O renomado jornalista Augusto Nunes fez a pergunta que não quer calar. No X, ele publicou: O povo quer saber: em que causa a advogada Viviane Barci, mulher de Alexandre de Moraes, trabalhou para receber cerca de R$ 80 milhões do Banco Master? Em outro momento, o ministro Alexandre de Moraes concedeu 48 horas ao réu mais controverso do caso 8/1, conforme noticiado em Moraes dá 48h ao mais polêmico condenado pelo 8/1. A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) manifestou revolta diante da censura imposta por Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O ministro argumenta que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha, ex‑parlamentar, seria o autor da publicação. Contudo, a censura permanece em vigor há quase um ano, sem esclarecimentos adicionais. Outras obras também podem estar na mira da censura. Entre os exemplos citados estão os livros “A Máquina Contra o Homem” e “O Fantasma do Alvorada”, que abordam a própria censura, acontecimentos incomuns no STF e a perseguição contra o ex‑presidente Jair Bolsonaro.
Conheça a galera que se recusa a assinar a CPMI do Banco Master
O requerimento de CPMI para investigar o Banco Master já ultrapassou o número mínimo de assinaturas exigido. São mais de 240 parlamentares, quando o quórum necessário seria de 171, configurando um recorde de adesão. Entretanto, nenhum deputado ou deputada do Partido dos Trabalhadores assinou o pedido, o que sugere receio de que a investigação possa revelar informações desfavoráveis. Os petistas se recusam a apoiar a CPI e, depois, tentam boicotar o processo, como já ocorre com a CPMI do INSS. Essa postura é típica do PT, que costuma se esconder nas profundezas da lama política. Gonçalo Mendes Neto. Jornalista.
Trump ameaça e Irã recua após promessa de retaliação
O manifestante iraniano Erfan Soltani, de 26 anos, que seria executado nesta quarta‑feira (14), continua vivo e preso. Segundo a ONG de direitos humanos Hengaw, o Irã adiou a execução, que seria a primeira aplicação de pena de morte contra um opositor desde o início dos protestos que sacodem o país. Soltani foi detido em 8 de março na cidade de Karaj, nos arredores de Teerã. A Iran Human Rights, entidade com sede na Noruega, informou que a família havia sido comunicada sobre a sentença de morte por enforcamento. A Hengaw afirma que a execução foi suspensa e que está em contato com a família do preso. Dias antes, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que tomaria “medidas muito duras” caso o Irã executasse manifestantes, acrescentando: “Se eles os enforcarem, vocês vão ver algumas coisas… Tomaremos medidas muito duras se fizerem algo assim”. Se eles os enforcarem, vocês vão ver algumas coisas… Tomaremos medidas muito duras se fizerem algo assim. O adiamento ocorreu poucas horas depois das palavras de Trump, nas quais ele afirmou que não haveria execuções de manifestantes no Irã e que as mortes estavam diminuindo.
Morre Vera Valdez, a primeira top model brasileira
Vera Valdez morreu nesta quarta‑feira (14), aos 89 anos. A modelo construiu sua carreira em Paris, trabalhando em renomadas casas de moda francesas, e atuou durante três décadas no Teatro Oficina, companhia criada por José Celso Martinez Corrêa. A informação foi divulgada pela própria companhia nas redes sociais. Filha de diplomatas, Vera conheceu a França ainda criança. Iniciou nas passarelas aos 15 anos e, com destaque no exterior, tornou‑se a primeira top model brasileira. Trabalhou com nomes como Elsa Schiaparelli e Gabrielle Chanel, sendo a musa brasileira das maiores rivais da moda francesa. Ao longo da carreira, colaborou também com o francês Christian Dior e, no Brasil, com Dener Pamplona de Abreu, que atuava na alta costura. Além das passarelas, dedicou‑se à atuação no cinema e no teatro. Amiga da atriz Cacilda Becker, participou de filmes como “O homem nu” (1968), de Roberto Santos, e “As cariocas” (1966), de Walter Hugo Khouri. No total, integrou o elenco de 17 produções. Ao lado de Zé Celso, ficou conhecida nos espetáculos do Teatro Oficina, atuando nas montagens de “Bacantes” e “Os sertões”. O último espetáculo encenado na companhia foi, há dois anos, o monólogo “Vozes humanas”, inspirado em “A voz humana”, de Jean Cocteau. Valdez conheceu o poeta e dramaturgo francês por intermédio de Chanel.
Toffoli, repentinamente, transfere material apreendido na Operação Compliance Zero da Corte à PGR
Em meio a um cenário de incertezas, o ministro Dias Toffoli alterou sua posição a respeito do volumoso material apreendido pela Polícia Federal na Operação Compliance. Toffoli determinou que os documentos e dispositivos recolhidos na segunda fase da Operação Compliance Zero não permanecerão mais lacrados e sob custódia da Corte, em Brasília, devendo ser transferidos para a Procuradoria‑Geral da República. “A manifestação é pela autorização para que a Procuradoria‑Geral da República proceda à extração e análise de todo o acervo probatório colhido nos autos em espécie, com posterior disponibilização.” Ele ainda acrescentou: “Determino, outrossim, que o Procurador‑Geral da República adote as cautelas necessárias à correta e cuidadosa custódia do referido material, bastando para tanto que os aparelhos sejam mantidos eletricamente carregados e em modo desacoplado de redes telefônicas e de wi‑fi, para a devida preservação de seu conteúdo e oportuna extração e periciamento pela autoridade encarregada.” A decisão gera preocupação entre os que acompanham o caso.
Governadora petista renuncia e ninguém aceita assumir o rombo no RN
Uma situação inusitada vive o Rio Grande do Norte. A governadora petista, Fátima Bezerra, prepara a saída do cargo para se candidatar ao Senado. O vice‑governador, Walter Alves, já teria confirmado a renúncia e não pretende assumir a chefia do Executivo. Segundo informações circulando nos corredores do Tribunal de Justiça, o presidente da Corte, desembargador Ibanez Monteiro, também não estaria disposto a assumir a governança, conforme determina a linha de sucessão legal. Ele tem até trinta dias para decretar eleições indiretas que definirão um mandato temporário de nove meses. Se o desembargador recusar, a incumbência passaria para a vice‑presidente da Corte, desembargadora Berenice Capuxu, que já manifestou desinteresse em assumir o cargo. Diante desse cenário, o Plenário do tribunal terá que realizar uma eleição interna antes da eleição indireta prevista.
Michelle Bolsonaro rebate duramente as críticas de Allan dos Santos
Críticas duras, sem sentido e desnecessárias feitas pelo jornalista Allan dos Santos mereceram uma resposta enfática da ex‑primeira dama, Michelle Bolsonaro. Abaixo a íntegra do texto postado por Michelle: “Minha resposta ao tal Allan dos Santos (ou seria…dos demônios?!) Esse tal de Allan fez acusações levianas e injustas contra mim, servindo de ventríloquo de alguém que está perto dele, totalmente interessado em atacar mulheres ou qualquer um que possa ser um obstáculo aos seus espúrios interesses umbilicais. Ele diz que aponta os erros das pessoas e quer ser luz, mas se esquece de que quando ele aponta um dedo contra alguém, existem quatro dedos apontados para ele mesmo. Ele diz querer “levar a luz” para os outros, mas o que ele faz se parece mais com levar Lúcifer do que luz. Esse tal de Allan não sabe o que eu e o meu marido conversamos, ignora os nossos planos de vida e tampouco me conhece, mas se apressa em me julgar e a outras pessoas como se seus achismos fossem verdade. Eu estou no PL Mulher e viajo a pedido do meu marido para manter o legado dele vivo por onde passo; para denunciar o que fazem contra ele e para manter o povo com esperança. Tudo à pedido dele! Mas, pessoas amargas como esse ser, apressam‑se em julgar, em apontar (como ele diz) o que ele ACHA que é verdade ou, por conveniência, repete o que lhe mandam repetir: é um boneco de ventríloquo. Exerço a liberdade que ele diz defender, mas que — na prática — ele só quer que valha pra ele. Ontem, assim como faço com várias pessoas que postam conteúdos relevantes, repostei um vídeo contendo uma mensagem sobre economia com a qual eu concordo totalmente e que foi publicada pelo governador Tarcísio. O vídeo trata de assunto relevante para o povo e não há como discordar daquilo que é falado. Nem o meu galego dos olhos azuis tenta intervir na minha liberdade ou nas minhas opiniões, e esse cidadão tenta me intimidar com seus vômitos de ódio?! Querendo julgar o que eu devo ou não postar?! Se enxerga! Novamente: esse tal de Allan não sabe o que eu e meu marido conversamos, não vive a nossa intimidade, não imagina o que estamos passando e, portanto, tudo o que ele fala sobre nós, não passa de bravata, achismos e maledicências (na maioria das vezes, servindo como boneco de ventríloquo de canalhas) e, portanto, não merece a credibilidade das pessoas de direita. Esse tal de Allan, em sua contumaz maledicência e, novamente, servindo de ventríloquo, buscou logo usar esse fato para tentar ‘se limpar’ dos ataques injustos que fez contra mim. Repito, ataques injustos contra uma esposa que está ao lado de seu marido e, quando precisa (fisicamente) se afastar, o faz porque está atendendo aos pedidos dele! Por último, esse homem descarrega o seu achismo a respeito de uma curtida que fiz no comentário de minha amiga pessoal, a esposa do governador Tarcísio. Não interpretei o seu comentário como se ela estivesse apontando seu marido como o tal CEO, mas sim como se ela estivesse dizendo ao marido que o Brasil precisa de um novo CEO, de um novo governante… e todos sabemos que precisa mesmo! Preferencialmente, Jair Bolsonaro. Continuo orando por ele e por sua família, porque a esposa e os filhos dele não merecem o que tiveram que passar devido à perseguição implacável de um sistema injusto. Mas isso não dá o direito a ele de fazer comigo essas injustiças, porque eu também sou uma esposa que ama o marido e, junto com ele estamos enfrentando uma perseguição implacável. Michelle Bolsonaro
Corpo de policial desaparecido é encontrado: vítima de “tribunal do crime” em Embu‑Guaçu
O corpo foi localizado enterrado em uma área de mata em Embu‑Guaçu, na região sul da Grande São Paulo. As autoridades suspeitam que se trate do policial militar Fabrício Gomes Santana, de 40 anos, desaparecido desde a última quarta‑feira, 7 de janeiro. Indícios apontam que o PM pode ter sido vítima de um chamado “tribunal do crime”, prática comum em territórios dominados por facções. A hipótese é de que Fabrício tenha sido executado após se envolver em discussão com um suposto traficante na zona sul da capital, local onde foi visto pela última vez. Uma testemunha já havia relatado à polícia, em depoimento, que o policial teria sido morto. A localização do corpo ocorreu após denúncia recebida pela Polícia Militar. Equipes do Batalhão de Operações Especiais (Choque) participaram da ação, usando um cão farejador para encontrar o local exato onde a vítima estava enterrada. Segundo fontes da corporação, a posição e as circunstâncias reforçam a suspeita de que o corpo seja de Fabrício, embora a confirmação oficial dependa de perícia. Veja:
Como os “salvadores da democracia” destroem a legitimidade das instituições
A impressão que fica diante de tudo que está acontecendo no Brasil é de que os tais “salvadores da democracia” mergulharam numa profundidade perversa, onde a lei simplesmente não existe para eles. Fazem o que querem, como querem, da maneira que lhes convém. Um texto publicado pelo escritor e mestre em ciência política João Eigen é cirúrgico e expõe com clareza essa algazarra. Confira: “A maior ironia da história recente do Brasil está se desenrolando, mas só será plenamente compreendida pela próxima geração de brasileiros. O estabelecimento de um estado paranoico e de perigo constante na população – o expediente clássico dos ditadores que se utilizam de inimigos externos para tal – foi, no Brasil, criação de uma elite patrimonialista e corrupta para manter seus privilégios e a fachada de normalidade legal e democrática. Na falta de um inimigo externo, foi preciso criá‑lo: o ‘golpe fascista’. As futuras gerações lerão nos livros de história como metade da população do país defendeu, bateu palmas ou fez vista grossa para a destruição da legitimidade das Instituições – e tudo porque um ‘golpe fascista’ tinha que ser derrotado e a democracia continuou sob uma ‘permanente ameaça’ existencial, que a corroeu por dentro mesmo com os supostos ‘fascistas’ presos. Perceberão a imagem do desastre em câmera lenta quando os ‘salvadores’ da democracia passaram a utilizá‑la para perverter a lei, silenciar jornalistas e perseguir cidadãos transformados em inimigos públicos com ‘intenções e ideias antidemocráticas’. A história geralmente não perdoa quem, em tempos de flagrante injustiça, foi incapaz de se levantar, acusá‑la e combatê‑la – e é assim que, espero, as futuras gerações julguem nosso Brasil contemporâneo e todos os cínicos, cúmplices e cegos que auxiliaram na sua ignóbil e lenta implosão.”
Policiais federais, em anonimato, refutam críticas de Toffoli
O medo do que o “sistema” pode fazer domina todos os setores da sociedade. Só sob condição de anonimato a imprensa conseguiu obter declarações contundentes de policiais federais que rebatem a postura do ministro Dias Toffoli. A Polícia Federal, de modo geral, está perplexa. Investigadores contestaram as críticas do ministro, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre suposta demora na execução da segunda fase da Operação Compliance Zero. A operação, realizada nesta quarta‑feira (14), prendeu Fabiano Zettel, cunhado do CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, e cumpriu mandados de busca contra o empresário Nelson Tanure. “Pelo contrário, passamos meses esperando essa operação”, afirmou um investigador diretamente envolvido no caso, que pediu anonimato. A operação investiga irregularidades na tentativa de aquisição do Banco Master pelo BRB. Toffoli criticou o que chamou de “inércia” da PF. O ministro alegou ter autorizado as diligências no dia 7 de janeiro, estabelecendo prazo de 24 horas a partir do dia 12, devido “à gravidade dos fatos e à necessidade de aprofundamento da investigação, com fartos indícios de práticas criminosas de todos os envolvidos”. Em sua decisão, o ministro do Supremo manifestou preocupação com possível comprometimento das provas: “Causa espécie a esse relator não só o descumprimento do prazo por mim estabelecido para cumprimento das medidas cautelares ordenadas, posto que resta claro que outros envolvidos podem estar descaracterizando as provas essenciais ao deslinde da causa, como a falta de empenho no cumprimento da ordem judicial para a qual a Polícia Federal teve vários dias para planejamento e preparação, o que poderá resultar em prejuízo e ineficácia das providências ordenadas”. Fontes da PF explicaram que a operação não ocorreu antes porque faltavam informações sobre os endereços dos alvos. O último endereço necessário foi obtido na noite de terça‑feira (13), quando a corporação solicitou ao STF a prisão de Zettel e as buscas contra Tanure. A solicitação da PF foi registrada no sistema do Supremo às 19h13 de terça‑feira. A Procuradoria‑Geral da República (PGR) manifestou‑se favoravelmente ao pedido às 20h49. Toffoli acatou o pedido, mas expressou insatisfação com o momento escolhido. Na petição ao STF, a PF justificou a urgência argumentando que a viagem de Zettel para Dubai representava uma “oportunidade única” para a “obtenção de elementos que corroborem, ainda mais, sua participação” nos fatos investigados. Para Tanure, os investigadores justificaram a necessidade de realizar busca onde o empresário fosse encontrado, baseando‑se no horário de decolagem do voo às 7h30, que permitiria a saída de casa no Rio antes das 5h, horário mínimo permitido por lei para cumprimento de mandados judiciais. Este não é o primeiro desentendimento entre a PF e o gabinete de Toffoli no caso Master. No mês passado, o depoimento de Vorcaro no STF gerou tensão entre a equipe de delegados da PF, liderada por Janaina Palazzo, e procuradores presentes. Na ocasião, Toffoli enviou aos investigadores 82 perguntas para Vorcaro. A delegada Palazzo inicialmente resistiu, alegando que não poderia apresentar questões não preparadas por ela. Ela só aceitou submeter as perguntas após registrar em ata que as questões foram formuladas pelo gabinete do relator. As perguntas do ministro estavam organizadas em seis blocos temáticos, abordando a negociação de venda do Master ao BRB e a reunião de Vorcaro com representantes do Banco Central em 17 de novembro, dia em que foi preso por determinação da Justiça Federal de Brasília.