O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, fixou prazo de cinco dias para que os advogados de 43 condenados pelos atos de 8 de janeiro esclareçam supostos descumprimentos de medidas cautelares impostas pela Justiça. A medida foi tomada após o recebimento de relatórios quinzenais elaborados pela Central de Monitoramento Eletrônico do Estado de São Paulo, que apontam indícios de violações no uso das tornozeleiras eletrônicas por alguns dos monitorados. Os documentos analisados abrangem dois períodos: de 22 a 28 de dezembro de 2025 e de 29 de dezembro de 2025 a 4 de janeiro de 2026. Segundo os autos do STF, os registros indicam falhas ou descumprimentos das regras de monitoramento. Moraes justificou a decisão afirmando que os relatórios foram enviados em cumprimento a determinação que ele havia proferido em fevereiro de 2025, a qual exigia o envio periódico de informações detalhadas sobre o acompanhamento dos investigados, especialmente sobre eventuais violações das cautelares. Com a nova decisão, os advogados deverão apresentar explicações formais dentro do prazo estabelecido. Caso contrário, o ministro advertiu que poderá determinar a prisão dos envolvidos que, em tese, tenham desrespeitado as condições impostas pelo Supremo. Até hoje, o 8 de janeiro permanece sem explicações definitivas. O que se seguiu a esse dia mudou a história do país. No ano passado, Moraes chegou a ameaçar de prisão quem ousasse comemorar a data.
PF mira Flávio Bolsonaro por acusações absurdas contra Lula e Maduro
A Polícia Federal está analisando um pedido do Ministério da Justiça e Segurança Pública que solicita a abertura de investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ), pré‑candidato à Presidência da República. O requerimento chegou à PF no dia 8, um dia depois de ter sido formalizado pela deputada federal Dandara Tonantzin (PT‑MG). A parlamentar pede a apuração de postagens feitas por Flávio Bolsonaro nas redes sociais, nas quais o senador vincula o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao ex‑ditador venezuelano Nicolás Maduro. O encaminhamento do pedido à Polícia Federal foi uma das últimas providências adotadas por Ricardo Lewandowski, então ministro da Justiça, antes de apresentar sua demissão ao presidente Lula, na quinta‑feira, dia 8. No documento enviado às autoridades, Dandara Tonantzin afirma que Flávio Bolsonaro teria atacado a honra do presidente da República. Entre os exemplos citados está uma publicação em que o senador afirma que uma eventual delação envolvendo Lula representaria o “fim do Foro de São Paulo”. A manifestação ocorreu após a prisão de Maduro pelos Estados Unidos. Em outra publicação, Flávio Bolsonaro declarou que Lula e o Partido dos Trabalhadores defendem a soberania venezuelana, comparando essa postura à defesa da Alemanha nazista na época da queda de Adolf Hitler. Em vídeo divulgado, o senador também acusa Lula de “envergonhar o Brasil” ao apoiar Maduro, além de citar perseguições políticas no país vizinho e o êxodo de venezuelanos. Conforme os protocolos internos da Polícia Federal, a corporação pode instaurar um inquérito, concluir que não há elementos suficientes para investigação ou encaminhar o caso a outro órgão, caso entenda que a matéria não é de sua competência. No pedido, a deputada solicita que a PF preserve as provas digitais e apure possíveis crimes de calúnia, difamação e injúria, argumentando que o senador não poderia se amparar na imunidade parlamentar, pois as publicações não estariam diretamente relacionadas ao exercício do mandato. Em manifestações nas redes sociais, Dandara Tonantzin afirmou que a democracia pressupõe liberdade de expressão, mas também exige responsabilidade e compromisso com a verdade no debate público. O requerimento foi encaminhado ao diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Paralelamente, o Ministério da Justiça permanece sob comando interino após a saída de Ricardo Lewandowski, que alegou motivos pessoais para a demissão. Diante do caos que domina o país, não há como duvidar de nada.
Allan dos Santos reage à explosiva resposta de Michelle Bolsonaro
Um dos assuntos mais polêmicos da atualidade é a enérgica resposta de Michelle Bolsonaro ao jornalista Allan dos Santos. Michelle publicou um texto extenso afirmando que “esse tal de Allan fez acusações levianas e injustas contra mim, servindo de ventríloquo de alguém que está perto dele, totalmente interessado em atacar mulheres ou qualquer um que possa ser um obstáculo aos seus espúrios interesses umbilicais”. “Nem o meu galego dos olhos azuis tenta intervir na minha liberdade ou nas minhas opiniões, e esse cidadão tenta me intimidar com seus vômitos de ódio?! Querendo julgar o que eu devo ou não postar?! Se enxerga!”, disse. Após a mensagem de Michelle, Allan permaneceu em silêncio. Na primeira manifestação, o jornalista resolveu publicar – de maneira provocativa – a carta escrita por Jair Bolsonaro indicando Flávio como candidato à Presidência. Veja: A perseguição contra o ex‑presidente Bolsonaro e seus aliados tem sido descrita como cruel, absurda e desumana, sem fim aparente. Segundo o discurso de Allan, tudo indica que, em breve, o pior pode acontecer: há quem queira tirar a vida dele e ocultar o que realmente ocorreu em 2022. Para o que ele chama de “terror do sistema”, a verdade não morrerá. Esses fatos foram registrados no livro “O Fantasma do Alvorada – A Volta à Cena do Crime”, considerado um best‑seller no Brasil. O próprio Jair Bolsonaro já conhece o livro:
Moraes dá 48h para o Exército detalhar as funções do general condenado
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Comando Militar do Planalto apresente, em até 48 horas, informações detalhadas sobre as atividades que o general da reserva Mário Fernandes exercerá no órgão. A medida foi tomada quatro dias depois de Moraes autorizar que o militar, condenado a 26 anos e seis meses de prisão por participação na suposta trama golpista de 8 de janeiro, passasse a prestar serviços ao órgão federal. No despacho encaminhado ao Exército, o ministro exigiu a descrição precisa das funções, a natureza das atividades, a carga horária diária e semanal, bem como os dias e horários de execução. Moraes concedeu a permissão fundamentando‑a no princípio da ressocialização. Na autorização, ressaltou que a legislação garante ao preso o “direito‑dever” ao trabalho como instrumento de reintegração social. Em resposta preliminar, o Comando Militar do Planalto informou que a atividade atribuída ao general será de caráter intelectual e que ele não terá acesso à internet durante a execução das tarefas. Ainda assim, Moraes considerou necessário aprofundar as informações, dada a gravidade da condenação e o histórico do réu. A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou repulsa à censura feita por Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O ministro alegou que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha seria seu autor, embora a censura persista há quase um ano. Segundo a mesma linha, outros livros podem estar na mira da censura, como “A Máquina Contra o Homem” e “O Fantasma do Alvorada”, que abordam a censura, episódios estranhos no STF e a perseguição contra Bolsonaro.
2026 pode ser o pior ano para o agronegócio após o STF derrubar o Marco Temporal (VEJA O VÍDEO)
Os ministros do Supremo Tribunal Federal rejeitaram, pela segunda vez, a tese do Marco Temporal para demarcações de terras indígenas, decisão que afeta diretamente o agronegócio. Ao ignorarem a lei aprovada pelo Congresso em 2023, os ministros colocam os produtores rurais em risco de perder suas terras. “A derrubada do Marco Temporal é extremamente negativo e temos que continuar trabalhando para reverter isso. Estamos com a PEC 48 [que visa incluir a tese do Marco Temporal na Carta Magna] pronta para instauração da comissão na Câmara”, ressaltou Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar. Veja o vídeo:
Augusto Nunes pressiona Viviane Barci a esclarecer suposto recebimento de R$ 80 milhões
O renomado jornalista Augusto Nunes fez a pergunta que não quer calar. No X, ele publicou: O povo quer saber: em que causa a advogada Viviane Barci, mulher de Alexandre de Moraes, trabalhou para receber cerca de R$ 80 milhões do Banco Master? Em outro momento, o ministro Alexandre de Moraes concedeu 48 horas ao réu mais controverso do caso 8/1, conforme noticiado em Moraes dá 48h ao mais polêmico condenado pelo 8/1. A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou revolta diante da censura imposta por Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O ministro argumenta que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha, ex‑parlamentar, seria o autor da publicação. Contudo, a censura permanece em vigor há quase um ano, sem esclarecimentos adicionais. Outras obras também podem estar na mira da censura. Entre os exemplos citados estão os livros “A Máquina Contra o Homem” e “O Fantasma do Alvorada”, que abordam a própria censura, acontecimentos incomuns no STF e a perseguição contra o ex‑presidente Jair Bolsonaro.
Conheça a galera que se recusa a assinar a CPMI do Banco Master
O requerimento de CPMI para investigar o Banco Master já ultrapassou o número mínimo de assinaturas exigido. São mais de 240 parlamentares, quando o quórum necessário seria de 171, configurando um recorde de adesão. Entretanto, nenhum deputado ou deputada do Partido dos Trabalhadores assinou o pedido, o que sugere receio de que a investigação possa revelar informações desfavoráveis. Os petistas se recusam a apoiar a CPI e, depois, tentam boicotar o processo, como já ocorre com a CPMI do INSS. Essa postura é típica do PT, que costuma se esconder nas profundezas da lama política. Gonçalo Mendes Neto. Jornalista.
Trump ameaça e Irã recua após promessa de retaliação
O manifestante iraniano Erfan Soltani, de 26 anos, que seria executado nesta quarta‑feira (14), continua vivo e preso. Segundo a ONG de direitos humanos Hengaw, o Irã adiou a execução, que seria a primeira aplicação de pena de morte contra um opositor desde o início dos protestos que sacodem o país. Soltani foi detido em 8 de março na cidade de Karaj, nos arredores de Teerã. A Iran Human Rights, entidade com sede na Noruega, informou que a família havia sido comunicada sobre a sentença de morte por enforcamento. A Hengaw afirma que a execução foi suspensa e que está em contato com a família do preso. Dias antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que tomaria “medidas muito duras” caso o Irã executasse manifestantes, acrescentando: “Se eles os enforcarem, vocês vão ver algumas coisas… Tomaremos medidas muito duras se fizerem algo assim”. Se eles os enforcarem, vocês vão ver algumas coisas… Tomaremos medidas muito duras se fizerem algo assim. O adiamento ocorreu poucas horas depois das palavras de Trump, nas quais ele afirmou que não haveria execuções de manifestantes no Irã e que as mortes estavam diminuindo.
Morre Vera Valdez, a primeira top model brasileira
Vera Valdez morreu nesta quarta‑feira (14), aos 89 anos. A modelo construiu sua carreira em Paris, trabalhando em renomadas casas de moda francesas, e atuou durante três décadas no Teatro Oficina, companhia criada por José Celso Martinez Corrêa. A informação foi divulgada pela própria companhia nas redes sociais. Filha de diplomatas, Vera conheceu a França ainda criança. Iniciou nas passarelas aos 15 anos e, com destaque no exterior, tornou‑se a primeira top model brasileira. Trabalhou com nomes como Elsa Schiaparelli e Gabrielle Chanel, sendo a musa brasileira das maiores rivais da moda francesa. Ao longo da carreira, colaborou também com o francês Christian Dior e, no Brasil, com Dener Pamplona de Abreu, que atuava na alta costura. Além das passarelas, dedicou‑se à atuação no cinema e no teatro. Amiga da atriz Cacilda Becker, participou de filmes como “O homem nu” (1968), de Roberto Santos, e “As cariocas” (1966), de Walter Hugo Khouri. No total, integrou o elenco de 17 produções. Ao lado de Zé Celso, ficou conhecida nos espetáculos do Teatro Oficina, atuando nas montagens de “Bacantes” e “Os sertões”. O último espetáculo encenado na companhia foi, há dois anos, o monólogo “Vozes humanas”, inspirado em “A voz humana”, de Jean Cocteau. Valdez conheceu o poeta e dramaturgo francês por intermédio de Chanel.
Toffoli, repentinamente, transfere material apreendido na Operação Compliance Zero da Corte à PGR
Em meio a um cenário de incertezas, o ministro Dias Toffoli alterou sua posição a respeito do volumoso material apreendido pela Polícia Federal na Operação Compliance. Toffoli determinou que os documentos e dispositivos recolhidos na segunda fase da Operação Compliance Zero não permanecerão mais lacrados e sob custódia da Corte, em Brasília, devendo ser transferidos para a Procuradoria‑Geral da República. “A manifestação é pela autorização para que a Procuradoria‑Geral da República proceda à extração e análise de todo o acervo probatório colhido nos autos em espécie, com posterior disponibilização.” Ele ainda acrescentou: “Determino, outrossim, que o Procurador‑Geral da República adote as cautelas necessárias à correta e cuidadosa custódia do referido material, bastando para tanto que os aparelhos sejam mantidos eletricamente carregados e em modo desacoplado de redes telefônicas e de wi‑fi, para a devida preservação de seu conteúdo e oportuna extração e periciamento pela autoridade encarregada.” A decisão gera preocupação entre os que acompanham o caso.