, foram assinados sete aditivos, que somaram R$ 18.228.008,70 a mais e estenderam o prazo em 360 dias, ou seja, um ano. O custo subiu para R$ 80.470.314,10 e a nova data de entrega ficou para 16 de julho de 2025. O MPPE ainda viu que a prefeitura abriu outra licitação (nº 0001/2025) para o mesmo parque, acrescentando mais R$ 20.460.348,05 para construir o Setor 04, que seria uma área de convivência. Com os aditivos e a nova licitação, o preço total pode passar dos R$ 100 milhões, cerca de 60% a mais do que o previsto no início. A promotora Selma Magda Pereira Barbosa Barreto, da 15ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania (Patrimônio Público), abriu o Procedimento Preparatório nº 01998.001.491/2025 para investigar, como improbidade administrativa, os aditivos do contrato. O MPPE já pediu documentos ao Gabinete de Projetos Especiais e ao Ministério Público de Contas e notificou outra vez o vereador Thiago Medina, exigindo mais explicações e novos dados sobre o caso. Para Thiago Medina, a medida do MPPE é um avanço importante na luta pela transparência e pelo uso correto do dinheiro público.
Banco Master e o desgaste do Supremo
Os laços que apontam ao Banco Master, os envolvidos e o processo que está enfraquecendo o Supremo só vão se intensificar. Quando o governo permite que os depoentes da CPMI do Aposentão se calem, a pressão de quem cobra o assunto força a imprensa tradicional a comentar. Em 2026, o judiciário deve atuar mais, e junto ao TSE pode colocar barreiras que impeçam a oposição de colocar candidatos. Assim, a pressão não bloqueia as interferências, mas complica as manobras dos sinistros, que percebem mais dificuldade em tomar decisões.
‘Lula mandou projeto fraco, com brechas e benefícios para facções… Convite para continuar de joelhos’
Na terça-feira, 18, a Câmara dos Deputados aprovou a base do PL Antifacção. O resultado foi 370 votos a favor, 110 contra e 3 abstenções.
Parlamentar petista está prestes a perder o mandato
Na segunda-feira (17), a Comissão Especial Processante da Câmara de Natal aprovou um parecer que pede a cassação do mandato da vereadora Brisa Bracchi, do PT. O relator, Fulvio Saulo, de Solidariedade, alegou que Brisa usou dinheiro público para financiar um evento político, o que é o ponto central da análise. O parecer foi concluído na quinta-feira (13) e, na reunião de segunda, a presidente Anne Lagartixa, de Solidariedade, o aprovou. Só um membro, Daniel Valença do PT, votou contra e questionou as conclusões. Em agosto, a investigação começou depois que o vereador Matheus Faustino, do União Brasil, denunciou Brisa. Ele a acusou de ter enviado R$ 18 mil de emendas fiscais para pagar um evento que comemorou a prisão de Jair Bolsonaro, do PL. A denúncia diz que o ato era claramente político e, por isso, um uso indevido de recursos. O caso vai para o plenário de hoje (18) em votação nominal. Brisa e Faustino não podem votar porque estão envolvidos no processo. Para substituir Faustino, o suplente Albert Dickson, ex-vereador, será chamado. Já para Brisa, a Procuradoria disse que Júlia Arruda deve ser convocada, mesmo que o regimento não preveja substituição automática, seguindo normas federais de responsabilização. Fulvio Saulo disse que a ilegalidade não desaparece se os artistas recusarem o pagamento. Ele citou julgamentos que já reconhecem isso. O ato é ilícito quando Brisa convoca um evento político, e a infração acontece no momento em que o dinheiro é direcionado. Ele também destacou que o debate jurídico se concentra na forma como os recursos públicos são usados.
AO VIVO: Operação Banco Master causa pânico em Brasília (veja o vídeo)
A Polícia Federal acabou de colocar fim à semana de suspeitas: Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master, foi preso na Operação Compliance Zero. Na ação, foram obtidos sete mandados de prisão, 25 de busca, e descobertos R$ 1,6 milhão em dinheiro, joias, supercarros e vinhos caros. Mas o escândalo vai além. Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes, também foi ligada ao banco. Enquanto isso, na Câmara dos Deputados, Hugo Motta avançou e aprovou o PL Antifacção por maioria, deixando a esquerda desolada. E há mais: agora presos não podem votar, o que irritou os eleitores de Lula que estão na cadeia. Para discutir tudo isso, o Jornal do JCO trouxe o deputado estadual Gustavo Victorino, o jornalista Glauco Fonseca e o analista político Paulo Baltokoski. Não perca, compartilhe e apoie o Jornal da Cidade Online.
Verdadeiros especialistas da Segurança Pública mostram soluções para combater facções criminosas (assista o podcast)
Policiais têm feito operações em todo o Brasil contra facções que se espalham pelo país, assustando a população e drenando o dinheiro do governo com fraudes e evasão de impostos. O Podcast A Verdade traz uma visão clara desse cenário, juntando especialistas que já lutam contra o crime. Na mesa, temos o Coronel Fernando Montenegro, que comandou a operação do Morro do Alemão em 2010; o deputado estadual Marcio Gualberto, que já foi inspetor da Polícia Civil do Rio; e o deputado estadual Capitão Martim, que é reservista da Marinha. No debate reservado aos assinantes, os especialistas destacam os principais problemas e apresentam soluções para conter o crescimento das facções no Brasil.
Inimigo “número 1” de Marcola toma punição
Na prisão federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte, o ex‑PCC Roberto Soriano, chamado Tiriça, foi colocado em isolamento disciplinar quando a segurança encontrou um osso de galinha afiado na sua cela. Os guardas descobriram que o osso tinha sido afiado com cuidado, transformando‑se em uma lâmina feita à mão. As autoridades acham que o objeto pode ter sido preparado para um ataque. Parece que Soriano queria usá‑lo contra agentes, presos ou até tentar manter alguém como refém, o que mostra o quão perigoso ele é na prisão. A punição começou na terça (11) e dura trinta dias. Enquanto isso, Tiriça não pode receber visitas nem aproveitar as duas horas de banho de sol diárias. Essa é a sanção típica quando há indícios de violação séria das regras da prisão. As refeições na prisão não devem ter ossos, mas às vezes pequenas peças passam despercebidas no panelão. A CNN contou que foi por isso que o preso conseguiu o fragmento que usou como arma. Hoje, Tiriça é o maior rival de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, que lidera o PCC. Soriano tinha sido o segundo na hierarquia, mas se afastou depois de acusá‑o de traição e mau comportamento. Os áudios que mostraram Marcola foram usados contra Tiriça em processos judiciais. A crise aumentou quando Soriano, junto com Abel Pacheco de Andrade (Vida Loka) e Wanderson Nilton de Paula Lima (Andinho), tentou expulsar Marcola e até mandá‑lo morto. A resposta foi rápida: a maioria do grupo defendeu o líder e decidiu matar os rebeldes, chamados de “ala terrorista”. Esse episódio ficou como o maior conflito interno do PCC, um dos momentos mais agitados da facção. Em 2023, Tiriça recebeu 31 anos e meio de prisão. Ele é acusado de ter comandado o assassinato da psicóloga Melissa de Almeida Araújo e também o de Alex Belarmino de Souza, agente federal.
Revelada a relação entre esposa de Moraes e Banco que foi “liquidado” por escândalo
O Banco Master, agora sob investigação da Polícia Federal e cujo dono, Daniel Vorcaro, foi preso, contou antes com o escritório Barci de Moraes. Nessa banca trabalhava Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e seus dois filhos. Em abril, Malu Gaspar, do O Globo, disse que Viviane dava assessoria jurídica ao Master em algumas causas. Mas não se soube quais processos ou quanto ela cobrava. A pesquisa mostrou que Viviane participou de 31 processos na Suprema Corte, mas nenhum envolvia o Banco Master. Só um desses ainda estava em andamento em 18 de março. Não se sabe se ela continua trabalhando com o banco depois da sanção dos EUA, que a colocou na Lei Global Magnitsky em setembro. A situação fez o site da banca sumir. Por isso, Viviane abriu um novo escritório e agora trabalha com a filha Giuliana como sócia. O Banco Central já ordenou a liquidação extrajudicial do Banco Master.