Neste exato momento, a caminhada liderada por Nikolas Ferreira avança rumo a Valparaíso de Goiás (GO), a caminho de Brasília. De acordo com informações coletadas, milhares de pessoas se posicionam à beira da estrada para apoiar a iniciativa, que busca justiça para os presos políticos do país, entre eles o ex‑presidente Jair Bolsonaro. Ao vivo do local, acompanham o jornalista e escritor Emílio Kerber e o vereador de Porto Alegre (RS), Coronel Ustra, que se juntam à marcha. Assista à transmissão ao vivo:
Moraes, temendo outro 8 de janeiro, ordena retirada imediata de acampamentos na Papuda
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a remoção imediata de barracas e demais estruturas instaladas nas imediações do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde o ex‑presidente Jair Bolsonaro está preso. A medida afeta apoiadores que se reuniam nas proximidades da chamada “Papudinha”. A decisão foi tomada após solicitação da Procuradoria‑Geral da República (PGR), apresentada na petição 15285. O pedido focou a presença de acampamentos, faixas e outros materiais ao redor do complexo prisional, considerados risco potencial à segurança da unidade. Moraes recordou os acampamentos formados em frente a quartéis após as eleições de 2022, avaliando que a omissão do poder público naquele período contribuiu para episódios posteriores de violência e instabilidade institucional. A ordem judicial determina que os órgãos de segurança do Distrito Federal, sobretudo a Polícia Militar, realizem a retirada das estruturas e mantenham vigilância permanente no local, com o objetivo de impedir novas concentrações.
Deputado Nikolas Ferreira é notificado pela PRF por risco na “caminhada pela liberdade”
A Polícia Rodoviária Federal notificou formalmente o gabinete do deputado federal Nikolas Ferreira (PL‑MG), exigindo que sejam adotadas medidas de segurança durante a manifestação itinerante denominada “caminhada pela liberdade”, que segue pelas rodovias federais em direção a Brasília. Segundo a PRF, a notificação decorre de riscos operacionais identificados na BR‑040, onde os manifestantes caminham pelo acostamento enquanto o tráfego de veículos continua normalmente. O movimento, que chegou ao quinto dia nesta sexta‑feira, 23 de janeiro, já percorreu mais de 144 kilômetros e conta com mais de 100 pessoas em alguns trechos. Em nota, a PRF afirmou que Nikolas Ferreira é considerado o responsável pelo ato político e, por isso, deve orientar os participantes e adotar ações para mitigar os riscos à segurança, prevenindo incidentes na rodovia. O órgão não proibiu a continuidade da caminhada, mas reforçou a necessidade de organização, cautela e respeito às normas de segurança viária. A corporação informou ainda que o monitoramento será contínuo, com equipes dedicadas ao acompanhamento do grupo, e alertou que medidas administrativas e legais poderão ser aplicadas caso haja descumprimento da legislação. A chegada a Brasília está prevista para domingo, 25 de janeiro, com manifestação marcada para as 12 h na Praça do Cruzeiro.
PT tem relação obscura com o Banco Master
Um movimento liderado pelo senador Jaques Wagner (PT‑BA), líder do governo Lula no Senado, foi decisivo para viabilizar a contratação de Guido Mantega pelo Banco Master. Conforme revelou o site Metrópoles, o ex‑ministro da Fazenda passou a atuar como consultor da instituição controlada por Daniel Vorcaro, com remuneração mensal de R$ 1 milhão. A contratação ocorreu depois que o governo federal recuou da intenção de indicar Mantega para o Conselho de Administração da Vale. Na época, a reação negativa do mercado financeiro pesou contra a nomeação, interpretada como tentativa de ingerência política, embora a mineradora tenha natureza formalmente privada e mantenha relações institucionais com o poder público. Atuação estratégica e tentativa de venda do banco Dentro do Banco Master, a principal atribuição de Mantega foi atuar como facilitador nas negociações para a venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB). O ex‑ministro prestou serviços até poucas semanas antes de o Banco Central decretar a liquidação do banco, em novembro do ano passado. Os valores pagos pelo trabalho podem ter alcançado, ao menos, R$ 11 milhões. A aproximação entre o banco e quadros ligados ao PT aconteceu em um período em que o Master mantinha diálogo frequente com figuras centrais do governo. Esse cenário contrastou com o discurso adotado pelo presidente Lula nesta sexta‑feira, 23, em Maceió, quando criticou duramente o controlador da instituição, sem citá‑lo nominalmente, e apontou a “falta de vergonha na cara” de quem o apoia. Circulação no Planalto e registros oficiais Durante o período em que atuou como consultor, Mantega esteve pelo menos quatro vezes no Palácio do Planalto ao longo de 2024. Registros oficiais apontam encontros nos dias 22 de janeiro, 1º de abril, 29 de outubro e 4 de dezembro, sempre com o chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro. Nas agendas, Mantega aparece descrito apenas como ex‑ministro da Fazenda, sem referência ao Banco Master. Os dados foram reunidos a partir da plataforma Agenda Transparente, mantida pela ONG Fiquem Sabendo. Em agosto de 2025, o jornal O Globo informou ainda que houve uma reunião entre Lula e Daniel Vorcaro em 2024, encontro que não constou nos registros públicos. A ligação política do Banco Master não se restringia a Mantega. Ela passava também por Augusto Lima, sócio de Vorcaro e ex‑CEO da instituição, que mantém proximidade tanto com Jaques Wagner quanto com o ministro da Casa Civil, Rui Costa. Lima, inclusive, esteve presente no palanque do evento em que Lula fez críticas a defensores do banco, reforçando a percepção de trânsito político do grupo nos bastidores do governo.
Morre Constantino de Oliveira Júnior, criador da Gol e ícone da aviação low‑cost no Brasil
Constantino de Oliveira Júnior, empresário que fundou a Gol Linhas Aéreas e presidia o conselho de administração da companhia, morreu na manhã deste sábado (24), em São Paulo, aos 57 anos. Ele estava internado em um hospital da capital paulista e enfrentava, há anos, um câncer. Reconhecido como um dos principais nomes da aviação comercial brasileira, Júnior foi o responsável por criar a Gol em 2001 e se tornar o primeiro CEO da empresa. À frente do projeto, ajudou a implantar no Brasil o modelo de “baixo custo, baixa tarifa”, que mudou a dinâmica do setor e ampliou o acesso ao transporte aéreo no país. Antes de ingressar na aviação, Constantino Júnior construiu carreira no setor de transportes terrestres. Entre 1994 e 2000, atuou como diretor da Comporte Participações, grupo controlador de empresas de transporte rodoviário de passageiros, experiência que influenciou diretamente a concepção do modelo de negócios da Gol. Em 2004, passou a integrar o Conselho de Administração da companhia, acumulando a função com o comando executivo até 2012. A partir desse ano, deixou a gestão direta da empresa e assumiu a presidência do conselho, cargo que ocupava até sua morte. Paralelamente, também era membro do Conselho de Administração e um dos fundadores do Grupo ABRA, holding do setor aéreo. Fora do mundo corporativo, Júnior mantinha forte ligação com o automobilismo. Apaixonado por corridas, chegou a competir na Porsche Cup, conciliando a atividade esportiva com a rotina empresarial. Em nota oficial, a Gol lamentou a morte de seu fundador e destacou sua importância para a companhia e para o setor aéreo nacional. A empresa afirmou: “A GOL Linhas Aéreas manifesta profundo pesar pelo falecimento de seu fundador, Constantino Júnior, neste sábado, 24/01/2026, aos 57 anos. Há 25 anos, Júnior e a família Constantino deram início à trajetória da mais brasileira das companhias aéreas. Com uma visão empreendedora e valores sólidos, nascia uma empresa reconhecida por sua excelência, referência em inovação e por seu compromisso com o desenvolvimento do Brasil. Neste dia de enorme tristeza, a Companhia se solidariza com os familiares e amigos, expressando seus sentimentos e reconhecendo seu legado. Sua liderança, sua visão estratégica e, sobretudo, seu jeito simples, humano, inteligente e próximo deixaram marcas profundas em nossa cultura. Os princípios estabelecidos por seu fundador fizeram a companhia crescer e hoje fazer parte de um grupo internacional. Eles seguem vivos na GOL e continuam transformando a aviação no Brasil.” A trajetória de Constantino de Oliveira Júnior foi marcada por reconhecimentos ao longo dos anos. Entre as homenagens recebidas estão os prêmios “Executivo de Valor”, concedido em 2001 e 2002 pelo jornal Valor Econômico, “Executivo Líder” no setor de logística em 2003 pela Gazeta Mercantil e, em 2008, o título de “Executivo Ilustre” na categoria Transporte Aéreo, concedido pela GALA (Galería Aeronáutica Latinoamericana), com patrocínio da IATA.
Irmã de Débora Rodrigues entrega camiseta escrita em batom a Nikolas Ferreira antes da caminhada a Brasília
Débora Rodrigues, cabeleireira condenada a 14 anos de prisão por ter escrito a frase “Perdeu, mané” na estátua do Supremo Tribunal Federal durante os atos de 8 de janeiro de 2023, enviou um presente simbólico ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL‑MG). O deputado recebeu uma camiseta escrita em batom com a frase “Acorda, Brasil!”, slogan que ele tem repetido desde o início de sua campanha rumo a Brasília, onde está prevista uma grande manifestação política. A entrega foi feita pela irmã de Débora, Cláudia Rodrigues, que saiu do interior de São Paulo para encontrar o deputado e outros participantes da mobilização. Em publicação nas redes sociais, Cláudia declarou que a camiseta representa um gesto de gratidão: “É um presente simbólico para agradecer pela iniciativa e por citar a injustiça que a nossa família vem lidando nos últimos anos”. Nikolas Ferreira recebeu a camiseta de forma positiva e afirmou que pretende usá‑la no domingo, 25, data prevista para sua chegada à capital federal. O encontro e a entrega do presente foram registrados em vídeo e compartilhados nas redes sociais.
Justiça condena assassinos da filha do deputado bolsonarista
O Tribunal do Júri da Comarca de Nova Mutum encerrou nesta sexta‑feira (23) o julgamento dos acusados pelo assassinato de Raquel Cattani, filha do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), apoiador fervoroso de Jair Bolsonaro. A sessão durou cerca de 16 horas e resultou na condenação dos réus a 30 e 33 anos de prisão, em regime fechado. O Conselho de Sentença, formado por sete jurados, aceitou a tese de homicídio qualificado apresentada pela acusação. As qualificadoras reconhecidas foram feminicídio, motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, o que levou à aplicação das penas máximas previstas em lei para esse crime. Gilberto Cattani acompanhou o julgamento presencialmente e permaneceu no plenário durante a leitura da sentença. Após o veredicto, o parlamentar comentou o desfecho: “As limitações de condenação são fracas no nosso país, mas isso é um alento, uma sensação de que vão ao menos pagar um pouco do que fizeram de mal à nossa família.” A juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkoski fixou a pena de 33 anos, três meses e 20 dias de reclusão para Rodrigo Xavier Mengarde, condenado por feminicídio e furto. Romero Xavier Mengarde, ex‑marido da vítima, recebeu a pena de 30 anos de prisão, também por feminicídio. Ambos permanecem detidos. Para a família, a condenação não encerra o sofrimento, mas oferece algum amparo institucional. “Não tem como encerrar, não tem como esquecer, não tem como modificar, não tem como voltar atrás; o que está feito, está feito, mas isso ameniza”, declarou. O deputado também elogiou a condução do processo e o trabalho do Judiciário. “O que nos conforta não é vê‑los nessa posição, mas sim ver a ação da Justiça sendo efetivada, desde a senhora juíza até todos os demais membros que participaram, que foram espetaculares em suas funções”, afirmou. Raquel Cattani foi assassinada em 18 de julho de 2024, em sua residência na zona rural de Nova Mutum. Segundo a acusação, o crime foi planejado pelo ex‑marido e executado pelo irmão dele, mediante promessa de pagamento, circunstâncias que pesaram na decisão do júri.
Jornalista renomada denuncia o absurdo da decisão de Moraes contra Nikolas
A renomada jornalista Cristina Graeml se manifestou após Alexandre de Moraes proibir manifestações na Papuda e autorizar prisão em flagrante de quem resistir. Disse ela no X: “Moraes comparou os manifestantes aos acampamentos de 8 de janeiro. Disse que “o Estado Democrático de Direito é inegociável”. Mas espera aí: desde quando manifestação pacífica é crime? Desde quando pedir liberdade de um preso político ameaça a democracia? A PGR citou a “Caminhada da Paz” do Nikolas Ferreira como justificativa. Só que o ato vai acontecer a 30 km da Papuda. O próprio Nikolas disse que NÃO vai passar pelo presídio. Ou seja: usaram um ato que nem vai acontecer ali para criminalizar quem está exercendo o direito constitucional de se manifestar. Isso não é democracia. É perseguição política disfarçada de decisão judicial.
Pastor Malafaia finalmente se manifesta sobre a Caminhada de Nikolas (veja o vídeo)
O pastor Silas Malafaia se pronunciou em apoio à Caminhada pela Justiça e Liberdade, iniciativa liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL‑MG) e também chamada de “Acorda, Brasil!”. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o líder religioso elogiou a mobilização e afirmou que o ato tem como objetivo a defesa de “pessoas injustiçadas” e a denúncia de abusos que, segundo ele, seriam praticados por autoridades do Judiciário. Na gravação, Malafaia declarou estar de acordo com os propósitos da caminhada e disse: “Essa caminhada, e eu concordo, tem dois objetivos principais: a favor das pessoas injustiçadas, covardemente condenadas em uma farsa de pseudogolpe, de pura perseguição política do ditador da toga, Alexandre de Moraes. Persegue Bolsonaro, a direita, donas de casa, avós, aposentados, mães de crianças, com penas altíssimas e sem nenhuma prova de golpe”. O pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec) adotou tom de enfrentamento, afirmando que não teme represálias e que continuará se manifestando publicamente. “Faça o que você tiver que fazer, eu não vou me calar, e vou continuar a denunciar os seus crimes”, declarou, em referência direta ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além de defender a caminhada liderada por Nikolas Ferreira, Malafaia ampliou as críticas ao Judiciário ao mencionar as investigações envolvendo o Banco Master. Ele citou suspeitas de fraudes financeiras, o contrato milionário da instituição com a esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci, e questionou a condução do caso pelo ministro Dias Toffoli, também integrante do STF.
MORAES DETERMINA PRISÃO DE NIKOLAS E SEUS APOIADORES SE VIEREM À PAPUDA
Em decisão proferida nesta sexta‑feira, 23, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou a retirada imediata de acampamentos e proibiu o acesso, a permanência e qualquer tipo de manifestação nas imediações do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, onde está custodiado o ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL). O magistrado também autorizou a prisão em flagrante de quem resistir ao cumprimento da ordem judicial. A medida foi tomada após pedido da Procuradoria‑Geral da República (PGR), que apontou riscos concretos à segurança do sistema prisional e alertou para a possibilidade de repetição de episódios semelhantes aos registrados antes dos atos de 8 de janeiro. Segundo a PGR, a concentração de manifestantes nas proximidades do presídio poderia gerar instabilidade e comprometer a ordem pública. De acordo com o órgão, após a transferência de Bolsonaro para o Núcleo de Custódia da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, grupos passaram a se reunir em frente à unidade. No local, foram montadas barracas e faixas com pedidos de anistia e de liberdade ao ex‑presidente, além da ampla divulgação de vídeos nas redes sociais incentivando a mobilização. A Procuradoria também mencionou a marcha liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL‑MG), prevista para chegar a Brasília no domingo, 25, com protestos contra a prisão. Conforme a avaliação apresentada, a mobilização teria como objetivo promover manifestações ostensivas contrárias a decisões do STF, elevando o risco de tensão institucional. Na decisão, Moraes ressaltou que os direitos de reunião e de livre manifestação não possuem caráter absoluto e não podem ser exercidos de forma abusiva. “Os direitos de reunião e livre manifestação são relativos e não podem ser exercidos, em uma sociedade democrática, de maneira abusiva e atentatória à proteção dos direitos e liberdades dos demais”, escreveu o ministro. O magistrado destacou ainda que tais garantias constitucionais não amparam condutas abusivas ou violentas voltadas à desestabilização das instituições. Ao relembrar os eventos de 8 de janeiro de 2023, afirmou que “a tentativa de golpe teve como um dos fatores principais a omissão de diversas autoridades públicas, que permitiram os ilegais acampamentos golpistas em frente aos quartéis do Exército”. Para reforçar o entendimento, Moraes citou decisões da Suprema Corte dos Estados Unidos, sustentando que manifestações podem sofrer restrições quanto a tempo, local e forma, especialmente em áreas sensíveis, como o entorno de estabelecimentos prisionais. “A Primeira Emenda consagra o direito de reunião pacífica (…), porém o exercício desse direito não se reveste de caráter absoluto”, afirmou, ao mencionar situações de risco à segurança pública e à ordem. Além da desocupação imediata da área, a decisão autoriza a prisão em flagrante de quem descumprir as determinações ou resistir à atuação das autoridades. O ministro também determinou a notificação da Polícia Militar do Distrito Federal, da Polícia Federal e das secretarias locais de Segurança Pública e de Assuntos Penitenciários para o cumprimento imediato da medida. Moraes ainda ordenou o reforço do policiamento no entorno da Papuda e autorizou a divulgação pública da decisão, ao afirmar que não há mais necessidade de manutenção do sigilo do processo.