Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, publicou comunicado oficial “ao mundo e aos Estados Unidos” após a captura de Nicolás Maduro. A mensagem foi veiculada em sua conta no Instagram na noite de domingo (4), um dia depois da detenção de Maduro e sua transferência para Nova York. No documento, Rodríguez enfatiza a necessidade de estabelecer relações diplomáticas equilibradas com os Estados Unidos. “Consideramos prioritário avançar até um relacionamento internacional equilibrado e respeitoso entre Estados Unidos e Venezuela, e entre Venezuela e os países da região, baseado na igualdade soberana e na não ingerência. Estes princípios guiam nossa diplomacia com o resto dos países do mundo”, declarou a presidente interina. Ela convidou o governo norte‑americano a iniciar cooperação bilateral, propondo “trabalhar conjuntamente em uma agenda de cooperação, orientada no desenvolvimento compartilhado, e no marco da legalidade internacional e fortaleça uma convivência comunitária duradoura”. O comunicado foi divulgado logo após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em entrevista ao The Atlantic por telefone no domingo (4), Trump advertiu diretamente Rodríguez: “Se ela não fizer o que é certo, vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que Maduro”. Trump afirmou que não aceitará rejeição à operação que resultou na captura de Maduro e ainda declarou mudança em sua postura sobre intervenções externas: “Você sabe, reconstruir lá e mudança de regime, como quiser chamar, é melhor do que o que você tem agora. Não poderia piorar”. No texto, Rodríguez dirige apelo direto ao presidente americano: “Presidente Donald Trump: nossos povos e nossa região merecem a paz e o diálogo, não a guerra”. Ela reiterou o compromisso da Venezuela com a paz, afirmando que o país aspira viver sem ameaças externas, em um ambiente de respeito e cooperação internacional. A presidente interina concluiu o comunicado afirmando que “Venezuela tem o direito à paz, ao desenvolvimento, à sua soberania e ao futuro”, assinando como “presidente encarregada da República Bolivariana da Venezuela”.
URGENTE: TIROTEIO PERTO DO PALÁCIO MIRAFLORES EM CARACAS (VEJA O VÍDEO)
Um tiroteio ocorreu na noite desta segunda‑feira (5) nas proximidades do Palácio de Miraflores, em Caracas, sede da Presidência da Venezuela. Os disparos começaram por volta das 20h, horário local (21h em Brasília). Segundo a agência AFP, uma fonte do governo informou que a situação já está sob controle. O episódio acontece dois dias após ataques dos Estados Unidos à capital venezuelana, que provocaram inúmeras explosões. No sábado, os americanos capturaram o ditador Nicolás Maduro e o levaram para território dos EUA, onde ele foi apresentado à justiça nesta segunda‑feira. Veja o vídeo:
Atriz de “Todo Mundo em Pânico” é encontrada morta em San Diego
A fisiculturista e atriz Jayne Trcka, conhecida por interpretar a professora de educação física Miss Mann em “Todo Mundo em Pânico”, morreu aos 62 anos. A causa da morte não foi divulgada, pois o caso ainda está sob investigação. A notícia foi divulgada inicialmente pelo portal TMZ. Fontes policiais informaram ao veículo que o corpo de Trcka foi encontrado em sua residência, em San Diego, depois que um amigo tentou, sem sucesso, entrar em contato com ela. As autoridades foram acionadas, compareceram ao local e declararam a mulher morta. Jayne Trcka nasceu em 27 de fevereiro de 1963, em St. Paul. Ela praticou ginástica e outras modalidades esportivas e iniciou o treinamento com pesos em 1986. Participou de diversos campeonatos de fisiculturismo e, em 1998, deixou o emprego nos Correios para dedicar‑se integralmente à carreira de treinamento físico. Trcka apareceu em várias revistas de fitness, como Flex, MuscleMag International e Women’s Physique World. “O fisiculturismo não foi uma decisão instantânea”, disse Trcka ao Bodybuilding.com em entrevista de 2004. “Isso meio que seguiu uma progressão de etapas. Competir na minha primeira competição e ficar em primeiro lugar e também obter cobertura, incluindo a contracapa do Woman’s Physique World. Isso levou ao meu segundo show. Ter uma boa colocação, amar a competição e o desempenho me fez continuar.” Trcka ampliou sua carreira para o cinema e a televisão, estreando na paródia de terror Scary Movie, lançada em 2000. O tom cômico do filme lhe rendeu novos trabalhos, como The Black Magic (2002), Nudity Required (2003), The Interplanetary Surplus Male e Amazon Women of Outer Space (ambos 2003) e Cattle Call (2006). Ela também participou de comerciais e de programas como Whose Line Is It Anyway? e O Show de Drew Carey. Nos últimos anos, Trcka atuava como corretora de imóveis na Califórnia.
WSJ defende intervenção dos EUA na Venezuela, alegando ausência de violação ao direito internacional
O The Wall Street Journal é o maior jornal dos Estados Unidos e não tem adotado uma postura simpática ao governo de Donald Trump. Por isso, sua afirmação de que a intervenção americana na Venezuela não viola o direito internacional adquire maior relevância. A seguir, trechos do editorial: O Sr. Trump afirmou que o Sr. Maduro e sua esposa estavam a caminho de Nova York, onde enfrentarão julgamento por narcotráfico. Mas os danos causados pelo Sr. Maduro vão muito além do tráfico de drogas. Suas políticas socialistas e autoritárias sobrecarregaram a região com milhões de refugiados. Ele inundou os EUA com migrantes em um esforço para semear a discórdia política. O ditador também fazia parte do eixo de adversários dos EUA que inclui a Rússia, a China, Cuba e o Irã. Todos estavam ajudando a manter o Sr. Maduro no poder. Sua captura é uma demonstração da declaração do Sr. Trump de impedir que os inimigos da América espalhem o caos no Hemisfério Ocidental. É o “corolário Trump” para a Doutrina Monroe. Tudo isso torna a ação militar justificada, apesar dos clamores da esquerda de que ela seria ilegal sob o direito internacional. O Sr. Maduro roubou a eleição presidencial do ano passado após ser derrotado de forma esmagadora. Ele baniu a líder oposicionista popular Maria Corina Machado da cédula eleitoral, e o candidato que ocupou seu lugar venceu e, em seguida, partiu para o exílio para evitar ser preso. Os críticos querem elogiar a coragem da Sra. Machado enquanto nada fazem para ajudar o povo venezuelano. Quanto às queixas de que o Sr. Trump está agindo sem aprovação do Congresso, a Constituição concede ampla margem para a ação executiva em questões de segurança nacional. George H.W. Bush depôs o ditador Manuel Noriega no Panamá em 1989 sem uma votação no Congresso. O Sr. Maduro é uma ameaça maior que Noriega, e a Venezuela é, no mínimo, tão importante para a segurança dos EUA quanto o Panamá. Os Democratas estão criticando o Sr. Trump para que possam atacá‑lo caso a operação enfrente problemas.
Cilia Flores, a perigosa aliada de Maduro, capturada e levada a julgamento nos EUA (Veja o vídeo)
A primeira‑dama da Venezuela, Cilia Flores, foi capturada ao lado do marido, o presidente Nicolás Maduro, e transferida de Caracas para Nova York, nos Estados Unidos. Ela deverá responder à justiça americana junto a Maduro, sob acusação de tráfico de drogas. Flores, de 69 anos, está entre as figuras mais influentes da política venezuelana e chegou a ocupar cargos de maior relevância que o próprio presidente por longos períodos. Construiu carreira própria. Agressiva, fria e calculista, integrou a equipe jurídica de Hugo Chávez e colaborou na libertação de Chávez após uma tentativa frustrada de golpe. Na ocasião conheceu Maduro, então considerado um bajulador de Chávez, que a apelidou de “primeira combatente” durante a campanha presidencial de 2013. Cilia Flores foi a primeira mulher a presidir o Congresso da Venezuela. Depois, exerceu a função de procuradora‑geral. Seu mandato no Congresso foi marcado por restrições ao trabalho da imprensa e por acusações de nepotismo. Em julho de 2013 casou‑se com Maduro, tornando‑se primeira‑dama. Os Estados Unidos impuseram sanções a Cilia em 2018, visando pressionar o núcleo próximo de Maduro. Nos últimos anos, Cilia tem aparecido menos nos holofotes, mas sua família continuou presente. Dois sobrinhos foram presos e condenados nos EUA por tráfico de drogas, recebendo pena de 18 anos. Eles foram libertados em 2022, em troca de prisioneiros. Veja o vídeo:
Prisão de Maduro evidencia a completa inutilidade da diplomacia brasileira
Maduro está preso. Depois de 25 anos de ditadura socialista, a Venezuela pode, finalmente, ter a chance de voltar a ser uma democracia. Muito bem. O que se conclui disso? Para o Brasil, a lição é constrangedora: a completa inoperância — quando não a inutilidade — da diplomacia brasileira. O país teve condições objetivas de exercer algum papel relevante no processo de democratização do vizinho. Não o fez. E, quando tentou, limitou‑se a gestos retóricos, irrelevantes e politicamente inócuos. O contraste histórico é brutal. O Itamaraty já foi uma das instituições mais respeitadas do Estado brasileiro, moldado por figuras como o Barão do Rio Branco e por uma tradição profissional baseada em pragmatismo, interesse nacional e realismo político. Esse patrimônio foi progressivamente corroído pelos governos do PT, transformado em instrumento ideológico e palco de ativismo terceiro‑mundista. O período Bolsonaro, apesar da retórica de ruptura, não corrigiu esse processo, apenas o deixou à deriva. Com Mauro Vieira à frente da chancelaria, a decadência torna‑se explícita. Se havia algum fundo nesse poço institucional, é razoável supor que ele tenha sido finalmente alcançado. Hoje, a relevância da diplomacia brasileira no cenário internacional equivale à de um marciano. Em termos práticos, não existe. Essa nulidade já havia sido escancarada no episódio da embaixada da Argentina em Caracas. O Brasil assumiu formalmente a guarda da representação diplomática argentina. Na prática, as autoridades venezuelanas ignoraram solenemente o arranjo, cortaram água e energia do prédio — e nada aconteceu. Nenhuma reação efetiva, nenhuma consequência, nenhuma demonstração mínima de autoridade diplomática. O Brasil foi tratado como figurante e aceitou o papel com naturalidade constrangedora. Mais grave ainda é a posição de Lula. Com a prisão de Maduro por forças dos Estados Unidos, o presidente brasileiro consolida sua imagem de bufão internacional. Viaja muito, posa com líderes, participa de fóruns, discursa com entusiasmo — mas é incapaz de produzir qualquer ação concreta, útil ou eficaz para o relacionamento entre nações ou para a solução de conflitos reais. Seus discursos na ONU lembram apresentações infantis. Lula ocupa o papel das crianças nas reuniões de adultos: pode falar, fazer suas gracinhas, repetir slogans morais e distribuir obviedades embaladas como virtude. Todos escutam com condescendência. Ninguém o leva a sério. Quando assuntos relevantes entram em pauta, ele é educadamente convidado a ir brincar no quarto ao lado. No final do seu terceiro mandato, Lula ainda insiste em se apresentar como estadista global, oferecendo‑se como mediador para conflitos internacionais – Israel e Palestina, Rússia e Ucrânia, Venezuela. Não foi considerado em nenhum deles, nem como mediador, nem como interlocutor, nem como parte relevante. Foi ignorado — forma diplomática de declarar irrelevância. A prisão de Maduro sob liderança americana é, assim, mais do que um evento regional. É a coroação simbólica da irrelevância da diplomacia brasileira e da incompetência de Lula e de seu governo em transformar o Brasil em um país com peso político real no cenário internacional. Enquanto uns exercem poder, outros fazem discursos. E discursos, como a história insiste em lembrar, não derrubam ditaduras. André Burger. Economista.
Kamala Harris faz declaração deplorável sobre a operação na Venezuela
Kamala Harris, ex‑vice‑presidente dos Estados Unidos, criticou publicamente a atuação do presidente Donald Trump na Venezuela após a captura de Nicolás Maduro por forças norte‑americanas, ocorrida neste sábado (3). A manifestação foi feita nas redes sociais e gerou ampla repercussão no cenário político americano. Em sua declaração, Harris reconheceu o histórico autoritário do líder venezuelano, mas afirmou que isso não justifica a operação conduzida pelo governo dos Estados Unidos. Segundo ela, “o fato de Maduro ser um ditador brutal e ilegítimo não muda o fato de que a iniciativa adotada por Washington foi ilegal e imprudente”. “As ações de Donald Trump na Venezuela não tornam os Estados Unidos mais seguros, mais fortes ou mais acessíveis. O fato de Maduro ser um ditador brutal e ilegítimo não muda o fato de que essa ação foi ilegal e imprudente. Já vimos esse filme antes. Guerras por mudança de regime ou por petróleo que são vendidas como demonstração de força, mas que se transformam em caos, e as famílias americanas pagam o preço”, escreveu Harris na rede social X. A ex‑vice‑presidente também afirmou que a sociedade norte‑americana não aceita mais esse tipo de condução da política externa. “O povo americano está cansado de ser enganado”, escreveu. “O povo americano não quer isso e está cansado de ser enganado. Não se trata de drogas ou democracia. Trata‑se de petróleo e da ambição de Donald Trump de se impor como o homem forte da região. Se ele se importasse com qualquer uma dessas coisas, não perdoaria um narcotraficante condenado nem marginalizaria a legítima oposição venezuelana enquanto busca acordos com os aliados de Maduro. O presidente está colocando tropas em risco, gastando bilhões, desestabilizando uma região e não oferecendo nenhuma autoridade legal, nenhum plano de saída e nenhum benefício para o país.” No encerramento da publicação, Harris reforçou a necessidade de mudança de prioridades na liderança dos Estados Unidos. Segundo ela, o país precisa de um governo focado em questões internas e no fortalecimento institucional. Harris concluiu afirmando que “os Estados Unidos precisam de uma liderança cujas prioridades sejam reduzir os custos para as famílias trabalhadoras, fazer cumprir a lei, fortalecer alianças e — o mais importante — colocar o povo americano em primeiro lugar”. Bizarro!
Malu Gaspar denuncia o suposto “esforço do TCU contra a liquidação do Banco Master”
O Tribunal de Contas da União decidiu realizar inspeção direta no Banco Central para examinar documentos e procedimentos ligados à liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada em novembro. A iniciativa busca esclarecer se o processo conduzido pela autoridade monetária seguiu critérios técnicos adequados e se houve risco de dilapidação do patrimônio da instituição controlada por Daniel Vorcaro. O relator, ministro Jhonatan de Jesus, avalia inclusive a adoção de medida cautelar caso identifique prejuízos à apuração ou danos de difícil reversão. A jornalista Malu Gaspar questionou o estranho “esforço do TCU contra a liquidação do Banco Master”. A resposta, segundo a própria jornalista, é simples: “A liquidação é o último flanco de investigação sobre o que aconteceu no Master. O liquidante tem acesso a todos os papéis que hoje a gente não tem mais no STF e não tem mais na CPI. Se acaba com a liquidação a gente não fica mais sabendo o que aconteceu no Banco Master”, disse. A Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) se manifestou contra a censura do ministro Alexandre de Moraes ao livro “Diário da cadeia”. O ministro alegou que a obra induz o público ao erro ao criar a falsa impressão de que Eduardo Cunha seria o verdadeiro autor, mas a censura permanece há quase um ano. Segundo a mesma fonte, outros títulos também podem ser alvo da censura, como “Perdeu, Mané” e “Supremo Silêncio”, que tratam da censura e de episódios incomuns no STF.
Jornalistas são presos na Venezuela após a queda de Maduro
Novas informações confirmam que a situação na Venezuela continua alarmante. O Sindicato Nacional de Trabalhadores de Imprensa (SNTP) da Venezuela denunciou, nesta segunda‑feira (5), a prisão de 14 jornalistas e funcionários de imprensa. Desses, 11 pertencem a meios de comunicação e agências internacionais e um é de um veículo nacional, segundo a CNN. Ao menos dez dos detidos permanecem sob custódia, de acordo com o sindicato, que solicitou a libertação de todos os envolvidos. Segundo o grupo, parte dos profissionais foi detida dentro e nos arredores da Assembleia Nacional do país. A CNN relata que, na mesma segunda‑feira, ocorreu a cerimônia de posse de novos parlamentares e o início do ano legislativo na Assembleia Nacional. Além disso, Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina da Venezuela em cerimônia realizada no local. Sindicato exige libertação de mais jornalistas na Venezuela Anteriormente, o sindicato já havia exigido a libertação de 23 jornalistas e profissionais da imprensa, bem como o desbloqueio de mais de 60 meios de comunicação censurados na internet venezuelana. “Não é possível avançar rumo a uma transição democrática enquanto persistirem a perseguição política, a censura e a prisão arbitrária”, disse o SNTP em nota. O sindicato também pediu a libertação de sindicalistas, defensores dos direitos humanos e “todas as pessoas presas por razões políticas”. Além disso, a nota requer garantias de segurança para o exercício do jornalismo na Venezuela. “A liberdade de expressão, o direito de acesso à informação e o direito ao trabalho não são concessões do poder político, mas direitos humanos fundamentais, consagrados na Constituição da República Bolivariana da Venezuela e nos tratados internacionais assinados pelo Estado”, acrescentou a nota.
Senador Nelsinho Trad alerta para risco de brasileiros na Venezuela após ação militar dos EUA
O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado (CRE), senador Nelsinho Trad (PSD‑MS), declarou em nota de imprensa neste sábado (3) que o colegiado acompanha com preocupação a situação da fronteira entre o Brasil e a Venezuela e a condição dos brasileiros que se encontram em território venezuelano. Na madrugada de hoje, os Estados Unidos realizaram uma ação militar contra a Venezuela, prendendo o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Na mesma nota, Nelsinho Trad afirmou que, se necessário, defende a convocação de reuniões extraordinárias da CRE e da Comissão Representativa do Congresso Nacional, órgão formado por senadores e deputados que pode atuar durante o recesso parlamentar. A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado Federal acompanha com especial atenção a situação na Venezuela. É motivo de grande preocupação, em particular, a situação dos brasileiros que se encontram em território venezuelano e os impactos imediatos nas regiões fronteiriças com o Brasil. A rapidez da ação militar realizada em território venezuelano levanta questionamentos legítimos sobre possível conivência interna. Vale lembrar o histórico amplamente conhecido do regime de Nicolás Maduro: destruição das instituições democráticas, repressão a opositores, prisões políticas e graves acusações de vínculos com o crime organizado. A CRE está ciente de que os eventos estão em desenvolvimento e terão consequências de curto, médio e longo prazos. Neste momento, é importante aguardar as manifestações oficiais dos Estados Unidos, inclusive o pronunciamento ou coletiva de imprensa do presidente norte‑americano, previsto para as 13h, horário de Brasília. Também se deve esperar o posicionamento oficial do governo brasileiro, que convocou reunião de emergência para tratar do assunto. A Comissão tem acompanhado, com preocupação, as manifestações de grandes potências ou países considerados aliados do governo de Nicolás Maduro, como China, Irã e Rússia. Defesa da democracia e o enfrentamento ao narcotráfico não autorizam a banalização do uso da força contra a soberania de um país; tais ações devem observar os marcos do Direito Internacional e os princípios da Organização das Nações Unidas. Na condição de presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e da Comissão Temporária Externa para interlocução sobre as relações econômicas bilaterais com os EUA (CTEUA), Nelsinho Trad reitera que, se for necessária, defende a convocação imediata de reuniões extraordinárias da Comissão Representativa do Congresso Nacional e da CRE durante o recesso parlamentar. Completamente abalado, Foro de São Paulo se manifesta sobre “queda” de Maduro. Fonte: Agência Senado