Nesta segunda‑feira (1º), o Contran – Conselho Nacional de Trânsito – aprovou uma resolução que tira a exigência de aulas em autoescola para quem vai fazer a prova da CNH. A medida foi aprovada por unanimidade e só entra em vigor quando for publicada no Diário Oficial da União. Mesmo assim, quem quiser a CNH ainda precisa passar nas provas teórica e prática. A nova regra oferece um curso teórico gratuito e online, e permite maior flexibilidade nas aulas. Quem ainda quiser usar a autoescola pode fazer isso normalmente. Essa mudança deve causar uma grande queda de alunos nas autoescolas de todo o Brasil.
Defesa de Bolsonaro pede visita de 2 especialistas na área de saúde e aliados protocolam pedido de “prisão humanitária”
Os advogados de Jair Bolsonaro (PL) solicitaram ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que permitam a visita de dois profissionais de saúde – um cardiologista e um fisioterapeuta – à Superintendência da PF em Brasília, onde o ex‑presidente cumpre sua pena. Em documento enviado nesta segunda‑feira (1⁰/12), os advogados disseram que a visita é essencial para continuar o acompanhamento médico de Bolsonaro nas áreas de cardiologia e fisioterapia. Ao mesmo tempo, aliados de Bolsonaro (PL) no Congresso apresentaram, na sexta‑feira (28/11), um pedido ao STF para que o ex‑presidente seja transferido para prisão domiciliar por motivos humanitários, com o respaldo de pelo menos 100 parlamentares. Na petição, os aliados afirmam que Bolsonaro sofre de várias doenças ao mesmo tempo – câncer de pele, problemas nos rins, coração, complicações gastrointestinais depois das cirurgias do atentado de 2018, pneumonias frequentes e outras condições crônicas. Eles ainda dizem que a prisão não oferece tratamento adequado e coloca a vida do ex‑presidente em risco, e que o Estado tem o dever de garantir cuidados médicos dignos.
URGENTE: CPMI do INSS faz condução coercitiva na madrugada e leva ex-diretor para depor na marra
Na madrugada de segunda (1º), a Polícia Legislativa do Senado realizou uma operação para levar à força Jucimar Fonseca da Silva, ex‑coordenador‑geral de Pagamentos e Benefícios do INSS. Ele estava perto de Manaus (AM) e foi levado a Brasília para depor à CPMI do INSS ainda à tarde. O juiz federal Frederico Botelho de Barros Viana, da 15ª Vara Federal de Brasília, deu a autorização depois que a Advocacia do Senado pediu e a comissão aprovou. O pedido foi escrito pelo advogado do Senado Marcelo Cheli de Lima. É a terceira tentativa da comissão de ouvir Fonseca. Nas duas vezes anteriores ele não apareceu, alegando atestados médicos. Enquanto estava no topo do INSS, Fonseca ajudou a liberar em massa descontos de associações nos benefícios dos segurados, apesar do parecer da procuradoria da autarquia que, segundo a comissão, ele desrespeitou. A volta desses convênios acabou beneficiando entidades que já estão sendo investigadas pela PF e pela CPMI.
Situação é dramática na PF e Bombeiros são acionados para que tenham “agilidade”
A PF mandou um ofício ao Corpo de Bombeiros Militar do DF pedindo que qualquer emergência com o ex‑presidente Jair Bolsonaro (PL) seja atendida rapidamente. Na quinta‑feira (27), o ofício foi enviado ao 15º grupamento do CBMDF, na Asa Sul. A PF justificou o pedido dizendo que o ex‑presidente, que está detido na Superintendência Regional da PF no DF, tem problemas de saúde que exigem prioridade. O CBMDF respondeu que já orientou todos os bombeiros sobre o que fazer e reforçou que o atendimento deve ser imediato sempre que houver chamado envolvendo o preso. Na audiência de custódia, Bolsonaro contou que tem refluxo, apneia do sono e precisa de alimentação especial. Ele ainda disse que toma cinco remédios todos os dias e já juntou ao processo laudos médicos que comprovam sua condição. Com base nesses dados, a PF pediu que os bombeiros ajam com rapidez em qualquer emergência que o ex‑mandatário enfrentar na prisão. A prisão de Bolsonaro foi ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, em 25 de novembro de 2025.
O risco que corre a direita ao ressuscitar um cadáver político esquerdista
Eu entendo o que o André diz sobre as oportunidades no Ceará e como Ciro Gomes, junto a alguns do União Brasil, pode abrir caminho para o Senado. Mas não podemos sair revivendo políticos mortos como Ciro Gomes neste momento delicado da política nacional. É fácil de entender: se Ciro conquistar a governadoria em 2026, a presidência em 2030 será quase certa, substituindo um Lula já desgastado e reunindo seus eleitores. Ciro não faz parte de nenhum acordo com o centro, e eu estou totalmente ao lado da Michelle nessa questão.
Na véspera do “Dia da Consciência Negra” PGR arquivou denúncia por racismo e deu presentão a Lula
Se quem é acusado é Jair Bolsonaro, o que chamam de “racismo recreativo” vira crime grave contra os negros. Mas se o acusado é Luiz Inácio Lula da Silva, o mesmo tom de piada ou erro passa a ser visto como crítica de bom gosto. Um dia antes do Dia da Consciência Negra, a PGR deu a Lula um “indulto” moral: fechou rapidamente a denúncia de racismo feita a partir de comentários que ele mesmo fez em público. Ainda se fala da multa de R$ 1 milhão que Bolsonaro recebeu por “racismo recreativo”, decisão firme do TRF‑4. Mas o MPF resolveu que as palavras de Lula – até a crítica a um “negro sem dente” como imagem ruim para o país – não precisam ser investigadas. O momento é chocante e mostra a seletividade: o que para o ex‑presidente foi crime grave, para o atual é só um comentário fora de contexto que não fere a dignidade humana. O que a PGR mostrou é simples: em 2025, o mesmo gesto pode valer um milhão ou nada, só por causa de quem o faz. O órgão que deveria ser imparcial viu claramente o lado político da questão. Essa diferença de tratamento mina a confiança na justiça e confirma o que muitos brasileiros sentem – que a lei serve só aos poderosos.
Prefeita, esposa do “Janjo”, manda agredir manifestantes, inclusive uma idosa de 61 anos
No sábado, servidores da prefeitura, mães atípicas, idosos e cidadãos comuns foram às ruas com faixas e cartazes, protestando pacificamente contra a bagunça da gestão de Campo Grande (MS). A prefeita Adriane Lopes, segundo denúncias, deu ordem à Guarda Municipal para agredir quem protestava. Uma mãe atípica, de 61 anos, foi atingida brutalmente enquanto filmava a violência contra os manifestantes com o celular. O secretário de segurança, Anderson Gonzaga, assistiu ao ocorrido e não comentou nada. Até agora, a idosa e um professor foram agredidos e ainda prenderam alguém. É inaceitável o Estado usar violência, arbitrariedade e autoritarismo contra quem protesta. Esse comportamento vem de quem está no topo.
Janja comemora o “Dia do Evangélico”… Algo tão natural quanto um elefante de saiote dançando balé
Ver a Janja festejando o Dia do Evangélico é tão natural quanto um elefante de saia tentando fazer balé. A saudação que ela usou não faz sentido para a maioria dos evangélicos. O termo “presença estruturante” só é entendido por quem lê história à luz do marxismo. Felizmente, a maioria dos fiéis não vai captar essa referência. Ela ainda cita a “força e união das mulheres evangélicas na luta contra as desigualdades”, mostrando que seu discurso vai para o evangélico que apoia o PT. Esse grupo é pequeno, por isso o governo tem pouco apoio entre eles. Ao usar jargões de esquerda, Janja não parece querer ampliar a base. Note que ela dirige a mensagem só às “mulheres evangélicas”, excluindo os homens. Janja escolhe esse recorte identitário, ignorando o jeito tradicional da comunidade evangélica. A maioria dos evangélicos sabe que, se Janja não quisesse fazer bajulação, teria falado de “evangélicos” ou “evangelicxs” e lembrado que eles bloqueiam seu plano de legalizar o aborto. Mas a política fala mais alto, então ela só se referiu “às mulheres evangélicas”. Quem acredita que isso é um presente se engana. Marcelo Guterman é engenheiro de produção formado pela Escola Politécnica da USP e tem mestrado em Economia e Finanças pelo Insper.
A trágica morte de menino de 5 anos que caiu do 12º andar do prédio em que morava
Na sexta‑feira (28), por volta das 7h30, o pequeno Matthew Cruz Mussa, de 5 anos, caiu da janela do banheiro do apartamento onde morava, no 12º andar do Grand Ville, Zona Leste de Uberlândia, e morreu. Ele estava sozinho, subiu numa cadeira e numa mesa infantil para chegar à janela e despencou de cerca de 35 metros. Os militares que chegaram ao local viram a cadeira e a mesa deixadas embaixo da janela do banheiro. O Corpo de Bombeiros informou que era a única abertura do apartamento, sem tela de segurança, a cerca de 1,5 m do chão, e que a janela não tinha limitador, que impediria a abertura maior que 10 cm. Um vizinho contou à polícia que, às 7h25, ele e a esposa passavam pela calçada em frente ao bloco 3 e viram a criança caída no chão. Outra moradora, que preferiu não se identificar, disse que acordou às 7h30 ao ouvir gritos de socorro vindos da área externa. A mãe, Emily Linhares, contou aos policiais que saiu para a academia do condomínio enquanto o filho dormia. Depois da queda, foi levada à delegacia, mas foi liberada porque a Polícia Civil não encontrou provas suficientes para acusá‑la de abandono de incapaz. A escola EMEI Maria Pacheco Rezende, onde Matthew estudava, divulgou nota informando que o pai não estava no apartamento porque estava trabalhando. A mãe, Emily Linhares, precisou de atendimento médico por causa do choque emocional. A Polícia Civil segue investigando a queda, com novas perícias em andamento.
STJ blinda para a eternidade quem pagou os advogados de Adelio Bispo
O STJ acabou com qualquer possibilidade de saber quem pagou a defesa de Adélio Bispo, que esfaqueou Jair Bolsonaro em 2018. O ministro Joel Ilan Paciornik, sozinho, rejeitou o pedido da OAB para abrir o sigilo do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, dizendo que o caso já não tinha mais objeto porque o inquérito policial foi encerrado. Isso significa que quem financiou a defesa de Adélio fica protegido para sempre, já que ele sempre disse que não tinha dinheiro para contratar um advogado particular. Assim, desaparece a última chance de descobrir quem pagou os honorários altos dos advogados de Adélio, uma das maiores questões sobre o ataque. A PF já fechou duas investigações, em 2019 e 2020, sem identificar quem mandou ou pagou, mantendo a versão oficial de que Adélio agiu por conta própria. Para os críticos, a decisão do STJ fecha uma investigação que nunca quis chegar ao fundo da questão, deixando impune quem pagou a defesa do homem que quase matou o então candidato à presidência. O caso ainda deixa marcas profundas até hoje.