Tabata Amaral e Simone Tebet vão trabalhar para diminuir resistências do empresariado, do agronegócio e da Faria Lima ao nome de Haddad. A expectativa é que as duas políticas convençam esses setores a apoiar o candidato petista.
Mas o cenário mais provável é justamente o inverso: Tabata e Tebet terem seus índices de rejeição aumentados por associarem explicitamente seus nomes a um candidato do PT.
O mais provável mesmo é que esses apoios sejam inócuos: quem gosta da Tabata e da Tebet já gosta do Haddad. Os três políticos navegam na mesma faixa do eleitorado.
O fato é que a ideia de uma “frente ampla democrática”, com o PT associado a “partidos de centro”, engana cada vez menos. Mas vão tentar de novo.
Marcelo Guterman é engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.
